O peso da vida Na selva de pedra Ninguém o duvida O oásis não medra
O trevo da sorte Sinal de esperança Na vida ou na morte O Ser não descansa
Estrada espraiada Estrela da vida Prenúncio do nada Na vida sofrida !
Salvador-BA- 18/09/2014 (data da criação) Armando A. C. Garcia
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O Legado do Pai !
O Legado do Pai !
Sentei-me neste banquinho Esperando por vocês Cada qual por seu caminho Não chega nenhum dos três
Nem Paulo, nem Eduardo, E nem mesmo o Francisco Vêm visitar este fardo Que já, do fim está *prisco
O tempo passa e não chega Nenhum dos filhos queridos Cada um em si carrega Dois pesos descomedidos
O dinheiro e a ambição Tomam conta de suas vidas Nunca lhes faltou o pão Pra essa corrida enlouquecida
Eu, contínuo esperando Já no limite da vida Vocês ficam tateando Na loucura ensandecida
Perderam de vez a razão Esquecendo de vosso pai Um velho e fraco ancião Que neste banco se esvai
Foi muito amor e carinho Que na infância vos deu Três doutores. Esse o caminho, Que para vós escolheu.
Hoje, aqui abandonado Sentado espero a morte Como já não sou lembrado Vos desejo melhor sorte !
E neste breve legado Vos deixo meu sentimento Deste pobre desprezado Relegado ao esquecimento
A morte já bate à porta Despeço-me de vocês, A caligrafia está torta, Tal como a vida dos três.
Salvador, 16/09/2014 (data da criação) Armando A. C. Garcia
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*antigo; vetusto
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Murmura a cachoeira
Murmura a cachoeira
Murmura a cachoeira
Ao som das águas em queda
Do alto da cabeceira,
Em sinfonia se enreda
Cobre-se o horizonte
Co’a bruma da cachoeira
E o arvoredo defronte,
A absorve inteira
É linda e estimulante
A queda d’água pura
Espetáculo exuberante
Emanando paz e ternura
É de singular beleza
Contemplar sua caída
Encanto da natureza
Apoteose da vida
Que nossas almas invade
Com delicada candura
Perde-se a ansiedade
Ante a paz serena e pura
Quietude gratificante
A beleza do lugar
Paz serena dominante
É Deus, a abençoar !
Porangaba,07/09/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Escola Bendita !
Escola bendita !
Eu percorri mil caminhos
Em busca da paz e do amor
Sabe aonde os encontrei
Na palavra do Senhor
É este o caminho correto
De quem busca a felicidade
Não seja um analfabeto,
Na procura da verdade !
E nessa escola bendita
Encontrarás alegria
Ao que estuda e confia
Mundo novo descortina
Sê fiel, ama e perdoa
Fé em Deus e confiança
Mesmo que a alma te doa
Não percas a esperança
Tem afeição e carinho
Consola no sofrimento
Semeia luz no caminho
Terás certo o pagamento.
São Paulo, 05/09/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Amor que o vento levou...
Amor que o vento levou...
Não tem nada que amenize O amor que o vento levou É uma constante crise Que nem o fogo queimou
Só quem perdeu um amor Pode então avaliar A imensidão dessa dor Que não para de abalar
Oh! Que destino malvado A vida nos apresenta Carpir a dor deste fado Nenhum cristão agüenta
É ferida que não cicatriza A perdição de um amor É chaga que martiriza De manhã, ao sol se pôr !
Esta cruz de expiação Deixa a alma descontente E o pobre do coração A carrega, tristemente
Soluça a ilusão perdida Negro e profundo pesar A felicidade é interrompida Dando lugar ao penar
Vão-se sonhos e esperança Nas asas da desventura Porém a alma não cansa De pensar na criatura
É um laço que manieta Ao que o fogo não queimou É a ilusão completa Do nada, que lhe sobrou !
Essas cinzas que restaram São escombros do passado São saudades que ficaram De um sonho sepultado !
São Paulo, 04/09/2014 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
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Síntese da história secular de Miranda do Douro
Síntese da história secular de Miranda do Douro
Os encantos de minha terra, cantei em verso Antes de vê-la, pelos atrativos modificada Miranda do Douro, minha cidade-berço Ao ver-te, minha alma, ficou emocionada
Na parte mais antiga e histórica Guardas relíquias de inestimável apreço Tua Sé, faz inveja pela sumptuosidade As muralhas, mostram nobreza, teu adereço
Vou contar-vos um pouco de sua história Na reconquista cristã, da península Ibérica Em oitocentos e cinquenta e sete, tropas com glória Do rei Afonso d’Astúrias chegam ao Douro
No ano de mil e noventa e três, os limites Orientais de Galiza, já incluíam Miranda, Cujo condado portucalense, acredite Era governado sucessivamente na ciranda
Pelo conde Dom Henrique, a condessa Teresa, E o filho do casal, Dom Afonso Henriques. À época Miranda, tinha castelo, como defesa Para protegê-la contra todos os despiques
Assim, ante a tomada do condado Portucal Por Dom Afonso Henriques ao reino de Leão A quem deviam vassalagem. Pôs um ponto final Reafirmou-se independente, proclamou-se Rei
Para manter os limites com o reino de Leão E, pra que a localização estratégica, não mele Mandou restaurar o castelo, face à *abjunção Dos Reinos de Leão e de Castela, contra ele
Continuo falando, de sua importância secular Em mil, duzentos e oitenta e seis, Dom Dinis Elevou-a à categoria de Vila para aumentar Ainda mais os privilégios, e assim o quis,
Na condição de nunca sair da coroa Portuguesa Tornando-a, assim, a mais progressiva vila E importante de Trás os Montes, na defesa Porque o jovem país, independente, inda vacila.
Após, já sob o reinado de Dom Manuel I, A vila, em razão da paz com os castelhanos, Teve grande prosperidade, saiu do rotineiro Tornando-se um grande centro entre irmanos.
Em maio de mil quinhentos e quarenta e cinco, Por bula do papa, passou a ser a primeira diocese De Trás-os-Montes. E aos dez de julho, com afinco É elevada à categoria de cidade por Dom João III.
Ocasião em que Miranda passou a ser a Capital De Trás-os-Montes, com sede e residência de bispado Autoridades militares e civis, com adicional Do séquito necessário acompanhado.
Após, no ano de mil, seiscentos e quarenta Teve início a guerra da restauração Cuja luta, seis anos após, se pacienta, E é libertada do cerco imposto na ação,
Liderada pelo Governador da Província. Na guerra da sucessão Espanhola A guarnição foi aprisionada não por **acracia Aos oito de julho de mil setecentos e dez
Quando o sargento-mor, por seiscentos dobrões Perpetrou a traição de entregá-la aos espanhóis. No ano seguinte, as tropas do conde de Atalaia Recuperam a cidade e os aprisionam depois
Mais tarde, no contexto da guerra dos sete anos Novo cerco imposto a Miranda por tropas espanholas Mil e quinhentas arrobas de pólvora causaram danos De nada valendo a denodada resistência, nem a bitola
Das muralhas do seu castelo, que em parte ruiu Em razão da tremenda explosão que o devastou Embora nunca tenha sido apontado quem traiu Os historiadores falam no Governador Militar
Na catástrofe pereceram quatrocentas pessoas Levando a cidade à quase ruína demográfica No ano seguinte, recuperada, voltou às boas Assinando a paz em mil setecentos e sessenta e três
Assim, face ao lamentável fato acontecido Decorridos dois anos; o vigésimo terceiro bispo Abandona a cidade, trocando-a por Bragança Deixando Miranda, na situação do Cristo !
Meio século mais tarde, na Guerra Peninsular Miranda mais uma vez estaria de prontidão Alvo das tropas napoleônicas a avançar O que lhe causaria mais uma agravação.
Somente, no século vinte, a cidade voltaria A retomar a pujança, alento, viço e vigor Com a construção das barragens, ***acéquias De Picote e Miranda, a cidade, é um primor.
Se um dia perdido, sem caminho quiser Belezas mil, ver, apreciar e desfrutar Vai a Miranda, e seus encantos confere E seu centro histórico, poderás admirar
A cidade que viveu momentos apoteóticos Sofreu duros revezes em seu destino Na antiga entrada, um arco em forma gótica Circundada por dois torreões,formam o trino
Hoje, é feliz, como quem por lá passeia Sua gente tem muito orgulho e altivez Seja a residente da cidade, ou da aldeia Mormente, por ser um cidadão Mirandês !
*separação ** ausência de governo ***represa de águas
São Paulo, 03/09/2014 (data da criação) Armando A. C. Garcia