Olá pessoal ! Desculpem minha ausência Sérios problemas tiraram-me a paciência E sem ela, sem paz de espírito, impossível Aspirar a poesia, que no ar paira invisível
Mas aqui estou, novamente, para dar o recado Que Deus me outorgou liberto do pecado Para levar até vocês nesta rude poesia Algo sobre o amor, a verdade e a alegria
E na grandeza sublime de caminhar Com coração limpo e pulmão cheio de ar Ter na alma a esperança da Luz maior Aquela, que eleva o homem ao Criador !
À tarde quando o aroma fresco das montanhas Descia em catadupas até ao vale Seu perfume penetrava nas entranhas De minha alma em êxtase original
As sombras dos picos, caíam até às fraldas Trazendo o perfume inebriante do alecrim E do alfazema, em coroa de grinaldas Como homenagem da natureza até mim.
A bruma da tarde trazia o gorjeio Dos últimos trinados dos passarinhos Como falando boa noite, em seu gorjeio Antes de se recolherem em seus ninhos.
A lua em novilúnio, merencória Banhava com seus raios tênues do luar Prados e montes que em sua trajetória À noite do alto, pode iluminar.
E a minha mente, poética, enlevada Levou aos céus uma prece fervorosa Para que a alma dos poetas amargurada, Seja ela, eternamente, mais ditosa
São Paulo, 06/04/1964 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
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É na paixão
É na paixão
É na paixão, que o amor se transfigura E nessa conjunção de tons perfeitos Quando em silêncio se recolhe a ternura Que se abrem os lençóis de amplos leitos
Passe de magia, ou verso no papel As ondas se confundem, o mar se agita E o passe e repasse é entre ela e ele E o coração no peito em ambos palpita
Entregam-se ao gozo de suas virilhas Como quem não liga se é dele ou de quem é Bebem-se no cálice de suas trilhas
Suas línguas devoram os lânguidos lábios Naquele lugar perdido, ninguém os vê Pois lá não chegam nem pensamentos sábios
A alegria da vida, a pouco e pouco se esvai A cerviz vai-se curvando para o chão Em lânguido* delíquio,** extrema razão Enverga-se a fronte e a cortina cai
O corpo, já exangue caminha arrastado O que foi viço, força, pura energia Hoje, perdeu o galardão e a guia Vive, sem ânimo, à natureza prostrado
E, sem lamentos a esta desventura Sofre lívido nas garras do seu fado O que o destino reserva à criatura
Só peço ao Arquiteto do Universo Na amplidão deste soneto mal traçado, Dê sentido e razão a este meu verso !