Esse nó, também me aperta sem dó
Oh! Nó triste, nó porque não me deixas só...
Quem só já é, sem ter tua companhia
Que persiste qual lágrima de teimosia
Rotular-te de sonho ou quimera
Prenúncio futuro de longa espera
Se lembranças poderem ser lembradas
Sejam elas, mais sutis e delicadas
Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.
Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras
Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....
Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !
São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia
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A mente humana ! (soneto)
A mente humana ! (soneto)
Jorram elocuções na mente humana
Como jorra a água do rio na nascente.
Escorrem sentimentos de amor ardente
Como nas retraições de uma pestana
Rainha do meu eu, a todos momentos
É dela que provém os pensamentos
Todas idéias, na visão imaginária
Desde a mais delirante a mais arredia
Das belas estrofes, aos conceitos mais puros
Jorram da mente, definindo amores futuros
Conduzindo os homens à luz da criação
Tão tenazmente e concomitantemente,
Que atingirá a perfeição certamente,
Ao julgar o semelhante, seu irmão !
São Paulo, 27/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Amor oculto ! (soneto)
Oculto Amor !
Muito embora de ti, me encontre ausente
De qualquer forma, tu és o pilar da ponte
Deste tédio, difuso e permanente
Em que arquivo a saudade no horizonte
Nos esconsos meandros da lembrança
Tua imagem está sempre e ao mesmo tempo
Alimentando nesta vida minha esperança
De superar meu anterior contratempo
Vejo-te, ainda, apesar dos longos anos
Com aquele cabelo, em rabo de cavalo
Sorriso franco, altivo de lusitanos
Como era bela a moça que eu amei
Podou-me, como se poda uma flor no talo
Mesmo assim, a amo e a perdoei !