Amofina nossa própria opinião Solapa aos poucos nossa liberdade Levando seu ideal, como missão Num enigma de intriga e falsidade
Castra a democracia, impondo ditadura Cassa direitos, ferindo a constituição E sem eles, a segurança é imatura De expor a verdade, não haverá permissão
Sem medir conseqüências do vil destino Prepara a jornada cheio de confiança Iludido na revolução em desatino Que o proletariado no clamor alcança
Ele, que na Rússia onde nasceu foi extirpado Por razões que o mundo inteiro bem conhece Sem pensar numa traição o malfadado Está para estas paragens em decisão
A liberdade de imprensa sofrerá censura A propriedade privada alvo de invasores Tem um cheiro de ranço e de impostura O decreto que extingue tais valores
A constituição nunca é defendida Por aqueles que juraram ao promulgá-la Sem orgulho patriótico em sua vida Nos momentos agonizantes de salvá-la !
Perplexo de extravasar os sentimentos O poeta num dia de ira e rancor Mandou o mundo, sem outros argumentos Buscar no horizonte, uma nova cor.
Cansado de cantar em verso e prosa O matiz de cores que a vida mesclou, Preferiu o olor perfumado de uma rosa A outra Rosa, mulher.; por si deixou.
E abraçando os espinhos perfumados Com que a natureza a esta dotou, Sentiu seus peitos menos perfurados, Que nos da Rosa, que antes abraçou !
São Paulo, 02/07/1977 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Doutrinam na fé
Doutrinam na fé
Doutrinam na pseuda fé, nova esperança Como quem amassa o pão de cada dia Prometendo-lhes dias de bonança Que após troca de dízimos, geraria
Prometem no mundo alcançar vitória Como progresso e sucesso material Ao invés de no outro mundo, a glória O preço sublimado é paradoxal...
Manipulam a fé, negociam Jesus Cujo valor de franquia é ajustada Estimulam os pastores aos cofres seus. A palavra de Deus, é mera presepada
Poucos podem fugir ao cego ardil Pura magia, da fé, cruel engano Espalhadas no mundo, pelo Brasil Em turva façanha de atroz cigano
Meu Deus!... Por favor acorda Camarada Conduzem Teu rebanho à fazenda errada E Tu, lá do alto etéreo, não fazes nada... Não pões fim, ou na linha, essa cambada?
No Teu tabernáculo, Senhor, Deus Não permitas corruptas abominações Àqueles que vendem a alma e os céus Conjura-lhes as suas manipulações !
Porangaba, 31/03/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Dor de cotovelos !
Dor de cotovelos !
Ver-nos-emos, certamente Em caminhos paralelos Eu, sorrindo, descontente. Tu, com dor de cotovelos !
São Paulo, 24/03/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com