Se estes céus fossem mar Para poetizar nas ondulações Para verter minhas palavras, O sopro de minha vida, Para moldar o mundo em versos de poesia Para fazer ondas versar como monções
Se este mar fossem os olhos teus Para me guiar sob teu olhar E assim, procurando pelo meu Sob o céu mais sombrio, num dia frio Mesmo nas manhãs mais nebulosas
Nunca escapar de ti Porque se de tristeza o mundo for Como se pintado na mais triste cor Dor, sem nada que paralele o amor A existência se findasse Como se por nada vivesse
Seja minha poesia o mar Poesia beirando cantares divinos Trilhando o céu, criando caminhos Indo, indo e subindo Diferentes dos céus que choram como chuva Lágrimas gotejantes Vindo, vindo, caindo ...
Se estes céus fossem mar Para poetizar nas ondulações Para verter minhas palavras, O sopro de minha vida, Para moldar o mundo em versos de poesia Para fazer ondas versar como monções
Se este mar fossem os olhos teus Para me guiar sob teu olhar E assim, procurando pelo meu Sob o céu mais sombrio, num dia frio Mesmo nas manhãs mais nebulosas
Nunca escapar de ti Porque se de tristeza o mundo for Como se pintado na mais triste cor Dor, sem nada que paralele o amor A existência se findasse Como se por nada vivesse
Seja minha poesia o mar Poesia beirando cantares divinos Trilhando o céu, criando caminhos Indo, indo e subindo Diferentes dos céus que choram como chuva Lágrimas gotejantes Vindo, vindo, caindo ...
Atila J.
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Odes s Segredos
ODES
Quando o verde se adornava de orvalhos Quando o dia trajava beleza E o sol desaparecia sob a miragem dourada Quando o céu azulado murchava e enegrecia Dando lugar à musa prateada
Quando novas estrelas se despediam Nessa vida que somos todos passageiros E o sol despertava sob os lençóis da madrugada Ao ritmo das aves que cantam harmonizadas E a manhã desabrochava
Quando um abraço falou mais que palavras Porque no silêncio tudo era saudade E o vazio convidava a lágrima A dúvida se instalava Quando a mente se fazia cega E a esperança perdia asas e tombava
O vazio trouxe o esclarecimento Das verdades que a ausência segredava Quando o vento roubou certos desejos Que a espera negava
ATILA J.
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Manchas
Um pouco de mundo Uma mancha de ser Um grito calado Um resto de tudo
Vidas Bocados de sonhos espalhados pela cidade Denunciados em órfãos e pedintes Espalhados por aí, largados pela urbe
Mas nada muda Para os que carregam almas mudas Aos apressados, sobrecarregados Aos de passos maquinados, nada muda Quando as súplicas convidam lágrimas O desespero a doença E a fome tolera o furto Quando os as manhãs de sol são negras e longas, Quando o morrer oferece portas e os sorrisos são curtos
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Subtilidades
Você não busca Você se busca, você cai e supera Você chora, você ri, você dança Bebe, dorme, transa Você luta e descansa. Percorre, você desaparece e se encontra
Você, às vezes, não ganha, não consegue, você precisa chorar, aprender. É necessário morrer Você também precisa perder neste mundo de engano. Você é humano.
Você deve chorar. Chore. Você vai amar, uma duas, três e outra vez. Você talvez vá sofrer, mas vai levantar, sorrir e voltar a se apaixonar. Divirta-se! Minta, vigarize, viva. Um dia você estará velho, dolorido. Você deverá olhar p'ra trás e sorrir "Olha lá eu feliz..." Atila Jhmus
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Misses
Tenho saudades de uma flor Uma saudade que não desgruda Uma vontade que não passa, não some, não muda Saudade que me esconde a luz da face tua Saudades daquela energia, saudades de uma flor que colhi na lua
Tenho saudades do toque dela nas manhãs À espera do sol, à minha janela, esperando a vida Saudades daquela flor, do seu perfume tatuado em minha memória A falta que você faz, essa dor que criou raízes Me faz te buscar por aí Esperando te alcançar nas fantasias que vivi Nas pessoas, nos aromas, nas vielas, nos becos e ruas Te busco, flor. Nos sentidos que já não vejo Nos vazios que não preencho Nas forças que já não tenho Sinto saudades Busco por essa flor Com minha vida às metades Enquanto uma dose de caos me tortura
Tenho saudades de uma flor Um amor que semeei na lua ( E fumei.) Atila J.