Estão pedindo nosso voto
Para o cidadão desarmar
Ficamos de bolso roto
Sem ninguém a nos guardar
Seria melhor condenar
Com mais rigor e energia
O que só sabe assaltar
Usando a pontaria
Fica o governo inerte
Ante a inversão social
O ladrão, nunca se aperte
è o povo o imoral
Benjamim Franklin dizia:
Com muita propriedade
Que se as armas algum dia
Do povo, forem saudade...
- Então, governo e ladrão
De que é a propriedade, dirão !
São Paulo, 07/10/2005
Armando A. C. Garcia
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Desabafos !
Desabafos !...
Denúncias, quantas fiz, estou cansado
Ninguém demonstra interesse ou civismo
Leituras exíguas, ninguém preocupado
Com a fome que campeia, sem altruísmo
Se forem poemas profanos, indecorosos
De Mil leituras será pouca a estimativa
O verso é pobre, se não for contencioso
-É lúgubre e rouco, qual barco à deriva
Se desfaz o alento, duvidoso e incerto
Sofremos mudos a inimiga violência
O medo esfria o ânimo, qual desconcerto
Como Seres oprimidos sem inteligência
Sociedade. É ora de despertar de vez
O salário miserável do trabalhador
Ignomínia de moral e honradez.
- Injustiça social, quem é o causador ?
Desigualdade, que faz vergonha sentir
Ao cidadão honesto e cumpridor
Que paga seu tributo no pão e no vestir
E no abdutor da miséria a carpir
Até quando, um país rico e soberano
Cheio de ouro e pedras preciosas
Submete seu povo em vil engano
Esperanças que não vêm, e viram prosas
Liberdade, onde está a tua aurora
Que na esfera humilde, não raia mais...
Liberdade! o que será de nós agora...
Ó pátria, amor.; o barco parte do cais.
Se de radiosas virtudes és fadada
Do teu chão jorra riqueza e fartura
Ferro, prata, ouro puro em tonelada
- Porque não dar a teu povo mais ventura?
Teu presidente, falou em tom jocoso
"-... Preciso tomar conta do rebanho,
senão as reses se perdem nestes 8.500 Km."
- Pascenta em solo nobre, vil rebanho
Pasmem, ante o espetáculo inédito
Teve um, para quem o odor dos cavalos
Suplantava o dos humanos, em seu edito ...
Surge outro, agora, que a seus vassalos
Chama de reses, ou até, pior às vezes
Quem sabe, se esparsas do rebanho
- Não lograrão melhora, os camponeses
E a classe média em todo o seu tamanho
Brilha a tela no pincel da fantasia
No teu manto ó Pátria acolhe meu clamor
Cobre com raios de sol e de alegria
Que surja em Ti o grande Libertador
Os grilhões da miséria e desventura
São o ergástulo mais ingente e impiedoso
A que pode ser jungida à criatura.
- Não basta o governo ser caridoso
Para o povo ter dignidade, o salário
Deve ser decente, ético e racional
Para não desvanecer o operário
E dar tranqüilidade à paz nacional !
Oh! vós lá de Brasília Despertai
sem medir o fausto luxo desmedido
É ora, em nome do povo acordai
Vosso salário é dele, povo abstraído.
O povo não mais confia na justiça
- Face à pena ter aplicação empírica
O que faz crescer em nós a grande liça
Gerada pela impunidade satírica
Benesses cedidas com dano à sociedade
Em prol do assassino e do ladrão
Caiu conceito da justiça - honestidade
Probidade, integridade e retidão
Há uma inversão de valores a inverter
Para que a auto estima do povo brasileiro
Não se deixe mais oprimir. E, subverter
o submundo ao trabalho rotineiro.
Para transformar esta sociedade
Em algo útil, saudável e aceitável
Para servir de orgulho e prosperidade
A futuras gerações, legado inabalável.
São Paulo, 07/02/2007
Armando A. C. Garcia
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682
Depois
Depois ...
Depois do amor imenso que te dei
Onde os gemidos noite afora, vela acesa
Surge agora um pranto de tristeza
Envolto no desencanto que não divisei
Guardo no escrínio das recordações
Os dias de consolo os dias de alegria
Que nós vivemos cheios de emoções
Que mitigam hoje a falta de harmonia
Às algemas que no áspero caminho
Quase exânime nos ombros carreguei
Brando e discreto a dor carreguei sozinho
E no silencio das sombras suportei
As lembranças do amor em desalinho
São sonhos do amor que em ti deixei
São Paulo, 22/06/2009
Armando A. C. Garcia
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Declaração de Amor
Declaração de Amor
Moça ! Antes de dizer sim ou não
Ouça primeiro o que diz meu coração
Não deixe de escutar seu acalanto
Não perca do amor tamanho encanto
Não dê asas demais à sua fantasia
O amanhã pode ser tarde é outro dia
O mundo é tão pequeno, conte as estrelas
Não olhe o mundo, apenas das janelas
Quero abarrotar teus dias de carinho
E de cada momento, um mundo de prazer
Quero que sejas a dona do meu ninho
Quero em ti depositar todos meus louros
Entregar-te em bandeja meu viver
Até a eternidade todos os dias vindouros
São Paulo, 25/07/2007
Armando A. C. Garcia
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786
De ignomínia em
De ignomínia em...
De ignomínia em ignomínia ...
Já o povo ficou acostumado
Governo, sem qualidade apolínea
Deixa p'ra lá, o desvio praticado
De ti ausente, minha vida, meu amor
Os anos me consumiram por inteiro
Nunca mais encontrei amor maior
Daquele amor singelo e verdadeiro
Meu contentamento foi a ventura
E hoje, velho, caduco, sem esperança
Peregrinando a fio, longa vida dura
Aguardando milagre, da bem-aventurança
Quase rendi os sentidos ao pensamento
Para um dia, quiçá voltar a vê-la
Mas minha alma, que passou tanto tormento
Venceu meu desejo... usando da cautela
Que neste mundo tenho experimentado
Vendo o tempo passar, dela tenho pena
Certo que seu amor, não tenha prosperado
Pois aos apartados o cupido condena
Falsas esperanças, ledo engano
Vivi tristemente, cheio de ilusões
Condição cruel imposta ao ser humano
Perdido de amores, cheio de paixões
Hoje, as lembranças daquilo que imagino
Têm por companheira a saudade
Quão grande a caminhada sem destino
Quão cruel o desengano da amizade
A mágoa que choro, não chorarei sozinho
Se tive de perder, eu não perdi sem par
Quem sabe ela passa tormentos no caminho
Desiguais que não devo sopesar.
E se cruzar novamente o meu caminho
O amor que agora tenho sepultado
Peço a Deus que esse acúleo espinho
Não seja mais, por mim compartilhado
São Paulo, 30/03/2003
Armando A. C. Garcia
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Dá-nos Senhor !
Dá-nos Senhor !
Jesus! Dá-nos a eterna Luz
Aquela que nos conduz
Ao reino celestial
Dá-nos a fé e bondade
O senso de caridade
Paz em nosso coração
Dá-nos carinho e ternura
Amor e fraternidade
Em todo nosso caminho
Dá-nos imensa alegria
Para afastar a agonia
Que nos queira perturbar
Dá-nos Senhor o condão
De ver como nosso irmão
Aquele que nos ofendeu
A humildade do perdão
A coragem e a razão
De fazer um mundo melhor !