Todas as esperanças esvaecidas Até aquela que não vê e só se sente A alma cansada de sofrer. Ausente A chama do amor, pretensões vencidas
Amargo destino de quem sou refém Não basta o pranto que a alma enluta No mar de angústias, estranha conduta Me arrasta a tropel, aos lábios de alguém
Alguém que não quer, por medo ou anseio Saciar minha sede, amor, vem ser minha Amar-me incondicionalmente sem receio
Unindo aos meus, teus dias de amor Não negues a sorte, não sejas mesquinha Se perco o alento, eu morro de dor !
São Paulo, 18/02/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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Obsessão (soneto)
Obsessão (soneto)
Impertinente pensamento sua figura Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato Há muito tempo o queimei com amargura Pensando livrar-me desse *desiderato
A alucinada visão de sua silhueta Em minha mente é constante, interminável Parece ter o poder monstruoso do capeta Sua figura a todo instante é infindável
Ah! Certamente devo estar a delirar Ou talvez no limite das *assimetrias Que na verdade, não sei onde albergar
E nada no mundo preenche este vazio Que gravou na mente sua fisionomia Cuja obsessão, mais parecer um desvario !
• Aquilo que se deseja; que se aspira ** fig. Desarmonias de certas funções
São Paulo, 18/02/2013 Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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A semente do amor
A semente do amor...
A felicidade está em nossas mãos
Cumpre-nos apenas limpar o caminho
Plantar na alma a semente do amor
E deixar o coração da cor do arminho
Então, ouçamos a voz do universo
E busquemos na sua sabedoria
A razão de tudo e deste próprio verso
Está nas mãos do Criador, em sua cria
Bem o sei, que nossas ambições são tantas
Necessitamos de muito discernimento
E precisamos de aprendizados quantos
Para que não feneça a brisa e o alvor
Encha nosso coração de conhecimento
Da verdade, da caridade e do amor!
Somos iguais, somente na vida e na morte
Depois, cada qual, com sua sina e sorte
Vivemos no mesmo mundo em paralelo
Uns à sombra da desgraça e do atropelo
Outros, repletos de tesouros e ambição
Percorrem um caminho, indiferentes à razão
À prudência e ao direito natural
Do fundamento da causa da lei moral.
Mas um dia, e esse dia, chega para todos
São chamados para conhecer o real valor
E o livro da escrituração contábil for
Aberto. Apresentará déficit a rodos
Bem maior que os créditos a seu favor
Aí, bate o desespero, a aflição e a dor !
Vendo tanta depravação de costumes
Até já me acostumei à anormalidade
Chegando mesmo a pensar que esses *gumes
Apenas são, uma questão de contrariedade
Com raras exceções, põem a crítica de lado
Insensatamente assaltam sem motivo
Tanto o erário público, quanto o privado
Enquanto o populacho, lida noutro crivo
Desfrutam honrosa fama, sem os merecimentos
Fogem do estendal, do comento enfadonho
Seus usos e costumes, carecem de sentimentos
Não posso tolerar ! tanta lama... é medonho
Incrível! Mas 'stão consecutivamente
No comando das hordas, ou do populacho
Seu carisma é aparente e convincente
Os vícios execrandos ocupam o mesmo facho
Nos argumentos tais de suas excelências
Sempre a transmigrar de um cargo a outro
Não deixam sentir que essas pestilências
Sejam sentidas fora do lugar próprio...