Aristides Jerónimo

Aristides Jerónimo

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Suposições

Goin', Comin', Fallin'

Se estes céus fossem mar 
Para poetizar nas ondulações
Para verter minhas palavras,
O sopro de minha vida,
Para moldar o mundo em versos de poesia
Para fazer ondas versar como monções

Se este mar fossem os olhos teus
Para me guiar sob teu olhar
E assim, procurando pelo meu
Sob o céu mais sombrio, num dia frio
Mesmo nas manhãs mais nebulosas

Nunca escapar de ti
Porque se de tristeza o mundo for
Como se pintado na mais triste cor
Dor, sem nada que paralele o amor
A existência se findasse
Como se por nada vivesse

Seja minha poesia o mar 
Poesia beirando cantares divinos
Trilhando o céu, criando caminhos
Indo, indo e subindo
Diferentes dos céus que choram como chuva
Lágrimas gotejantes
Vindo, vindo, caindo
...

                                            Atila J.
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Poemas

5

Suposições

Goin', Comin', Fallin'

Se estes céus fossem mar 
Para poetizar nas ondulações
Para verter minhas palavras,
O sopro de minha vida,
Para moldar o mundo em versos de poesia
Para fazer ondas versar como monções

Se este mar fossem os olhos teus
Para me guiar sob teu olhar
E assim, procurando pelo meu
Sob o céu mais sombrio, num dia frio
Mesmo nas manhãs mais nebulosas

Nunca escapar de ti
Porque se de tristeza o mundo for
Como se pintado na mais triste cor
Dor, sem nada que paralele o amor
A existência se findasse
Como se por nada vivesse

Seja minha poesia o mar 
Poesia beirando cantares divinos
Trilhando o céu, criando caminhos
Indo, indo e subindo
Diferentes dos céus que choram como chuva
Lágrimas gotejantes
Vindo, vindo, caindo
...

                                            Atila J.
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Odes s Segredos

ODES

Quando o verde se adornava de orvalhos
Quando o dia trajava beleza
E o sol desaparecia sob a miragem dourada
Quando o céu azulado murchava e enegrecia
Dando lugar à musa prateada

Quando novas estrelas se despediam
Nessa vida que somos todos passageiros
E o sol despertava sob os lençóis da madrugada
Ao ritmo das aves que cantam harmonizadas
E a manhã desabrochava

Quando um abraço falou mais que palavras
Porque no silêncio tudo era saudade
E o vazio convidava a lágrima
A dúvida se instalava
Quando a mente se fazia cega
E a esperança perdia asas e tombava

O vazio trouxe o esclarecimento
Das verdades que a ausência segredava
Quando o vento roubou certos desejos
Que a espera negava

                                             ATILA J.
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Manchas

Um pouco de mundo
Uma mancha de ser
Um grito calado
Um resto de tudo

Vidas
Bocados de sonhos espalhados pela cidade
Denunciados em órfãos e pedintes
Espalhados por aí, largados pela urbe

Mas nada muda
Para os que carregam almas mudas
Aos apressados, sobrecarregados
Aos de passos maquinados, nada muda
Quando as súplicas convidam lágrimas
O desespero a doença
E a fome tolera o furto
Quando os as manhãs de sol são negras  e longas, 
Quando o morrer oferece portas e os sorrisos são curtos
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Subtilidades

Você não busca
Você se busca, você cai e supera
Você chora, você ri, você dança
Bebe, dorme, transa
Você luta e descansa.
Percorre, você desaparece e se encontra

Você, às vezes, não ganha, não consegue, você precisa chorar,  aprender. É necessário morrer
Você também precisa perder neste mundo de engano.
Você é humano.

Você deve chorar. Chore.
Você vai amar,  uma duas, três e outra vez.
Você talvez vá sofrer, mas vai levantar, sorrir e voltar a se apaixonar. 
Divirta-se! Minta,  vigarize, viva. Um dia você estará velho, dolorido. 
Você deverá olhar p'ra trás e sorrir
"Olha lá eu feliz..."
                                           Atila Jhmus

17

Misses

Tenho saudades de uma flor
Uma saudade que não desgruda
Uma vontade que não passa, não some, não muda
Saudade que me esconde a luz da face tua
Saudades daquela energia, saudades de uma flor que colhi na lua

Tenho saudades do toque dela nas manhãs
À espera do sol, à minha janela, esperando a vida
Saudades daquela flor, do seu perfume tatuado em minha memória
A falta que você faz, essa dor que criou raízes
Me faz te buscar por aí
Esperando te alcançar nas fantasias que vivi
Nas pessoas, nos aromas, nas vielas, nos becos e ruas
Te busco, flor. Nos sentidos que já não vejo
Nos vazios que não preencho
Nas forças que já não tenho
Sinto saudades
Busco por essa flor
Com minha vida às metades
Enquanto uma dose de caos me tortura

Tenho saudades de uma flor
Um amor que semeei na lua
( E fumei.)
                                                          Atila J.
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