Tua ingratidão, (soneto)
Tua ingratidão, (soneto)Tua ingratidão, é a dor que me consome Já não posso mais pronunciar teu nome Foste um cântico triste e lento que passou Rompendo nas trevas aquele que te amou Sutilmente, tu geraste o esquecimento E foi a ele, que estendeste o meu tormento Sonho entre visões, de um eterno bem Que só tu, podias dar-me e mais ninguém ! Sofre o meu coração, esta imensa dor Meu peito, não tolera a falta de amor E só tu, podes entender esta amargura Amortalhei na confiança o pensamento E achei em vez de paz, esquecimento Que levar-me-á por certo à sepultura! São Paulo, 27/08/2018 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
Foi um cheiro do céu (soneto)
Foi um cheiro do céu (soneto)Dar-me-ei inteiramente ao teu amor Tu, dar-te-ás ao meu desejo atreito Porque amor, separar não teve jeito O desejo de querer, criou a dor ! No intento estreito do vil destino Dar-nos-emos satisfeitos, saber Que num e noutro o âmago de viver Consiste num amor de peregrino Foi um cheiro do céu que evaporou Deixando, porém, toda sua essência Até quase final d’extinta existência Inda se sente o olor inebriante Da coisa mais linda, o teu semblante. Pena amor, que o sonhou terminou !” São Paulo, 17/10/2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
O tempo corrói o amor
O tempo corrói o amor O tempo corrói o amor Desunindo a afeição Peito vazio onde a dor Suplanta a ablação. Lembranças viram saudade Vagando espaço sem fim Aonde a terna amizade Transforma-se em Arlequim O tempo põe fim ao anseio Trancando com as aldravas O sentimento alheio, Silenciando as palavras. O tempo deixa nos rastros Silenciosas pegadas Tal nau que sustenta os mastros Pelas águas agitadas E nessas águas profundas Vagando silenciosa Por vezes a nau se afunda Como a paixão mentirosa ! São Paulo, 14/11/2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
Niilismo imanente (soneto)
Niilismo imanente (soneto)Ao *niilismo **imanente foi jogado Aquele belo sonho, tão almejado Que ocultei com ***pundonor da vida, Ante o sofrimento da despedida Segui rumo diferente ao almejado Tu, caminhaste para um outro lado Nossas estradas jamais se cruzaram As lembranças, nunca te olvidaram Nos perdemos, nos nadas da ilusão De nada valeu tão grande paixão Caminhei sem rumo, e tu ... também ! Perdi-me, pensando no amor d’alguém Que as reminiscências usufruem Sem atingir a ****insight compreensão ! *Redução a nada **Que existe sempre em um dado objeto e inseparável dele ***Dignidade; brio; honra ****Compreensão repentina em geral intuitiva São Paulo, 11/10/2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
Nas sombras lúgubres (soneto)
Nas sombras lúgubres (soneto) Envolto nas sombras lúgubres da tristezaCaminha na desventura o ancião Seu rosto de mágoas cheio, com certeza Por sonhos, por quimeras e ilusão No calado momento, inoportuno Onde maldiz, o maligno fado duro Por seu rosto, escorrem lágrimas, soturno Ante o injusto cerne, tão escuro. Cobra-lh’a retidão d’alma cada ato Ao brotar dos sentimentos a noção De sabedoria, conhecimento pacato Demonstrando experiência em cada fato. - Caminha com a paz no coração E pensa, porque o mundo é tão ingrato ! São Paulo, 20/09/2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
Se a alma inda consente (soneto)
Se a alma inda consente (soneto)Não se engane, quem ver o desengano Na vil, cruel e dura fantasia, Igual sonho, esperado há tantos anos Ninguém supunha que um dia morreria. Não me deixes morrer tão descontente O sonho e a vontade está mudado, Lembrança na memória é permanente No mais, o mal presente, é meu passado Se nesta vontade a alma inda consente Não posso imaginar de ti ausente, Os dias de ventura que sonhei ! No inglório ciclo... que por ti passei Sonho de amor que jamais alcancei Lembrança sonhadora deste mal presente ! São Paulo, 20-09-2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
Na nudez do destino (soneto)
Na nudez do destino (soneto)Acúleos espinhos perfurando o peito A carne dilacerada exangue Na nudez do destino imperfeito No emaranhado de veias sem sangue Madeiro moldado esta minha cruz Dobra-me a cerviz o fardo pesado Quem sabe um dia, se acenda uma luz As trevas urdidas, serão o passado ! Vertem lágrimas do próprio coração Ante tamanha prostração, abatimento Resultante da doença na perna e mão. Só quem pelo infortúnio já passou Pode aquilatar a dor física e moral De quem hoje, em si, vê o resto que sobrou São Paulo, 14-09-2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
De ver o corpo inerte, (soneto)
De ver o corpo inerte, (soneto)De ver o corpo inerte, minha alma chora As lágrimas que verte, são puro sentimento Do tempo de glória, que se foi embora, E meu corpo agora, amarga o sofrimento Por minhas faces cansadas, escorrem Grossas lágrimas, do desdém desta vida Ante tamanha prostração, já morrem As esperanças porventura possuídas, Em outrora, no tempo que passou Face ao nada, que hoje sou, resultante Da doença que o infortúnio me tomou No deserto paradoxal da coincidência Por campos amargos, decrépito caminhante Perdido na vida... perdeu a paciência ! São Paulo, 14-09-2016 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
SER PAI (replay)
SER PAI (replay) É uma solene missão Árdua, tarefa dura Que Deus dá à criatura Num rosário de paixão É uma fonte de esperança Que consola o coração Como se fora uma benção Uma bem-aventurança É a argila que se molda Nem sempre a nosso prazer. Pois querer. Não é puder, Nem sempre o barro se amolda ! Ser pai é fé que sublima Altar de luz e tormenta É paixão que impacienta É um sonho que arrima. É esperança que consola É um sol que irradia A estrada áspera e fria E faz do ninho uma escola. Não vê maldade em quem ama Tem amor sempre de sobra... Pelo filho se desdobra Se preciso, pisa a lama. É um clarão de alegria... A nova estrada do mundo É o amor mais profundo Estrela... que o filho guia. São Paulo, 06/08/2004 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema
O abstrato...
O abstrato... Não te mantenhas abstrato A ouvir o som das marés Porque elas, poderão de fato Já estar molhando os teus pés São Paulo, 12/08/2018 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com Direitos autorais registrados Mantenha a autoria do poema