António Guerreiro

António Guerreiro

n. 1974 PT PT

n. 1974-02-05, Arruda

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Haja Vontade

Meu amor, haja vontade
De agarrar com toda a força,
Mas soltar com liberdade.

Meu amor, haja vontade
De correr com alegria,
Mas parar com sabedoria.

Meu amor, haja vontade
De sorrir com o corpo todo,
Mas chorar com humildade.

Meu amor, haja vontade
De amar a cada dia,
Sem tal ser monotonia.

Meu amor haja vontade
De adormecer nos teus braços
Nos teus seios, nos teus traços
Sem moral e sem idade.

Sem vontade, meu amor,
Somos bichos de passagem...
Com amor e com vontade,
Somos eterna viagem.
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Poemas

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Salmo





Já foi azul o que hoje vês negro

Já foi florido o deserto de nós

Já foi audácia o que agora é medo

E música clássica o que hoje são dós.





Foi pouco a pouco que as flores secaram

E todos os seres perderam a cor

Foi pouco a pouco que os anos passaram

E se perdeu, algures, o amor.



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Pescador





Sou pescador de águas profundas



Quanto mais fundas, mais fecundas.



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Comentários (3)

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Maria Lucena
Maria Lucena

Lindos poemas...

António Guerreiro

obrigado pelas palavras João...

João Botelho
João Botelho

Os seus poemas são obras de arte... Não tem mais?