A Soberana Majestade és Tu, ó Pai
O Supremo Rei da terra e dos céus
O que cuida de todos os filhos seus
O Redentor da alma nobre, que caí
Tu, és o clímax, o Alfa e o Omega
A sede da sapiência e do amor
O tesouro, guardião da inteligência
és Tu, a preeminência da entrega !
São Paulo, 01/09/2013
Armando A. C. Garcia
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Rua da Costanilha - Miranda do Douro - Portugal
Rua da Costanilha
Miranda do Douro - Portugal
Saudosa rua da Costanilha Das quatro esquinas centrais Onde se reunia a *matilha Pra conversar dos demais
Como nos arcos da praça Debaixo dos temporais. Tudo tinha sua graça Até mesmo, nos cabanais
Outras vezes nas adegas Tomando uns copos de vinho Quando não, lá nas bodegas Com um naco de toucinho
Eram de grande alegria As nossas conversações Quando terminava o dia Fazíamos nossos serões
Caminhando até à terronha Ou até, atrás do castelo Numa conversa bisonha Nosso mundo era singelo
Passeando nas muralhas Ou mesmo no adro da sé Ouvir o grasnar das gralhas Depois de tomar um café
Passear pelas arribas Vendo o Douro sinuoso Entre alecrins e urtigas Corria o tempo ditoso
Lá não existia maldade Éramos todos amigos Feliz, nossa mocidade Hoje, são tempos antigos
Não havia televisão Internet, nem pensar Mas não nos faltava o pão Nem estórias pra contar
Era o rádio o portador Das notícias populares Um telefone ao dispor De manivela singular
No dia da consoada Saíamos igual mateiros Cortar a lenha à machada Para acender a fogueira
Os carros de bois chiando Sob o peso da carrada, A malta toda gritando Não tinha medo de nada
Tempos que não voltam mais A vida era diferente Hoje internet e outros tais Tomam o tempo da gente
A cidade era pacata Não havia desavenças Se alguma alma era ingrata Acertava as diferenças * fig. malta
São Paulo, 17/09/2013 Armando A. C. Garcia
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A Nova Ordem Mundial
A Nova Ordem Mundial
Urdidas na trama da hipocrisia Com infâmia dose de covardia Forjam convicções em sua mente Construídas que foram adredemente
Geram resultados inconseqüentes Pois seus esboços são inconscientes Projetados à sombra da maldade Nublando a lucidez da verdade
Derivando à nova ordem mundial Por trás d’idéia pseudo intelectual Uma conspiração instrumental Pra eles, o sentimento nada vale
Pisoteados, como pétalas de flores Sem nada que suavize nossas dores Esmagarão o respeito à criação Igualitária a uma semi-escravidão
Desse governo, sombra disfarçada Face à natureza elitista e secreta Princípios dessa ordem estilizada Global de informação do planeta
Abismo da informação não divulgada Mecanismo do império dominante Para o domínio mundial planejada Sigilo, na nova ordem é constante
Conspiração contra o mundo atual Querem imbuir-se de qualidades divinas Endeusando-se em atribuições do mal Deixando nosso mundo em ruínas
Porque será essa retaliação Será que são mais humanos que os humanos. - Produto de mentes insanas, sem coração Vendilhões de suas almas, qual ciganos !
São Paulo, 16/09/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
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Nas garras do carcará
Nas garras do carcará
Injusta, essa justiça Outra melhor, cá não há O cidadão perde a liça Nas garras do carcará
É injustiça, o assassino Nas praias a velejar A vítima do mau destino No cemitério a acampar
Injustiça, este descaso Da lei, com o cidadão Pois a lei, conforme o caso Vê a insígnia do cifrão
Que cada caso, é um caso Isso, todos nós sabemos Para uns tem um embaso Outros; os protegemos
Vejam o caso mensalão Com o tribunal dividido Uns pela condenação Outros, pra não ser punido
É tamanha a aberração Que o povo não acredita Que haja fiel intenção No resultado da vindita
É por isso minha gente Que ninguém crê em justiça O melhor é ser prudente Ficar fora dessa liça
Lavas fumegando em meu coração Jorram cinzas, ainda deste vulcão Rasgando o peito que sangra ferido D’acre saudade de haver-te perdido
A procela não dá alento à dor Nem meu queixume reverte o amor É como a ave, sem canto, perdida Folha da árvore, pelo vento batida
No chão se arrasta já seca, sem vida Nos espasmos da morte intenso *palor No pranto fugaz de um sonho de amor
Porém, meus lábios, jamais beijarás Qual luz que fenece, então, tu dirás: Do amor que perdi, eu fui consentida ! *palidez São Paulo, 10/09/2013 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com
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Tirando o chapéu
Tirando o chapéu...
Já, a tatear falazes esperanças Como quem semeia palavras mansas Vê-los-emos em breve empenhados Os que ora, ainda vemos enredados
Prometendo o mais, do que alcança O seu poder e o de sua liderança Tirando o chapéu na mão, reverência Do político astuto em decadência.
Embrenhados nas falsas que tropeçam Com mente artificial, disfarçam Das ignomínias desprezíveis feitas Dizendo-as d’partidários doutras seitas
E que irão compensar a inoperância Cobrarão do governo a intolerância Na saúde, segurança e educação Dirão mais, de controlar a inflação
Falarão, também, sobre a aposentadoria Que a previdência terá grande melhoria A aposentadoria será igual ao salário Assim, acabarão de vez, com o calvário
As imoralidades ditas cometidas São falácias dos jornais, improcedidas Que não tendo notícias levam ao ar Para audiência de seu canal aumentar
Dizendo militarem por causa nobre Eles visitam casa rica e de pobre E na TV com discursos sedutores Metalúrgicos até parecem doutores
Assim enganam o povo, que certamente Acredita na promessa inconsistente E sem noção aceita os argumentos Afastando deles os maus pensamentos
Que o progresso da nação é exaltado E que mundo afora, ele é admirado Que nunca antes à saúde os recursos Se igualaram, em números de concursos
Na educação a mesma persuasão Nos quadros da sala e da reunião E com bons professores em profusão Será pra valer uma super educação
Irão, também, prometer mais segurança, Com nefasta ladainha, sem tardança Dirão que lugar de ladrão é na cadeia Justiça e dignidade, também permeia
Na promessa para ganhar a eleição Cheios de carinho, de plena mansidão Eles, vão assim, tecendo a sua teia De seus enganos, a história está cheia
Em tudo, o que causa mais repugnância É degradar do povo, a santa ignorância Vão assim se perpetuando no poder Enquanto o povo, a esperança vê perder
Até quando nos vão tirar o chapéu ! Só época de eleição, quando tiram o véu A chave de nossa porta está em suas mãos. Não elejam delinqüentes; sejamos cidadãos !