Lista de Poemas

Papai!

é muita saudade! Saudade demais! Saudade daquele que fica com a saudade DAQUELE que vai!
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Desencanto

Quem és tu?
Que estás em todos os lugares ao mesmo tempo
Que em alguns momentos queres suplantar a Deus
Que sem aviso levas os e as dos outros
as minhas e os meus

Quem és tu?
Que fazes uso de tantos artifícios
Que és indiferente a classes sociais
Que trazes a dor e tantos sacrifícios
Que atuas na poeira de solos universais


Eu sou

Quem dizimo famílias e populações inteiras
Cantarolando te deixo sem eira e nem beira
Que em meu diário prego o selo da tua sorte
Igualando um segundo a uma existência inteira!
O primeiro e último suspiro , eu sou ...

AAntonioAury


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Vida de Gado

Oremos para vencermos nossas batalhas
e termos força para a luta diária!
Enfrentemos a Pandemia como gente
que somos!
E não como os que querem nos tratar
com Medicina Veterinária!

AAury
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Geraldo Magela

Geraldo Magela

A chuva cai de forma torrencial
Não para
Estou em meu torrão natal
Eu paro e em seguida me dirijo ao quintal da minha casa e vejo uma poça d'água;
imagino ser uma lagoa e continuo ouvindo uma música de Ataulfo e Mário Lago:Amélia!
Penso estar com meu pai na minha longínque infância.
Lembro que até animais tinham nomes.
Lembro do meu primo Geraldo- um homem alto, muito branco e longilíneo, e de sorriso
fácil com o seu chapéu de couro e vestes de vaqueiro!
Lembro que por muitas vezes, em dias chuvosos como agora,
próximo ao amanhecer e no clarão da barra da aurora,
entre trovôes e relâmpagos, ele falava:" Bom dia compadre João!
- Papai prontamente respondia:"Bom dia compadre Geraldo,
já estou acordado há mais de meia hora conversando com compadre Raimundo, Juvenita e Irony"
Minha querida, jovem e bela mãe ia preparar o café-da-manhã juntamente com tia Irony e
Dona Alcides- uma senhora casada com Seu Cícero,
filha de escravos e que por muitos anos, a sua família foi moradora ou colona da minha família!
Eles tomavam café com meu tios e padrinhos Raimundo e Irony e conversavam, e eu os interrompia,
tinha quatros anos de idade, e dizia: "Vão vacinar o gado?"
Geraldo muito animado desta forma respondia:
"Vamos vacinar o gado Dr. Chico William?"
Ele sempre trocava o meu nome com o do meu irmão.
Eu vibrava com muita alegria!
Destas pessoas, carrego a essência, sempre lembro destas passagen da vida com muito zelo!
Lembro que Geraldo tratava os animais conversando e fazendo carinho; homem de boa fé que está
em mim como espelho e, hoje, eu sei o porquê de Geraldo não fazer uso do relho!


aury-lembranças da minha infância-geraldo magela e sua nobreza

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Privilégios

Por que esnoba tanto assim, rapaz?
É porque ganho demais!

Eu sou um empresário de atitude
Tenho negócios na saúde
Dinheiro da educação!

Sou sócio em muita repartição
Sou um homem muito ocupado
Pois me tornei deputado
Com o voto da população!

Por que esnoba tanto assim, rapaz?
É porque ganho demais!

Eu trabalho lá em Brasília
Separado da família
Recebo uma contribuição
E as benesses do mercado
Por fora é só um milhão!

Eu sempre tenho esperança
Aguardo toda votação
Que me perdoe se é criança
Recebo mais de um milhão!

Por que esnoba tanto assim,rapaz?
É porque ganho demais!
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Acróstico para Tia Zaíra


Zelosa e linda
Alegria infinda
Incomparável coração
Refúgio da compostura
Anjo de caridade e ternura!
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Samba da Comunhão


Como Jesus a pregar
a igualdade entre os homens em todos os cantos:
nas vilas, favelas,cidades, nos campos e
em todo lugar!

La, la, la, la,

Meu samba é o sol irradiante
que a esperança trará
É o samba da paz e da harmonia
Quem canta meu samba prova da mais pura alegria
Prova da Liberdade todo dia
Vendo a vida melhorar!
É um samba que ninguém guardou segredo
Pois Jesus canta sem medo
Seu samba em todo lugar!

Jesus Cristo em qualquer situação
canta o samba da comunhão!
Em forma de samba-canção ou samba-enredo
Um samba da fraternidade,
ensina a humanidade
Sempre com este refrão:
Aprenda a dividir o pão!
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O Turbilhão -


O país nunca tinha passado
por momento de grande divisão!
Certamente é coisa de letrado essa ideia
de gerar confusão!
Está ficando tudo enviesado e esta Terra
tornou-se uma simples possessão!
Os mais novos não tinham reclamado
pois não tinham visto o que é a inflação!
Hoje não frequentam nem supermercado
nem festa, nem baile e nem salão!
Só Deus sabe o que temos passado
com o monstro que entregou nossa nação!

Somos 40 milhões de desesperados
sem direito a arroz ou um prato de feijão
Somos vítimas da casta dos endiabrados
que nos mantém na Nova Escravidão!
pois novamente nós fomos derrotados
por um cabo, um sargento e um capitão!

Tem dias que me sinto um derrotado
Por sofrer sendo mais um na multidão
Que todos os dias fica de braço cruzado
Por ter seu posto ocupado por um desocupado
e por aqueles empregados usuários de galão!








Certamente não fomos enganados
AAury
19

A Vizinha

A Vizinha


Sou a criança e a mulher 
que fica mais forte a cada dia
Sou a amante preferida de toda a burguesia
mostro minhas vergonhas de queimar na prece
Sou obrigada a amar pois sou
a cereja de bolo refinado que tanto cresce!

Sob meus pés qualquer um sofre qualquer um padece
E faço derramar lágrimas de sangue e de agonia 
comigo você sonha e tem pesadelo na sua utopia 
Deixo debruçado e qualquer um insone
Humilhado durante uma centena de noites sem saber
que já é dia!
Sou sem dúvida quem consome 
a lama da sociedade que é tua e minha!
 Muito prazer!
 O meu nome é fome!
Você não sabe, eu sou sua vizinha!

Antonio Aury!
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Comunhão

Na vida
Eu já amei, ri e chorei
Fui a nocaute
Quase definhei!

Por amor
Sofrí abandono
foram muitas perdas!
Momentos tristonhos
Refúgio em drinks
sarjeta e noites sem sono!
Quase capitulei
ocupei lugares bizonhos
meus sonhos fiquei!



Na vida
Eu já amei, ri e chorei!
Fui a nocaute
Quase definhei!


Na vida
Em muitos chãos eu pisei 
Atravessando as estradas
Percorrendo tortos caminhos 
procurando os amores 
que deram em nada 
Que não me deram carinho
pois as flores e as rosas
aprendí que podem ter espinhos

Na vida
Eu já amei, ri e chorei
Fui a nocaute
Quase definhei!

Na vida
uma causa e uma companheira
encontrei!
E uns camaradas comandei
Lutamos de dia e de noite
Provamos de tortura de bala e açoite!
Fizemos o que se tinha para fazer
Adamos a pé, com cabaça de água 
e morada no chão!
Nos deram pás de terra e muita prisão!

Nos libertamos para a vida
Daí não mais fugimos
Ganhamos força e a liberdadede do novo!
A força do amor que brota da alma e do chão
da necessidade e da força do povo
Agora a minha terra é nossa terra
A nossa força chama-se  organização!
Por vivermos unidos e felizes
chamam a nossa causa de intentona ou revolução
Mas como Cristo batizou: VIVA A COMUNHÂO!

AAury



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Aury(Antonio Aury de Macêdo Torquato) nasceu aos 27 de Dezembro, de parto gemelar, na zona rural de Lavras da Mangabeira-CE; filho de João Antonio Torquato Gonçalves e Maria Juvenita de Macêdo Gonçalves. É neto do Poeta Lobo Manso.