Lista de Poemas

AUSENCIA

A ausência de sentidos
que outrora tanto desejei
me faria não mais sentir dor,
mas também me privaria de sentir
tal profundo e indescritível amor
que hoje finalmente sinto
e que me anestesia em meio
a tanto sofrimento e dor
e que um dia com toda certeza,
há de me tirar de tanta tristeza
e serei enfim feliz, que foi
o que sempre quis, por natureza.

Ana Moraes (2011)

787

O AMOR É

O amor é um sentimento sublime
que enaltece e enobrece,
ilumina e floresce,
alegra e engrandece
a vida de quem
realmente o conhece.

Ana Moraes (2011)

694

DOR

A dor se faz tão cruel
e amarga como fel,
queima como fogo
e destroi tudo e
mais um pouco,
deixando que o querer
e a vontade de viver
mingue sem nem mesmo
eu perceber.

Ana Moraes (2011)

651

AMOR VERDADEIRO

O amor que sinto hoje é
in-su-pe-ra-vel-men-te maravilhoso,
ab-so-lu-ta-men-te majestoso,
in-fi-ni-ta-men-te delicioso e
de-fi-ni-ti-va-men-te precioso.

ÉÉÉÉ......amor ver-da-dei-ro!!!!!
E eu que achava que amava,
pensava que sorria,
imaginava que vivia...
nem se quer sonhava em viver tanto amor
mesmo que por um só dia.

Hoje?
Posso dizer que amo.
Posso a-cre-di-tar que sorrio
e posso sentir a verdadeira
sensação de viver,
porque o "amor verdadeiro", hoje,
toma conta do meu ser.

Ana Moraes (2011)

714

RECORDAÇÕES SOMBRIAS

Pedaços arrancados,
mortos, mutilados.
Dor, ausência,
morte, eminência.

Morte na alma!
Tudo parece tão doloroso,
sombrio e impiedoso.

Esquecer... Entender.
Como posso assim fazer
Se não consigo nem mesmo
compreender o porquê
de tanta maldade em um ser.


Ana Moraes (2011)






615

MARÉS

O mar em sua imensidão
revela o céu estrelado,
lindo, iluminado!

Quando se mostra revoltado
deixa tudo à sua volta transformado.
Causando beleza e às vezes,
por conta de sua fúria, tristeza.

Mesmo assim...
Continua a deslumbrar, sem parar...
Para que todos possam ter
a oportunidade de presenciar
esse espetáculo que, com certeza,
se repetirá.

Ana Moraes (2011)

701

RECOMEÇO

A vida é feita de vários recomeços.
Há aqueles seres que pouquíssimas vezes
tiveram que recomeçar, porém a outros
que recomeçam sempre, sem para.

O recomeço a princípio nos remete a
uma sensação de derrota, mas quando analisado de forma oposta
podemos ver que
ao contrário do que pensávamos,
o recomeço talvez seja o mesmo lugar onde antes estávamos,
nos permitindo então refazê-lo
tendo conhecimentos dos possíveis erros,
que antes nos fizeram fracassar e
talvez também seja uma forma de mostrar
que mesmo em meio a sofrimento e dor
resistimos e não desistimos de lutar.

Ana Moraes (2011)

687

SENSAÇÃO

Sentir novamente o bem querer
emana em mim a vontade de viver.

Transpassa a linha do saber
e edifica minha aura... meu ser.
Contamina o meu dia-a-dia
e como o sol,
irradia grande alegria.

Ana Moraes (2011)

685

SAUDADE

A saudade corroi as fibras
do meu coração,
intoxica a minha respiração
e vulnerabiliza a minha emoção.

Entorpece a minha mente e
comprime o meu pulmão,
deixando-me quase ausente,
mas ainda acordada o suficiente
para sentir toda essa situação.

Situação que acabará
quando novamente em seus braços
eu me encontrar...
Só então poderei sentir
seu calor, seu cheiro, seu sabor.
E suprimir tudo aquilo que quase
me fez deixar de existir.

Ana Moraes (2011)

683

O QUE EU SEI E O QUE EU NÃO SEI DE MIM

Sei que amo.
Sei que vivo.
Sei que sofro.
Sei que confundo.
Sei que causo alvoroço.

Sei também que posso.
Sei que quero.
Sei que existo.
Sei que venero.

Venero a arte.
Venero o amor.
Venero o ser humano,
sem nenhum pudor.

Sei que continuarei a amar.
Sei que continuarei a viver.
Sei também que continuarei a sofrer.

No entanto não sei
Se continuarei podendo.
Se continuarei querendo.
Nem ao menos sei
se continuarei escrevendo.

Ana Moraes (2011)

744

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Manuel António Pina

Fernanda
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João
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O livro é muito bom

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euskadia

In: de Os Livros.... Isto é, palavras, formas indecisas procurando um eixo que lhes dê peso, um sentido capaz de conter a sua inocência uma voz (uma palavra) a que se prender antes de se despedaçarem contra tanto silêncio

Ana Paula de Moraes Cordeiro nasceu em Vitória da Conquista, BA em 1976 e mudou-se para São Paulo com sua família aos três meses de vida, onde vive até hoje. Universitária, cursando Pedagogia na Universidade de Santo Amaro UNISA, funcionária pública na rede de ensino do município de São Paulo desde 2009, Escritora e Contadora de História. É também amante da Arte em suas mais diversas ramificações, tais como a literatura, a pintura, a poesia, o cinema, a música, a dança e o teatro. Desde criança canaliza suas emoções através da escrita. A primeira poesia que registrou em um pedaço de papel foi feita após ter, fatidicamente, se dado conta de que aquela série que cursava aos quatorze anos de idade (último ano do ensino fundamental) poderia ser sua última experiência enquanto estudante, visto que naquela época, 1991, sua realidade era outra e o estudo era algo limitado para sua classe social. Eterna estudante tem como objetivo continuar adquirindo conhecimento enquanto aluna, mãe, filha, cidadã, enfim, de todas as formas afim de alcançar um possível enobrecimento da alma até o dia de seu último suspiro. Encara os estudos e aperfeiçoamento profissional e pessoal como utilidade básica.