Aos desesperançados
Aos desesperançados
Aos desesperançados e flagelados
Se pudesse, eu diria que na terra
Os bens maiores a serem conquistados
São a luz e a paz que ela encerra
O infortúnio, pudesse desvendar
Para mostrar os enigmas profundos
Que envolve a luz espiritual no lar
No fadário imortal de novos mundos
A vós que padeceis escravizados
Libertai-vos do ódio e do rancor
Pra que um dia sejais abençoados
Por nosso Pai Supremo, o Criador.
Na redenção das almas, o pecado
É a falta espiritual de puro amor
Porangaba, 31/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Incertezas II
Incertezas II
Como um barco soçobrando no mar
Na mesma intensidade de incertezas
São dúvidas, cicatrizes de torpezas
Dor horrível, que sempre dói ao amar
Pus em suas mãos, a minha fantasia
Acomodei a vida naquele sonho
Naquela incerteza, o sonho foi medonho
Caí, como um pato, na sua pontaria
Escuros enganos na alcova da vida
Enxurrada que desvanece no rio
Anseio, cobiça, esperança ferida
Se incerto é o fim, me dá arrepio
Qual barco soçobrando na dúvida
A incerteza, me cobre no vazio !
Porangaba, 29/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Glorioso Sol
Glorioso Sol
Ó linda estrela que fulguras
No grande infinito sem fim
Cedes luz às noites escuras
De dia, iluminas o jardim
Tu, és uma estrela que brilha
Num intenso clarão fecundo
Com milhões de anos tua trilha,
Fascina natureza e mundo.
Dás vida aos prados e às flores
Despertas a vida na terra.
As aves gorjeiam, e dás cores
Às sebes e às matas da serra
No pomar, a fruta amadura
Quando no horizonte te elevas
A natureza canta a fartura
Mal teus raios rasgam as trevas
A vida, a cada nova aurora,
Renasce cheia de esperança
Tu, és a vida que aflora
Do mundo, alegria e pujança
Ó, glorioso Sol desta vida
Que a deslumbras e aqueces
Que jamais seja enfraquecida
A nobre luz, que nos ofereces
São Paulo, 19/07/2013
Armando A. C. Garcia
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do imenso mar
...do imenso mar
Com certa magia a lua reflete
Nas águas profundas do imenso mar
Quase sem vento a luz se inflecte
Na luz que do céu, provém do luar
Certa fragrância, as ondas carregam
Na praia deserta, suspiros sem fim...
Nas areias da praia, que tudo abnegam
Um cheiro tão doce, parece jasmim
Noite tão calma, silêncio profundo
Caminha sozinho, na praia jardim
Sem violar sossego, nem paz ao mundo
Curtindo a mágoa do fim de um amor
Nas águas do mar, deságua por fim
As dores que mutilam, aquele sonhador !
São Paulo, 18/07/2013
Armando A. C. Garcia
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A Varina
A Varina !
À sombra, duma sombrinha
Para a cútis não queimar
No mercado da sardinha
Que logo iria apregoar
Tendo por lida, a entrega
De sardinha e carapau
A linda e meiga varina
Sobe ladeira e degrau
Da baixada da Ribeira
Vai apregoando seu peixe
Até São Bento e Alegria;
Olhá-la, não há quem deixe
Passa alegre, sorridente
Com tão finura leveza
Até parece pra a gente
Que sua canastra não pesa
Aos olhos leva alegria
A cada hora que passa
Como um toque de magia
Parece um anjo da graça
É livre como a esperança
Num mundo que é todo seu
Misto de mulher e criança
Que o trabalho enalteceu
Fruto de muito labor
A sua lida constante,
Do viço tem o frescor
E o brilho do diamante !
São Paulo, 17/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Louvei a Deus
Louvei a Deus
Pedi a Deus que me desse
Um minuto de atenção
Para que assim eu pudesse
Abrir-lhe o meu coração
Deus consentiu no pedido
Louvei-o cheio de amor
E pelo tempo perdido,
Supliquei da imensa dor
As trevas, a escuridão
Rasguei, com seu esplendor
Agora é só mansidão
Paz, harmonia e amor
Outra janela se abriu
Para um mundo melhor
Foi roseira que floriu
No jardim do Criador !
Horizontes sem fronteiras
Neste universo sem fim
Desfraldando as bandeiras
Anjos tocando o clarim.
Louvo-te, com alma em brasa
E com fervor no coração
Senhor! Honra a minha casa
No mundo, toda nação
Que haja equilíbrio e paz
Mais amor, ponderação
Que o povo seja capaz
De viver sem confusão.
São Paulo, 15/07/2013
Armando A. C. Garcia
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A alma do poeta !
A alma do poeta !
A alma do poeta amargurada
De tão exangue está desfalecida
Não pode suportar esta parada
Se, por tão grande chaga, foi ferida
Só Tu, ó Deus! só Tu, de imenso amor
Podes amenizar a dor não consentida
E aplacar das têmporas o suor
Frio das lágrimas da despedida
Ouve Senhor, o clamor do meu peito
Mitiga a dor que consome o coração
Meu sonho de vida, já foi desfeito
Ampara os últimos dias com afeição
Sê Tu, para mim o amor perfeito
Já que na vida, só tive enganação !
São Paulo, 13/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Lei 12830 de 20 062013 Substituiu a PEC 37
Lei 12.830 de 20/06/2013 - Substituiu a PEC 37
O indiciamento é privativo do Delegado de Polícia e não do Ministério Público
O povo requer mudanças
Mudanças mais radicais
Que não fiquem na esperança
E nas manchetes dos jornais
O povo exige controle
Nas despesas da nação
Despertou! Já não engole
Tamanha enganação
Moral, ética, disciplina
Com o bem público respeito.
Com tapeação libertina
À PEC 37, deram seu jeito
No dia vinte de junho
Lei, doze mil, oitocentos e trinta (12.830)
Substitui-a em seu cunho
Enganando o povo, na finta
Abusiva, contraditória
Ao anseio popular
Que nas ruas fez história
Para a PEC derrubar
Indiciamento privativo
Do Delegado de Polícia
O M. P., fica inativo
Conforme a lei da notícia
Veja aí, minha gente
Se se pode confiar
Esse pessoal, só mente
Além de nos rapinar
Não sou eu que estou dizendo
A TV dá em manchete
E o Brasil só sai perdendo
Essa chaga, é um ferrete
O preço da gasolina
É mais outro disparate
O etanol é sovina
Nem gasolina o combate
O preço dos automóveis
O dobro do Tio San
Como somos ignóbeis
Podemos deixar que roam
Roam tudo em suas casas
Não nas tetas da nação
O povo já ferve em brasa
Cuidado!
São Paulo, 12/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Ouçam o clamor do povo
Ouçam o clamor do povo
E, uma corja vil, bajuladora
Aplaude sucessivos ditirambos
A que preside, terrorista, outrora
Cobiça o poder que atinge ambos
Hoje, como eles é comprometida
A desviar a atenção das multidões
E sem que, na arena fosse pedida
Quer fazer plebiscito, gastar milhões
Fingindo não ter entendido a mensagem
Das consecutivas manifestações
Onde o povo reclama da libertinagem
Dos gastos supérfluos e dos mensalões
Quer em vão confundir nosso povo
Que pleiteia mais saúde, educação,
Segurança e real punição, que renovo
Em pedido, que não fique sem solução !
Os comparsas em bando a acodem
Porém, na luta acérrima, pertinaz
Ao inacessível, a poeira sacodem
Pois, duma solução, não são capaz
À exceção do execrável nepotismo,
Sem ética e sem caráter praticado
No horizonte da nação há egoísmo
Faz falta na alvorada o almejado
Tirocínio da alma e sentimento
Que dá luz e, a liberdade descerra
Para ouvir os clamores a contento
E sentir, o valor que ele encerra
A violência tomou conta da nação.
Requer ações concretas do Governo
O povo sofre grande humilhação
Nas mãos dos facínoras é subalterno
Não se diminui a idade penal
Mas o menor tem racionalidade
Pra votar e eleger o poder central
Pode matar, e estuprar à vontade
Nada de mal lhe pode acontecer
Se recolhido, saí sem nódoa na ficha
Sem antecedentes criminais a esclarecer
Por que ela não os relata, nós, se lixa !
O poder inibitório está enfraquecido
É excessivo o número de mortos civis
Parece que o povo foi esquecido
A manchete policial, todos os dias o diz
A legislação criminal está defasada
Capenga, igual à repressão policial
A reforma política, não foi cogitada
O povo quer é liberdade racional
Os índices de crimes são inaceitáveis
Há falta de médicos e remédios, na saúde.
Os gastos no futebol são intoleráveis
E o povo grita de medo do ataúde
Ouçam o clamor do povo e atenda-o
Não façam ouvidos moucos de mercador
Ao criminoso, malfeitor, prendam-no
Segundo a lei da terra e do Criador
A exuberância deste Brasil imenso
Ao mal que o atinge, não pode calar-se
Senhores ! usem todos o bom senso
Não tentem no plebiscito um disfarce !
São Paulo, 04/07/2013
Armando A. C. Garcia
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Infinita tristeza !
Infinita tristeza !
Uma tristeza infinita
Pousa no meu coração
Minha alma está aflita
Eu, perdido sem razão
Uma turbação profunda
Turba minha fronte calva
Em farrapos moribunda
Minha sorte, ninguém salva
Entra em mim, e fica presa
Essa tal de desventura
Triste, triste, natureza
Que me deu tão vil negrura
Estes sinais definidos
Por entre a gente avançam
Deixam sulcos tão compridos
Que nem as idéias descansam
Porque tanto sofrimento
Tormentos que não têm fim
Só perdas e detrimento,
Porque padecer assim !
São Paulo, 02/07/2013
Armando A. C. Garcia
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