Não pedes permissão. Invades os meus segredos sem pudor. Tuas mãos devoram meu corpo, enquanto o percorres com amor.
Sim… invades os meus segredos, resoluto, pois são teus conhecidos há muito. Por momentos... param os teus dedos, olhas-me… fazemos curto-circuito.
Silêncio! Envoltos em faíscas, do desejo que nos envolve e consome, o mundo pára… sou a tua odalisca. Eu de ti e tu de mim… temos fome.
Vontade de saciar que não cessa. Sinto o acelerar da nossa respiração, chegar ao êxtase não nos interessa, ansiamos por mais provocação.
O teu e o meu sabor se misturam. Num casulo, um no outro entrelaçados. Odores de amor entre nós circulam. Sentires e gemidos murmurados.
Meu ventre, como um clarim, por ti clama. Sinto-me a mais bela flor dum jardim. Teu caule erecto… ardendo em chama, penetra-me, deixando aroma a jasmim.
Alucinação, êxtase, delírio e loucura. Alcançámos um outro mundo… divino, com sedução e ternura, atingimos a ventura, de cumprir o nosso Destino…
Maria Susana Maurício, de 57 anos de idade.
Desde jovem apaixonada pela leitura, defensora de causas e com a forte determinação de ultrapassar os muros dos preconceitos, tabus e falsos moralismos... o que se aplicava num leque já na época abrangente.
Sempre passou para o papel, o que lhe saía do mais profundo do ser, mas... tudo acabou no lixo, por não valorizar o que escrevia.
Hoje, mantém-se defensora de variadas causas e acredita plenamente que a cultura, qualquer que seja a forma em quese expresse, pode e deve ter um papel relevante, nessa luta pelo que acredita.
Assim, começou a dar os primeiros passos na escrita à pouco tempo, sendo as suas palavras sempre fruto do seu sentir e por isso mesmo abrangente.
Escreve da forma que é: simples e despretensiosa. Se fizer por elaborar mais o que escreve, após rever, deixa de se identificar com o que escreveu... não é o que lhe sai da alma.
Da política à sensualidade/erotismo, passando pela “luta” e tenta pela escrita sensibilizar relativamente a muitos preconceitos que continuam a existir.... incluíndo temas que afectam a Humanidade.
-Política... quer nacional, quer no contexto internacional, que acaba por afectar o nacional.
- Os politicos e o que de imediato cortam: cultura sendo uma das primeiras áreas.
Não existe interesse em ter pessoas que usem qualquer das éreas da cultura, como forma de intervenção ou de informação. É bem melhor um povo acomodado, “ignorante”.
Passando pela saúde, e essa muito grave, pois afecta camadas de população que tanto necessitam. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, não pode manter-se somente no papel eternamente.
Erotismo/Sensualidade
- É mais do que tempo das Mulheres terem a “liberdade” de escrever, ou de se manifestarem em qualquer outra forma de arte, sobre erotismo/Sensualidade, sem que seja por isso rotulada do que quer que seja.
Feminista e Feminina, tem o sentir de emoções como todos e o sentir biológico. O facto de escrever/falar sobre este tema ou sexualidade, não dá o direito a quem quer que seja de lhe colocarem rotulos.
Não se importa em nada, do que possam pensar ou dizer sobre ela.
Por medo, Inventaram o pecado original. Por medo… sim, medo da força da Mulher.
Numa fantasia recrio esse dia. Horror de Eva, fardo pesado, ver fechada a porta do Paraíso. Julgada e condenada… tremia.
Adão ao ver Eva mortificada, abraçou-a ficaram de corpos unidos. Bebeu cada lágrima do rosto dela. Aprenderam o que era amor. Renegaram o pecado Sabiam agora nada ter de original.
Na sua nudez os cabelos de Eva voavam livres. Corpos libertos, com fome e sedentos, Entenderam! Foram libertos… … não dum “pecado” condenados.
E a Vida fez-se Vida… Vivida! Tudo renasceu em seu redor. A Natureza no seu esplendor. Adão entendeu que a vida, seria perpetuada nas entranhas daquela Mulher… chamada Eva.
Seus corpos nús “redimidos”, O prazer do sexo descobriram Ao amor se entregaram, fecundaram, e por eles a Terra foi povoada. Adão e Eva! Homem e Mulher lado a lado. Sublimação a eles doada!
Por medo, Inventaram o pecado original. Por medo… sim, medo da força da Mulher.
Não sei se me beijaste. Nem se me acariciaste. Dormia... nua... serena. Tua mão, entre minhas coxas. Excitada... acordei... pronta para te receber. Vi teu corpo nu... falo erecto, por mim de desejo ardente, pulsante no desejo... ... de me penetrar e amar. Em silêncio... nada dissemos. Sobre mim te deitaste, sexo contra sexo. Libido em explosão. Batalha de corpos travámos, rolámos e sobre ti me sentei. Em silêncio... nada dissemos. Nosso olhos excitados, lânguidos... com volúpia, e gula de um ao outro satisfazer. Tua espada em riste acariciei, com boca e língua te saboreei. Esta noite nossos corpos não aguentaram... pediam urgência, para o amor consumar. Um frémito percorreu-me, ao sentir-te entre meus rins. Minha vulva pulsante sentia a iminência do teu mel, em minha gruta... se derramar. Ritmo desenfreado... corpo arqueado, no silêncio entre nós instalado, ouvimos os gemidos do orgasmo por ambos alcançado. Transpirados... afogueados, lado a lado ficámos... Em silêncio... de mãos dadas. Nossos olhos se fixaram... ... e um para o outro sorriram. Nesse sorriso com ternura, na paz dos corpos, de amantes saciados.. serenos... adormecemos.
Catarina entra em casa, onde surpreendida vê que Vasco já lá se encontra. Aproxima-se dele… no rosto um olhar felino. Não pronuncia uma palavra… não responde, nem ouve o que Vasco diz. Passo a passo, encosta-se a ele. Vasco sente a mão dela sobre a sua pele, quente, envolvente… com cheiro a cio. Olha-o fixamente. Impossível ele desviar o olhar… vê-a na profundidade dos olhos de Catarina, como gata ronronante.
Olhar intenso que o desnuda de alto a baixo… fixa-se no volume em erecção, já visível nas suas calças. Encosta-se aele. Movimenta-se de forma sinuosa, fazendo deslizar o seu corpo no dele. Num impulso e sem ser esperado… despe-o.
Vasco, nu de pénis erecto aguarda. Sabe que a chama vai aumentar, que vão os dois incendiar. Catarina volta-se de costas e dobra ligeiramente o corpo. Dirige a mão ao caule em riste… acaricia-o. A tensão sente-se no ar. Alucinada, sente-o a roçar as suas nádegas. É Catarina que se move… acaricia-o de forma inusitada. Ele geme e fala… ela silenciosa continua a mexer-se de forma libidinosa, com luxúria e paixão.
Louco, Vasco deita-a no sofá. Coloca-se por cima dela em posição invertida… um ao outro dão prazer total… Catarina geme, grita, fala… Cala-se, dedica-se a degustá-lo o que a delicia. Sente-o… com mais, e maior excitação.
É agora Vasco que domina o modo como fazem amor e se doam. De respiração arfante, posiciona-se e entra no seu jardim. Gemem alucinados. Nada ouvem para além deles. O mundo parou, só eles existem. Catarina vira a cabeça, abre os olhos e vê o rosto dele iluminado de forma quase transcendental, fora da órbita terrestre…
Ele abre igualmente os olhos e vê-a a observá-lo… faz o mesmo. Não aguentam mais… sabem que o mel do amor está prestes a explodir. Dizem palavras obscenas, palavras somente proferidas quando fazem amor e se entregam ao prazer do sexo e da carne.
Rapidamente ela se prepara para o receber… sente-o dentro do seu jardim que está a ser regado pelo sémen, fonte de vida que se une ao orvalho que inunda a sua gruta.
Vasco e Catarina abraçam- se e beijam-se profundamente. Sentem os diferentes sabores… dele e dela. Cheira ao cio do amor e do desejo dos corpos que foi acalmado. O Amor vive com eles e neles.
Não pedes permissão. Invades os meus segredos sem pudor. Tuas mãos devoram meu corpo, enquanto o percorres com amor.
Sim… invades os meus segredos, resoluto, pois são teus conhecidos há muito. Por momentos... param os teus dedos, olhas-me… fazemos curto-circuito.
Silêncio! Envoltos em faíscas, do desejo que nos envolve e consome, o mundo pára… sou a tua odalisca. Eu de ti e tu de mim… temos fome.
Vontade de saciar que não cessa. Sinto o acelerar da nossa respiração, chegar ao êxtase não nos interessa, ansiamos por mais provocação.
O teu e o meu sabor se misturam. Num casulo, um no outro entrelaçados. Odores de amor entre nós circulam. Sentires e gemidos murmurados.
Meu ventre, como um clarim, por ti clama. Sinto-me a mais bela flor dum jardim. Teu caule erecto… ardendo em chama, penetra-me, deixando aroma a jasmim.
Alucinação, êxtase, delírio e loucura. Alcançámos um outro mundo… divino, com sedução e ternura, atingimos a ventura, de cumprir o nosso Destino…
Deixa... Provocar-te sedutora, com muito erotismo e muita sedução.
Deixa... Aos teus ouvidos sussurrar, palavras obscenas, que com carinho te aguçam os sentidos.
Deixa... teu corpo totalmente explorar, usando todos os meios, que sei que te endoidecem.
Deixa... Beijar-te onde mais gostas, suavemente e com paixão desafiando-te a que, ardentes de paixão, mil delírios sintas.
Deixo... faminto em mim repousares, entre as minhas coxas entrares, penetrando o início uterino da vida que nos conduz aos verdadeiros delírios, da vida, do prazer e do Amor!
Queres... Deixar minha pele incandescente, Sentir meu ser no vermelho do fogo por tua boca que me percorre lentamente. Sentir a contorsão do meu dorso, que te dá gozo... é nosso mudo diálogo.
Queres... Despir-me... com tuas mãos e dentes, ensaiar nossa dança de mútua provocação. Que seja a tua gata em telhado de zinco quente. Sentir-me deslizar por tua pele em ebulição, Encaixar-mo-nos com amor... 'indecentes'.
Queres... Prolongar os preliminares tão desejados. Ficarmos ausentes em plena ventura. Nosso mundo parar com o fogo em nós insuflado. Pecaminosa, ousada... com toda a doçura. Fazer comigo amor... sendo tu o meu amado.
Queres... Tens-me! Mulher Fêmea. Mulher Amante. Mulher Completa. Sou tua... ... no amor mais fogosa, que um dia de sol incandescente. Sou Tua... ... a tua, Gata em telhado de zinco quente.
Eros, com suas setas nos alcançou, E o amor em nós se declarou. Psique, alma purificada pela dor, Aprendeu que o prazer… é Amor.
Psique, pelos Deuses do Olimpo… tornou-se imortal. Eros e Psique, pelo prazer da carne e sentimento, do seu acasalamento… nasceu a filha ideal. Prazer é o seu nome… dá-nos felicidade, e conduz-nos ao firmamento.
Eroticamente… Nós! Sem moralismos ou pudores, purificados pelo Amor e Prazer, não refreamos nossos sentires. Nossa carne ferve com ardor. Pélvis com pélvis, Corpos em chamas. Mora em nós o Amor.
Corpos em rendição… sem condição, Dançam uma erótica coreografia, Pele com pele, palco da emoção. Eles são uma aula de anatomia. A dois, compomos, em dueto, A mais bela sinfonia… sem remorsos, com euforia. Puro gozo, com amor… no prazer doado.
O apelo da carne é urgente. Clama, grita, geme, suplica. Carícias, provocação, sedução, deixam-nos em ebulição. Teu falo de desejo fremente, penetra minha gruta do Prazer. Movimentos ritmados, nas minhas entranhas, não nos permite mais conter. Imortais nos tornámos, na Arte de Amor fazer.
Desfrutem… permitam, vossos corpos, sem limites saciar. Explorem, degustem, sintam… Toquem com erotismo… cada pedaço de vós. Olfacto, audição e visão, tudo tem sua missão. Não esqueçam o olhar! Nem o falar para amar… e provocar.
Eros, com suas setas nos alcançou, E o amor em nós se declarou. Psique, alma purificada pela dor, Aprendeu que o prazer… é Amor. Somos com Amor… Eroticamente… Nós!
Anda, surpreende-me! Descobre os meus desejos. Decifra os meus sentires. Desnuda-me a Alma, nela encontrarás todas as respostas dos sentidos que em mim habitam!
Anda, surpreende-me! Tenta sem confissões, escutar o que meus olhos dizem no silêncio das palavras. Transparente, não te peço tarefa impossível. Chega a mim… talvez sejas tu a ficar surpreendido.
Anda, surpreende-me! Mostra o Eu que habita em ti. Fala-me do que sentes, sem embaraços, sem temores, com verdade. Anda, surpreende-me… quem sabe chegues a mim.