Todas as esperanças esvaecidas Até aquela que não vê e só se sente A alma cansada de sofrer. Ausente A chama do amor, pretensões vencidas
Amargo destino de quem sou refém Não basta o pranto que a alma enluta No mar de angústias, estranha conduta Me arrasta a tropel, aos lábios de alguém
Alguém que não quer, por medo ou anseio Saciar minha sede, amor, vem ser minha Amar-me incondicionalmente sem receio
Unindo aos meus, teus dias de amor Não negues a sorte, não sejas mesquinha Se perco o alento, eu morro de dor !
São Paulo, 18/02/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
659
Obsessão (soneto)
Obsessão (soneto)
Impertinente pensamento sua figura Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato Há muito tempo o queimei com amargura Pensando livrar-me desse *desiderato
A alucinada visão de sua silhueta Em minha mente é constante, interminável Parece ter o poder monstruoso do capeta Sua figura a todo instante é infindável
Ah! Certamente devo estar a delirar Ou talvez no limite das *assimetrias Que na verdade, não sei onde albergar
E nada no mundo preenche este vazio Que gravou na mente sua fisionomia Cuja obsessão, mais parecer um desvario !
• Aquilo que se deseja; que se aspira ** fig. Desarmonias de certas funções
São Paulo, 18/02/2013 Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
1 128
A semente do amor
A semente do amor...
A felicidade está em nossas mãos Cumpre-nos apenas limpar o caminho Plantar na alma a semente do amor E deixar o coração da cor do arminho
Então, ouçamos a voz do universo E busquemos na sua sabedoria A razão de tudo e deste próprio verso Está nas mãos do Criador, em sua cria
Bem o sei, que nossas ambições são tantas Necessitamos de muito discernimento E precisamos de aprendizados quantos
Para que não feneça a brisa e o alvor Encha nosso coração de conhecimento Da verdade, da caridade e do amor!
Somos iguais, somente na vida e na morte Depois, cada qual, com sua sina e sorte Vivemos no mesmo mundo em paralelo Uns à sombra da desgraça e do atropelo
Outros, repletos de tesouros e ambição Percorrem um caminho, indiferentes à razão À prudência e ao direito natural Do fundamento da causa da lei moral.
Mas um dia, e esse dia, chega para todos São chamados para conhecer o real valor E o livro da escrituração contábil for
Aberto. Apresentará déficit a rodos Bem maior que os créditos a seu favor Aí, bate o desespero, a aflição e a dor !
Vendo tanta depravação de costumes Até já me acostumei à anormalidade Chegando mesmo a pensar que esses *gumes Apenas são, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, põem a crítica de lado Insensatamente assaltam sem motivo Tanto o erário público, quanto o privado Enquanto o populacho, lida noutro crivo
Desfrutam honrosa fama, sem os merecimentos Fogem do estendal, do comento enfadonho Seus usos e costumes, carecem de sentimentos Não posso tolerar ! tanta lama... é medonho
Incrível! Mas 'stão consecutivamente No comando das hordas, ou do populacho Seu carisma é aparente e convincente Os vícios execrandos ocupam o mesmo facho
Nos argumentos tais de suas excelências Sempre a transmigrar de um cargo a outro Não deixam sentir que essas pestilências Sejam sentidas fora do lugar próprio...