Que País é este que tolera Atos de selvajaria e os acoita A lei esconde-se atrás da moita Então... o criminoso impera
Incendeia ônibus e caminhões A imprensa os televisiona, A polícia, sem restrições Vira assistente da intentona
Parece que temos um Governo De apedeutas visionários Candidatos ao inferno P’los anseios comunitários
Onde o poder, pelo poder É a prioridade absoluta Seu apreço é combater Levando o povo à luta
Decretos totalitários Dão direito ao invasor Os pobres dos proprietários Perderam o seu valor
Rendem tributo à droga Tiram os símbolos de Deus Da igreja e sinagoga Desacreditando os céus.
Demonstrando complacência E conivência com o crime Deixam os seus comandados Jogarem no mesmo time
São trotskistas formados Na academia do PT Com estudos avançados Pra tomar tudo, de você !
Consentimento calado Do comando da nação No pior, mais delicado Espectro da confusão
A propriedade privada, A lei, não respeita mais Hoje, é página virada O invasor, manda nas tais
Queimam ônibus, caminhões Nas ruas e na estrada E o que acontece aos vilões Absolutamente... nada !
Sem ninguém que os impeça A impunidade é total Tapam o rosto e a cabeça Ninguém os prende, afinal
Pensa bem com teus botões Se algo, não está errado No auge das confusões A policia, quieta ao lado.
Ninguém impede a façanha Deixam botar fogo na lenha A safadeza é tamanha Que nem a lei, deles desdenha
São trotskistas preparados Instruídos pra badernar Em todo país e estados Pro tal regime implantar
Eu avisei, minha gente Que esse pessoal de Cuba, Não vinha curar doente Só, participar da suruba
Meu povo, bom e pacato Não se fie em altruísmo Nada no mundo, é tão ingrato Como esse tal de comunismo
Não se engane minha gente Dão bote igual à serpente A picada mal se sente, O veneno é abrangente
Não fiques de pés balançando Sentado, na tua cadeira Levanta, mostra quem és Que tens a força guerreira !
São Paulo, 29/10/2013 Armando A. C. Garcia
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571
As lágrimas que pranteei
As lágrimas que pranteei
Não queiras dividir comigo As lágrimas que pranteei Nem ao maior inimigo, Como praga, lhas rogarei
Até as estrelas do céu Que ficam lá no infinito Ouviram o pranto meu Só tu, não ouviste meu grito
Dever-me-ias ofertar Uma vida de carinho Ou invés de enveredar Em busca de outro ninho
Impossível acreditar Que de tal fosses capaz, Em teu coração abrigar O amor desse rapaz...
Cada qual diz o que sente Saudades a gente as tem Quando o coração consente Sua alma, diz amém !
Nenhum grito de revolta Se ouviu do meu coração Apenas a mágoa solta Perdida na desilusão
O coração nunca mente Quando ama de verdade, A alma não fica ausente A saudade, é a culpada !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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585
A uma Rainha
A uma Rainha
Cheia de encanto, magia e graça Passava por mim toda a manhã. Perfumando o caminho onde passa Na pureza, de sua fisionomia louçã
Pros meus botões e à mãe natureza, Dizia ...um dia ela vai ser minha. Errei redondamente, que tristeza... Perdi o amor, da linda rainha !
Se alguém perguntar qual foi o erro De tê-la perdido, eu digo: não sei. - Perdi-me na saudade, do desterro
Vivo errante da saudade que amei, No manto da nostalgia, eu enterro A pungente dor, que tanto pranteie !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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579
Esperança no futuro
Esperança no futuro
No auge do *paroxismo da inocente culpa Que estrangulava seus íntimos segredos Pediu encarecidamente sua **exculpa Pelos dias que trilhou caminhos ledos
Penetrou o mistério das lousas pedras Onde se esconde pelo rutilante brilho Um filão de ouro naquelas rochas negras, Tornando em homem rico o maltrapilho
Brilhou finalmente a sua bela estrela Num clarão eterno de felicidade Que a luz consoladora, teve piedade
Acendendo claridade ao dia escuro Dando esperança ao fraco de que o futuro Regido por Deus, nos afasta da procela !
•Auge;apogeu ** desculpa São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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578
Minha casa pobrezinha
Minha casa pobrezinha
A minha casa é singela Sem vidraça, sem cortina À noite, à luz da vela De dia, o sol a ilumina
Num velho fogão de lenha Preparo as refeições Ao lado, uma velha penha Confidente dos serões
É muito simples, tudo ali Com cheiro de natureza Na hora de fazer pipi Banheiro, a redondeza
Tomo banho no riacho Que passa quase encostado E, não precisa ser macho Pra ficar todo pelado
Nem preciso de toalha Para meu corpo secar Pois o sol, aqui retalha Nem dá tempo pra secar
De manhã, os passarinhos Trinam temas, sem parar Veja que fazem seus ninhos Ao lado, em qualquer lugar
Violetas e margaridas Crescendo em profusão Ao lado, longas espigas De trigo e de feijão
Minha casa é pobrezinha É como o meu coração Se alguém dela se avizinha Não sai, sem refeição !
São Paulo, 27/10/2013 Armando A. C. Garcia
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608
Incoerência do Amor
Incoerência do Amor !
Da poesia, tem o encanto e a graça
Nesta existência tão dúbia e confusa
Tem magia fascinação e congraça
Corações que às vezes o cupido usa
Ao extremo de sua natureza humana
Na atração de almas que a seta engana
E em louco intento se perdem no fado
Mesmo que vivam juntas, lado a lado
Inútil a chama quando já não se fundem
Se ao prazer e à doçura não se rendem
Está exausta, enfim a ilusão do amor
Na taça da utopia... só dissabor
Embalde derramam lágrimas sinceras
Os olhos das ilusões adulteras
Triste clamor no deserto, apenas
Dor e fel. No amor não tem mecenas
Para proteger, para resguardar
Qualquer ninho de amor a se apagar
Pra mantê-lo, leva rosas em profusão
Lenimento, que acalma o coração !
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
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543
Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres
Pedido a Nossa Senhora dos Prazeres
Pedi a Nossa Senhora dos Prazeres
O prazer de te encontrar. Encontrei.
Por burrice, esqueci de lhe dizer
Que te amava e que sempre amei !
Não posso reclamar da sorte,
Nem tampouco do pedido
Mesmo nas agruras da morte,
Vejo que ele foi atendido
Na verdade eu não pedi
Para tu ficares comigo
Na confiança, esqueci
De o pedir. Eis, meu castigo
São as farpas do destino
Cravadas no coração
Dum pedido libertino
Sem pedir a tua mão
Fugiste mais uma vez
Atropelando a esperança
Pela minha insensatez
Desforro, como vingança
Tem compaixão deste amor
Que te amou a vida inteira
Não o deixes por favor
Esperando em geladeira
Parece castigo do céu
Esta minha solidão
Que resiste ao sonho meu
Desta bendita paixão
Lenimento que acalma
Fulgência do teu olhar
Bálsamo de minha alma,
- Não me deixes a esperar !
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
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502
Singelas Trovas
Singelas Trovas
Tem folhas de laranjeiras
Voando no meu pomar
Moças lindas e solteiras
Nenhuma que me queira amar
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Pálida rosa amarela
No pé, a erva daninha
Sugou toda seiva dela
Levando o caos à pobrezinha
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A duas quadras da rua
Onde mora o meu amor
O meu coração flutua
Feito disco voador
----------------------------------
Já caminhei pela rua
Carregando imensa dor
Somente as pedras da rua
Ouviram o meu clamor
-----------------------------------
Teu ninho de encantamentos
Que um dia me seduziu
Hoje, é ninho de espinhos
Que meu coração feriu
-----------------------------------
No pungir de meus desejos
E o coração a palpitar
A boca espera teus beijos,
Beijos que tu, não queres dar
----------------------------------- Só sente tédio na vida A mente desocupada, Ao que labuta, a fadiga, Não deixa pensar em nada ------------------------------------- Os pensamentos do homem Perdidos em conjeturas A sua alma consomem Em dias de amargura ! -----------------------------------
São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia
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562
Fez da casa o baluarte
Fez da casa o baluarte
Há um silêncio profundo Desde a criação do mundo O homem com sua arte Fez da casa o baluarte
Nas cavernas a primeira. De pau a pique e esteira Foi arquitetando melhor Até chegar ao promissor
Sua força sempre usou Nunca nada lhe faltou Na senda desse progresso Alcançou o seu sucesso
Com suas mãos e labor Intelectual, ou servidor Reformulando conceitos Sem perenizar defeitos
Na obra do Criador Foi pedreiro, agricultor Conquistador e guerreiro, Alfaiate, sapateiro
Amante da liberdade Defensor da integridade. Desde o início foi assim Lutou por séculos sem fim
Foi escravizado e liberto Retrocedeu, não foi certo Dezoito séculos atrás Da era que hoje estás
Hamurabi, o rei sábio De sua boca e seu lábio Com uma visão apurada À humanidade devotada
Criou as lei de justiça Que até hoje, a cobiça Não as deixa aplicar No contexto de *acoimar
Aquele tempo, vejam só Nem Josué em Jericó Mediante poder Divino Ao Ser, deu maior destino
O tempo foi-se passando O homem se aprimorando Quase tudo evoluiu Vejo, que a lei, regrediu
Esse rei era tão sábio Criou com seu alfarrábio Duzentos e oitenta artigos Pra punir os inimigos
Da paz e da harmonia Pra manter a calmaria De seu reino, de seu povo, Jogando os ruins no covo
Hoje, tal não acontece Sofre o povo, se aborrece O inimigo dá risada Goza da lei, dá porrada
O povo é crucificado Morto na rua, no prado Mata, as vezes que quiser Nada vai lhe acontecer
Essa lei, que hoje aí está É mais digna de satã Que do seu adversário Mesmo que seja falsário
É situação desonrosa No bom sentido da prosa Tropeços, sobre tropeços Inflação, altos preços
Gente que luta e labuta Que não vive mais na gruta Mas que tem de se esconder Sem lei, para a defender
Construiu prédios e casas, Voou, como tendo asas Foi à lua, vai a marte Vai enfim, a toda parte
Percorrendo o infinito É tudo muito esquisito Se não tem dentro de si Vero amor, só frenesi
Com muita dificuldade. Muita força de vontade Vai superando os agrores Esperando dias melhores
Enquanto estes não chegam Os bons a Deus se achegam Como pobres inocentes, E até parecem doentes
Que o mal não sabem extirpar Deixando-o campear No seio da sociedade Ferem nossa liberdade
Até quando minha gente Teremos na nossa frente Um governo desastroso Que não prende o criminoso
E ainda lhe dá perdão Saídas com permissão E o pobre, o que labuta Vive, igual a prostituta. * castigar; punir
São Paulo, 25/10/2013 Armando A. C. Garcia
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Algumas das leis do Código de Hamurabi:
- Se alguém enganar a outrem, difamando esta pessoa, e este outrem não puder provar, então aquele que enganou deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa roubar a propriedade de um templo ou corte, ele será condenado à morte e também aquele que receber o produto do roubo deverá ser igualmente condenado à morte. - Se uma pessoa roubar o filho menor de outra, o ladrão deverá ser condenado à morte. - Se uma pessoa arrombar uma casa, deverá ser condenado à morte na parte da frente do local do arrombamento e ser enterrado. - Se uma pessoa deixar entrar água, e esta alagar as plantações do vizinho, ele deverá pagar 10 gur de cereais por cada 10 gan de terra. - Se um homem tomar uma mulher como esposa, mas não tiver relações com ela, esta mulher não será considerada esposa deste homem. - Se um homem adotar uma criança e der seu nome a ela como filho, criando-o, este filho quando crescer não poderá ser reclamado por outra pessoa.
602
As mãos do fado
As mãos do fado
Unir meus dias aos teus Meu primeiro pensamento Mas por vontade de Deus Não tive o merecimento
Pensando que t’esqueceria Vi os anos se passarem Lutei, o quanto podia Pra’s saudades, isolarem
Quanto lutei, só eu sei Minha prece não ouvida. -Eu juro, que confiei Ser uma causa perdida
Minha sorte, foi mesquinha Foi cruel e desumana Fazer-te minha rainha, Tal idéia, foi insana
A dor que rala, dispara Desilusão tão sofrida, Que as mãos do fado separa Em derradeira despedida.
Porque desventura tanta Quem ama deva sofrer Nem mesmo, a virgem santa Se condói d’seu padecer.
Não sucumbe tua imagem Em minha imaginação Ela, já fez hospedagem Dentro do meu coração !