Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular, folclorista por natureza, latinoamericanista, residente em Rodeio, conhecida pelo seu blog Versos Intimistas e poemas dedicados a Rodeio, ao Médio Vale do Itajaí, a Santa Catarina, ao Brasil e as três Américas. Todos os meus livros estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
82 461 Visualizações

Papa Bois e Mama D’Leau

Acordar ao seu lado em Trinidad e Tobago,

receber o seu beijo romântico e apaixonado,

e entregar a alma convicta e o peito devotado.

​Sob as bênçãos de Papa Bois e Mama D’Leau,

e a companhia do florescer da Chaconia,

entregar os meus dias e contigo fazer história.

​[O amor convida; nós nascemos para a glória.]

Ler poema completo

Poemas

1600

Aldrago

Buquês da Aldrago 
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita 
desde o dia que te vi 
sem fantasia. 

Tudo em poesia 
diária foi convertida, 
o dia que eu quiser 
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.

Se este assunto 
não for tocado, 
por ninguém será 
nem aventado,
o eu não nasceu 
para ser domado. 

(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para 
ser academia nata). 

 

25

Galáxia Acesa

Nosso corpo é de baile, 
não há quem nos desate.  

Uma galáxia acesa,
não há quem apague.

Muito além da beleza, 
temos fios de eternidade.  

(Somos movidos às sutilezas)

18

Camboatá

Tudo em mim tem 
algo de Camboatá
com sementes a se espalhar,
Está para nascer quem 
tem a coragem de me dominar.

 

15

Camboatá-vermelho

Chovendo lentamente 
sobre Camboatá-vermelho,
Com a palavra que me rege 
a história no final eu escrevo,
Somente diante do Bom Deus
temo, respeito e me ajoelho.
 

19

Vassourão

Está em tempo de aprender 
a respeitar e de reconhecer 
o legado da ancestralidade 
da terra e da que cruzou o mar, 
e que até o nosso idioma 
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.

Cultivar o olhar não limitado 
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.

Deixar-se levar pela festa do que é 
de fato culturalmente enraizado, 
e não mais se permitir seduzir 
por aquilo que nos foi empurrado.

29

O seu Universo

Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.

(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).

24

Pombeira

Debaixo da Pombeira
absoluta fiz a jura 
de ser somente tua,
Se me amares,
retribuirei em dobro,
Algo diz que o sonho
haverá de ser cumprido logo.

21

Palmito Juçara

Plantar mais mudas 
de Palmito Juçara,
Para não deixar nunca
mais na mesa faltar,
Isso não tem a ver 
somente sobre plantar,
Também tem a ver
com a Cultura Popular. 

Quem sempre planta, 
a Natureza e o destino
sabem recompensar
além de reconhecimentos
formais ou títulos,
Pátria é o quê se planta,
alegra o nosso paladar,
e eleva o nosso espírito,
É incontestável e de princípio.

Não preciso sair procurando 
qualquer coisa pelo mundo fora 
ou pelo fim do mundo esperar,
para só assim começar a despertar.

25

Halia Liar

O primeiro raio solar
ilumina a Halia Liar,
O seu sorriso a brilhar 
e o coração a encantar.
 

18

Cajá-mirim

Enraizados na terra, 
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia 
de estar acima de nós.

Uns são aquilo o quê 
deixaram para trás,
São sempre eles que 
provocam apagamento 
para ter como aliado 
o nosso esquecimento. 

O quê se comunica 
nem sempre na vida
é tão profundo assim 
ou é um Cajá-mirim 
cheio de frutos doces.

Não se aceita a opção 
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada. 

Por isso é importante 
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.
 

38

Comentários (19)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.