ana cristina de lima carvalho

ana cristina de lima carvalho

n. 1960 BR BR

n. 1960-08-17, fortaleza

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A Coisa


Bateu A Coisa.

Uns chamam depressão,
outros, carência, histeria.
Eu não chamo -
Ela vem à
revelia.

Quando bate A Coisa
- quero lá saber o nome -
Sei que fico insone,
Sei que morde, ronda
Invade, espezinha.

A Coisa inunda.
Amesquinha. Escurece.
Consome.

Aí vem o Sol
- bem sei de onde, como e por que -
Em forma de Homem
Cego, mas iluminado.

E não há Coisa que possa
Contra a vontade de Ser
Para estar ao seu lado.
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Poemas

1

A Coisa


Bateu A Coisa.

Uns chamam depressão,
outros, carência, histeria.
Eu não chamo -
Ela vem à
revelia.

Quando bate A Coisa
- quero lá saber o nome -
Sei que fico insone,
Sei que morde, ronda
Invade, espezinha.

A Coisa inunda.
Amesquinha. Escurece.
Consome.

Aí vem o Sol
- bem sei de onde, como e por que -
Em forma de Homem
Cego, mas iluminado.

E não há Coisa que possa
Contra a vontade de Ser
Para estar ao seu lado.
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