ANTONIA K

ANTONIA K

"As vezes há momentos na vida que parece estarmos em um subterrâneo - As vezes é preciso se desenterrar" (Steinbeck)

n. , CAMPINA GRANDE

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A dança Cósmica


Do registro traumático
Levantei o corpo inerte
Convertendo o corpo em dança
Cantando cânticos.
Leitura dos sentimentos
De dores e afetos
Tudo é vida
Tudo é morte
Tudo é arte.

AK
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Poemas

2

Elizabete


A dor sentida não cabia

Na escala de intensidade da dor

Tantos anos a ti acompanhar

Exausta ficastes.

 

E não aguentando mais lutar;

Se eu pudesse

Arrancaria da mente

A dor demente

Que não te deixou, não quis partir,

Insistindo em ficar.

 

Deixastes Vácuo

Bem aqui

Uma impotência

Que não findou

 

Ainda aqui nesse planeta

Dias difíceis

Passo sim

Não te esqueço                                             

Nem um dia

Desde que partistes

Em agonia...

Guardo o sorriso

Da tua face

O mais bonito.

(08-09-2018)
- AK
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Distorção

As paredes da mente se abrem em labirintos mentais
Um convite para adentrar no interior de si
Não, não desejo considerar esse lugar
A górgona me petrificará
Tenho medo, ela é estranha
Alimenta-se de traumas.

Lágrimas caídas no espelho da consciência
No corpo, pela face morta, dos olhos opacos
Transparente é o vácuo
Desvelando a crueza de dores
São remêdios curativos, demônios lavados
Levados rio abaixo.

Para  qual direção aponta a dor?
Para as memórias distorcidas;
Para as memórias sagradas
Para  lembranças de sepultamentos
Para o caráter inseguro das reminiscências.
Imersa em si, de lugares, (des)afetos; de saudades;
Imersão em cada gota.

É antídoto de salvação, de redenção
É resgate de si mesma
Dentro da mente demente
Em camadas, gavetas
Paisagens mentais.

-AK
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Comentários (2)

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ANTONIA K

Gratidão!

joaoeuzebio

PARABÉNS ANTONIA PELAS PALAVRAS PELO SENTIMENTO GOSTEI DE TEU POEMA UM ABRAÇO