Lista de Poemas

GOSTO DE TI INTEIRO

GOSTO DE TI INTEIRO

Não pelo “pecado” de teu falo erecto,

Nem pelo fogo que em teu corpo arde.

Não por tuas mãos com vontade própria.

Gosto de ti... Amo-te por inteiro.

Não é a tua carne em labaredas,

Nem tuas veias plenas de Vida,

Tua boca em minha flor para ti aberta

Deliciosas sensações provocas.

Mas... não é por isso que:

Gosto de ti... Amo-te por inteiro.


O cheiro que tua pele exala.

O som da tua voz que me provoca.

Bebes-me, comes-me... tens-me tua.

Ninguém mais existe que te substitua.

Meu corpo te entrego de alma nua.

Entrego-me amor, com toda a minha loucura.

Gosto de ti... Amo-te por inteiro.

Sim! Gosto de ti... Amo-te por inteiro.


©Susana Maurício

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NO TEU SER

No teu Ser,
na tua Alma,
no teu Amor,
há um bem maior,
que faz com que como um diamante resplandeça.

No teu Ser,
Sinto um gosto puro,
mas também de 'pecado',
por amor, desde o início dos tempos, 'perdoado'.

No teu Ser,
há anjos
há 'demónios'
que me levam à loucura do doce prazer,
de a ti me entregar e, entre gemidos delirar.

No teu Ser,
juntos em cada dia,
existe poesia.
Com ou sem rima,
simples ou profunda.
Um encaixe perfeito, de corpos unidos, num poema de Amor.

No teu Ser,
encontro o infinito.
Me entrego sem limites,
sem tabus ou velhos conceitos.
Nesse doar total, de beleza ímpar... encontramos o Paraíso.

©SusanaMaurício
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NÃO ESPEREM DE MIM...

NÃO ESPEREMDE MIM...

Um Sim,
Quando escuto o meu coração
E ele me diz não!

Ao que ématerial dar valor
Quando sei
Que o maior tesouro é o Amor.

Que o meuAmor incondicional
seja uma “moda”
ele é elevação e evolução pessoal

Persistir naexistência de ego em mim.
Humildade, fraternidade, ternura
Coabitam em mim livres... simples assim.

Ver-mecalada, deixar de pelo que acredito gritar,
sucumbida, prostrada pelo medo
Não! Não temo! Continuarei sempre a lutar.

A mudança doSer que sou
na essência... no mais profundo de mim.
Sigo o coração, os ideais que a vida me ensinou.

Não! Nãoesperem essas alterações em mim!

©Susana Maurício

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Maria Susana Maurício, de 57 anos de idade. Desde jovem apaixonada pela leitura, defensora de causas e com a forte determinação de ultrapassar os muros dos preconceitos, tabus e falsos moralismos... o que se aplicava num leque já na época abrangente. Sempre passou para o papel, o que lhe saía do mais profundo do ser, mas... tudo acabou no lixo, por não valorizar o que escrevia. Hoje, mantém-se defensora de variadas causas e acredita plenamente que a cultura, qualquer que seja a forma em quese expresse, pode e deve ter um papel relevante, nessa luta pelo que acredita. Assim, começou a dar os primeiros passos na escrita à pouco tempo, sendo as suas palavras sempre fruto do seu sentir e por isso mesmo abrangente. Escreve da forma que é: simples e despretensiosa. Se fizer por elaborar mais o que escreve, após rever, deixa de se identificar com o que escreveu... não é o que lhe sai da alma. Da política à sensualidade/erotismo, passando pela “luta” e tenta pela escrita sensibilizar relativamente a muitos preconceitos que continuam a existir.... incluíndo temas que afectam a Humanidade. -Política... quer nacional, quer no contexto internacional, que acaba por afectar o nacional. - Os politicos e o que de imediato cortam: cultura sendo uma das primeiras áreas. Não existe interesse em ter pessoas que usem qualquer das éreas da cultura, como forma de intervenção ou de informação. É bem melhor um povo acomodado, “ignorante”. Passando pela saúde, e essa muito grave, pois afecta camadas de população que tanto necessitam. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, não pode manter-se somente no papel eternamente. Erotismo/Sensualidade - É mais do que tempo das Mulheres terem a “liberdade” de escrever, ou de se manifestarem em qualquer outra forma de arte, sobre erotismo/Sensualidade, sem que seja por isso rotulada do que quer que seja. Feminista e Feminina, tem o sentir de emoções como todos e o sentir biológico. O facto de escrever/falar sobre este tema ou sexualidade, não dá o direito a quem quer que seja de lhe colocarem rotulos. Não se importa em nada, do que possam pensar ou dizer sobre ela.