Antonio Raimundo Dias Dos Santos

Antonio Raimundo Dias Dos Santos

n. 1964 BR BR

n. 1964-02-24, Ribeira do Pombal-Bahia/Brasil

Perfil
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A ROSA

A ROSA

Quando te conheci, não senti mais nenhum vazio dentro de mim
E sem você, meu bem, hoje já não sei,
o que será de mim.
Mas me perguntei, e refiz os porquês da demora em lhe conhecer,
Essa demora me custou um tempo, tormentos, frustrações,
portas na cara e amores inconcebíveis.
Você demorou demais por conta do tempo e do espaço, esses são os culpados.

Quando te conheci, algo me dissera: esse será seu bem.
Os porquês se desfizeram, e surgiu deste,
um enigma já pré-concebido, flores no meu jardim,
a rosa entre as rosas, mais rosa do meu querer,
a rosa do amor.

PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS

 

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Biografia

Antonio Raimundo Dias Dos Santos é um geógrafo, poeta e professor de Geografia da rede estadual de ensino em São Paulo, atuando nos níveis Fundamental II e Médio como concursado (PEB II). Ele também é professor universitário na área de educação. Ele é filiado ao PSOL São Paulo, integrando a corrente Coletivo Educação em Primeiro Lugar, e é membro da APEOESP, subsede Santana - São Paulo. Antonio escreveu a poesia "RESISTIR É PRECISO" e é conhecido pela frase "Resistir é preciso, preciso resistir." No campo esportivo, ele praticou futebol de salão, onde possui uma medalha de primeiro lugar em jogos internos quando trabalhava no Bradesco. Antonio estudou e foi ex-associado do SESI Catumbi - São Paulo, zona leste, onde praticava futebol de salão quando criança e pré-adolescente, participando de torneios internos e externos. No esporte de mesa, ele se sagrou campeão de damas, vice-campeão em duplas em tênis de mesa, duas vezes campeão de botão e uma vez terceiro lugar no campeonato de botão. Ele também jogou futebol de campo e society como lazer. Seu gosto musical inclui rock and rol progressivo, rock brasileiro, reggae e MPB. Antonio se formou no segundo grau como técnico em contabilidade, foi analista trainee no antigo Banco Noroeste S/A e estagiário pela FUNDAP no Arquivo do Estado de São Paulo. Ele publicou artigos no jornal Tribuna sobre temas relacionados ao meio ambiente e à história, como "Reciclagem de lixo residencial" e "O movimento de resistência do negro africano no Brasil Império." Nos anos 90, Antonio foi integrante da Anistia Internacional em São Paulo - Seção RAU (REDE DE AÇÃO URGENTE), se filiando através do jornalista da TV Cultura, Rodolfo Konder. Além disso, ele é cinéfilo e bibliófilo, demonstrando um grande interesse por cinema e literatura. Antonio também se associou à Telecinética por volta de 1992 e desenvolveu habilidades de telepatia acidentalmente. Ele gosta de viajar, o que caracteriza seu interesse por Wanderlust, e é católico apostólico romano, embora não pratique ativamente.
NASCIMENTO: RIBEIRA DO POMBAL - BAHIA / BRASIL
CASADO COM A PROFESSORA DE HISTÓRIA ZENAIDE MORAIS DE ANDRADE

Poemas

10

A ROSA

A ROSA

Quando te conheci, não senti mais nenhum vazio dentro de mim
E sem você, meu bem, hoje já não sei,
o que será de mim.
Mas me perguntei, e refiz os porquês da demora em lhe conhecer,
Essa demora me custou um tempo, tormentos, frustrações,
portas na cara e amores inconcebíveis.
Você demorou demais por conta do tempo e do espaço, esses são os culpados.

Quando te conheci, algo me dissera: esse será seu bem.
Os porquês se desfizeram, e surgiu deste,
um enigma já pré-concebido, flores no meu jardim,
a rosa entre as rosas, mais rosa do meu querer,
a rosa do amor.

PROFESSOR ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS

 

297

REPENSAR

REPENSAR

O entardecer no cerrado e na mata de capoeirão,
O céu estrelado confunde-se com o brilhar dos vagalumes na escuridão.
Não vejo à minha frente a teia tecida por aranhas,
Onde outrora passei sem ser capturado.

Andar ao entardecer e respirar dentro da mata
Areja minha mente, limpa meus pulmões,
E meu coração agradece por cada segundo de oxigenação,
Permite-me soprar esperança sobre a vida que há em mim.

Mesmo enfrentando turbulências,
Senti que a alegria não se esvaiu;
Nada é em vão.
A natureza nos oferece momentos agradáveis,
E essa imersão fez-me repensar o sentido
Da ignorância imposta por um cidadão ignorante.

Faltam-lhe as páginas da compreensão e do entendimento,
Pois trocou-as por migalhas oferecidas em busca de apoio.
Isso faz-me repensar:
Quem saboreia as migalhas sobre a mesa
E transforma-as em moeda de troca
Está condenado a viver de migalhas
No vasto terreno da vida.
Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos 

253

Marcas

Marcas

 

As lágrimas que tu choraste preencheram os cânions de minha saudade, esculpidas por essas, que trouxeste um sabor salgado de paixão, represado por décadas e milênios de história que vivemos, saudades que não esquecemos, mas que juntos esculpiremos mais uma vez.

Nosso amor é atemporal; as marcas estão postas em nosso corpo, e a face revela essas marcas e seus significados. Somos como uma rocha, e suas evidências aparecem com o transcorrer do tempo, ricas em Sapienza.

Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos 

313

PAZ

PAZ

Fica com a minha paz,
A paz, irmão.
Preciso estar em paz,
Com a minha paz, irmão.

Nunca fui de dizeres,
De rodeios ou voltas.
Sempre fui direto, irmão,
Por isso, fica com a minha paz,
A paz, irmão.

Se direto sou,
É porque não quero lhe magoar,
Mas falar cara a cara,
Mostrar quem sou:
O cara sem voltas,
Pregando a verdade,
Sem mentiras.

Fica em paz, irmão,
Com a minha paz.

Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos
24/11/2024 - MY HOUSE
 

185

TRABALHO E ESSÊNCIA

Trabalho e essência 

Com as mãos calejadas de colher os grãos da vida, e a pele enrugada de sol, o corpo tem sede da essência dos alimentos, nós nos dobramos na roça, na colheita de andu, entre espinhos de gato e  a ortiga,  sinto e vejo a vida brotar deste solo fértil. O  alimento brotando da terra, como se fizessemos a colheita de almas, andus verdes e maduros, entre os espinhos, nossa corrida pela vida tem seus percalços, nem tudo são flores,  afinal colhemos o alimento que nos alimenta e alimenta a alma, o andu verde e maduro nem tudo é espinho e ortiga.

Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos 

409

RESISTIR É PRECISO

RESISTIR É PRECISO

RESISTIR É PRECISO
PRECISO RESISTIR
A TUDO E A TODOS
AO MUNDO E AOS IMUNDOS.
MUNDOS QUE SÃO DOS RAIMUNDOS
DOCES E RESISTENTES E COMBATENTES
QUE SUPERA ATÉ TENENTES.
IMUNDOS QUE NO PRESENTE SÓ FICA NO REALMENTE
DEPENDENTE DOS INTELIGENTES
QUE OS USAM COMO COCIENTES DA MALIGNIDADE PERENES.
POR ISSO RESISTO COMO CRISTO E ATÉ INSISTO NO PREVISTO.
PREVISTO, RISCO, FISCO E INSISTO OUTRA VEZ NO OFÍCIO DO VÍCIO
DE SER UM RESISTENTE E BRAVO PROFESSOR.
LEMBRO-ME DOS NORDESTINOS CIENTES E INTELIGENTES E RESISTENTES
A SECA, A FOME, A MISÉRIA, AS INTEMPERES DOS CORONÉIS DOS SERTÕES.
LEMBRO-ME DOS NORDESTINOS CIENTES E INTELIGENTES DOS SERTÕES, COM SEUS ESPORÕES E ALGIBEIRAS CHEIAS DE ESCORPIÕES.
A CADA INIMIGO A CHEGAR UMA ALGIBERA A DAR, PRESTES A PICAR E A INICIAR UM CICLO
DE RESISTÊNCIA, POR ISSO INSISTO, RESISTIR É PRECISO!

PROFESSOR ANTONIO R. D. D. SANTOS
27 DE ABRIL DE 2015
21H15

349

Onde o poeta se esconde

 ONDE O POETA SE ESCONDE

Onde o poeta se esconde?!  Se esconde em um ninho, nas entranhas do espinhaço mineiro ao norte e sul da Bahia, dizemos divisa entre estados, onde a cultura predominante é a dos baianeiros, os sotaques ao norte se confundem com o sotaque baiano. As cavalgadas, vaquejadas, reisado e o forró, principalmente nas noites de São João. O gado, porcos, frangos do mato, galos e galinhas e saruê. As roças de feijão, mandioca, andu, maxixe, o pequi do cerrado, temos o doce de marmelo que no passado era abundante, muda trazida de Portugal pelo seu Gregório Morais a a cultura do marmelo aqui em Ninheira está escasso, Temos também o queijo e requeijão mineiro fazendo parte do café da manhã com biscoito de polvilho, temos nas roças produtores de cachaça da boa. Apesar de estarmos numa zona de transição, o polígono da seca, temos como característica peculiar desta região, o cerrado, capoeirão, caatinga e a mata-atlântica. Estamos a uma altitude de mil metros entre as serras como a de Berizal, vale de águas vermelhas, vale do jequitinhonha e o rio Pardo. Nesta época de inverno a laranja jorra dos pés em abundância. No mês de outubro e novembro quando chove, cai tanajuras do céu e o povo fica feliz, porque se trata de uma iguaria que se consome muito nessa região, uma paçoca de tanajura.

ANTONIO RAIMUNDO DIAS DOS SANTOS.

16/07/2024

14:59 - Ninheira - Norte de Minas.

375

Mulher Faceira

Mulher faceira

No seu olhar vou libertar e encorajar o meu eu

E ti encontrar no anoitecer pela cidade adentro 

Foi sem querer e ao acaso que ti encontrei

Amanheci exausto e declaro escutar o rádio e a sua canção 

Me perdi no tempo e no pensamento indo contra o vento, sem tomar decisões

Sinto sua falta ao percorrer às matas nas manhãs de verão 

Passei a noite inteira ao lado da lareira, esquentando o corpo, rolei sozinho no colchão, na madrugada sentindo a sua falta, 

Mulher faceira, boniteira e perfumada, como as flores silvestres 

Saudade bateu, sentindo sua falta em minha vida e nos momentos mais sublimes, e quero ti encontrar ao anoitecer e acordar com o cheiro do seu perfume silvestre.

455

Língua Ferina

Língua Ferina


 

Língua Ferina, palavra que fere, verdade que dói 

Língua Ferina, palavra que rói. Língua Ferina, verdade que dói. Verdade que fere pela língua Ferina, palavra que corrói 

Prof. Antonio Santos 

14/06/21

391

Eu e Você

Eu e Você.

O melhor de você está em mim

E o meu melhor está em você e 

Eu e você somos o melhor de nós 

Nós somos os melhores de nós mesmos

Melhores do que somos, somos nós mesmos

Os mesmos, eu e você.

Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos

202

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