amendes

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Não vi que o tempo passava

Não vi
que o tempo passava
sobre os campos.
Mas vi folhas caírem!
E reparei em gomos
que brotaram,
cresceram
e se tornaram novos ramos.
Vi multidões de flores
minúsculas,
singelas e efémeras,
cobrindo lugares hereges.
Esperei por frutos
e pelas suas mudanças
em tamanho, cor, sabor…
Plantei sementes,
aguardei, vigiei
e alegrei-me
quando germinaram!
Amparei plântulas frágeis
que se robusteceram
e ficaram árvores!
Corajosas,
sem vertigens, altas!
Tão altas…
E tudo isto várias vezes.
Tantas vezes.
Não sei quantas vezes…
Nem sabia que um dia
pensaria que podia
tê-las contado!
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Poemas

2

Não vi que o tempo passava

Não vi
que o tempo passava
sobre os campos.
Mas vi folhas caírem!
E reparei em gomos
que brotaram,
cresceram
e se tornaram novos ramos.
Vi multidões de flores
minúsculas,
singelas e efémeras,
cobrindo lugares hereges.
Esperei por frutos
e pelas suas mudanças
em tamanho, cor, sabor…
Plantei sementes,
aguardei, vigiei
e alegrei-me
quando germinaram!
Amparei plântulas frágeis
que se robusteceram
e ficaram árvores!
Corajosas,
sem vertigens, altas!
Tão altas…
E tudo isto várias vezes.
Tantas vezes.
Não sei quantas vezes…
Nem sabia que um dia
pensaria que podia
tê-las contado!
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Lembro

Lembro dias já vividos
deixando surgir ao acaso
vestígios que ficaram
sumidos na memória. 

Sentires desmerecidos
vêm cobrar o atraso,
recontando o que calaram
sem interesse, nem glória. 

E outros mais contidos
comparecem por desazo,
saindo de onde estavam
para se tornarem história.
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