A luz do Sol (soneto)
A luz do Sol (soneto) Oh! Musas que meus versos regeis ao fado Trazei-me o vício da beleza e perfeição Condição inata de que tendes o condão Envolto no sutil pensamento delicado Oh! Musas que inspirais meu rude verso Trazei do sábio o entendimento e do erudito O poema mais lindo, que nunca foi escrito Conjunto de palavras que no ar anda disperso Para que neste palco, que é o universo Possa elevar o esplendor e a grandeza Que o omnipotente empresta à natureza Projetando a cada dia a luz do sol *terso Porque sem ela, nenhuma vida existiria. Tudo o que vemos, é sublime sabedoria. São Paulo, 24/01/2012 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com • Puro, limpo
O valor que a Mãe tem
O valor que a Mãe tem
Senhor, Deus do Universo
Deste à vida o verso
Deste o verso, a mim, também
Para mostrar ao mundo
O valor que a Mãe tem
Até Jesus, o Salvador
Teu filho amado, Senhor
Foi gerado pela Mãe
Para mostrar o valor
E o exemplo de Belém
Nem todos devotam amor
Do preito que são devedores
Disperso o pendor na idade
Filhos esquecem da Mãe
Cometendo iniqüidade
Afastam-se como apogeu
Daquela que o protegeu
Não lembram quando criança
Os desvelos que lhe deu
Dimensão de desesperança
Outros com serenidade
Amam a Mãe de verdade
São filhos probos, corretos
Trazem Deus no coração
Filhos do Grande Arquiteto.
São Paulo, 04/05/2011
Armando A. C. Garcia
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Leia
- Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também:
Às mães, que deus já lá tem ! e
Àquela que vai ser mãe ! ...
Exaltação à Mãe Maria
O maltrapilho
O maltrapilho
Uma bituca apagada
Mantém no canto da boca
Uma alparcata rasgada
Nas pernas a calça rota
Uma blusa meia malha
Velhinha e toda surrada
Às vezes chapéu de palha
Outras cabeça raspada
Um cobertor de algodão
Pendendo de suas costas
Vive arrastado no chão
Quando não cheio de moscas
Só de chuva toma banho
A fetidez que exala
É pior que de rebanho.
Da boca já nem se fala
Nunca teve ocupação
Nem gostou de trabalhar
Não ouviu pai, nem irmão
Nem enxada quis pegar
Da vida da ociosidade
Fez a sua profissão
Vivendo da caridade
Passa muita privação
É moço, parece velho
Rejeitado, angustiado
A poça d'água é seu espelho
Da família abandonado
Na vida dura, lascada
Sujo de lama e poeira
Pondera já ser um nada
Se não mudar a estribeira
Lembra os conselhos do pai
As sugestões do irmão
Começa a pensar, aí vai
Mudar sua condição
Mas como, se maltrapilho
Ninguém o vai aceitar
Resolve ir ao caudilho
Suas idéias confessar
O pastor o convidou
Para um bom banho tomar
Em seguida o barbeou
E novas roupas lhe foi dar
Trocado o indumentário
Outra pessoa ficou
Chegou ao fim do calvário
E o Pastor o abençoou.
Porangaba, 06/03/2011
Armando A. C. Garcia
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Meu Anjo !
Meu Anjo ! Foi Deus que pôs você no meu caminho Qual fogo que inflama a lenha e me aquece Sublime tua guarda e teu carinho Tua mão me susteve e me engrandece Alargaste horizontes em minha mente Que alegraram meu coração e minha vida Meu Anjo, honra-me eternamente Não deixes que eu me curve à fantasia Guia-me a verdes pastos e águas mansas Onde habitarei na casa do Senhor Cantarei louvores de amor e esperança À glória de Deus, ao Grande Criador Escuta minha voz, ouve meu clamor Livra-me de abismos e de injustiças Meu Anjo, intercede ao teu Senhor Que afaste de mim invejas e cobiças Minha alma se sustenta em ti, ó Deus! Tu és meu Rei, a Glória, a Majestade Meu refúgio, a fortaleza nos céus A mansidão, a justiça e a verdade Tu, que criaste a terra, o céu e o mar Deus poderoso de perfeição e amor Não deixes nunca a esperança acabar No que crê, com pensamento interior E confia na tua misericórdia E em tua glória sobre toda a terra Afasta-o da víbora da discórdia Tu, és a esperança que sua alma encerra Bendito sejas, ó Anjo que iluminas Meus passos nas sendas desta vida Bendito sejas, ó Anjo que me ensinas A abrir o coração e dar guarida. São Paulo, 15/09/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Oh! Ilusão
Oh! Ilusão...
Ilusão, tu que povoas
Tu, que povoas as mentes
Com milhões de coisas boas
Mas nada dás, ao que as sente
Ilusão... Oh! Ilusão...
Porque não ficas ausente
Lanças esperanças em vão
No imo de toda a gente !
Tua perfídia é tenaz
Nos desenganos da vida
A ilusão consentida
É da mesma dependente
Impassível ao nosso fado
Na onda tu, nos embalas
Sem limites ao bem sonhado
Na aspiração nos igualas
Nossa avidez imoderada
Cobiça de pretender
A utilidade não alcançada
Nos contornos do viver
Desejos mil, aspirações
Na realidade impossíveis
Tu, dás-nos nas ilusões
As cismas de todos níveis
Dás-nos ouro, pedrarias
Afeto, amor e carinho
Indústrias e pradarias
Largas visões do caminho
Ilusão... Oh! Ilusão...
Tu, que povoa a mente
Lanças esperanças em vão
No imo de tanta a gente !
São Paulo, 31/08/2011
Armando A. C. Garcia
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Meu Senhor !
Meu Senhor !
Senhor! Quando penso em formular um pedido
Sinto-me pesaroso e abstraído
Sem forças morais, olhar retrospectivo
Por nada ter feito em prol do positivo
Senhor! Sabeis bem da falta de coragem
Daquele que só pensou em libertinagem
E quando quer prostrar-se a teus pés
Sem forças para pedir, porque nada fez
Meu Senhor! Qual barco na procela à deriva
Conduz-me à Tua amplitude progressiva
Arrependido dos dias de amargura
Quero contemplar Tua Excelsa figura
*Escindir-me-ei de todo mal do passado
Que os novos dias sejam entronizados
E regidos pela Tua sabedoria milenar
E que possa eu, de instrumento a ajustar
Passar a ser qual violino afinado
Na orquestra sinfônica de Teu reinado
Com capacidade de socorrer os aflitos
Na palavra de fé de teu filho Favorito
São Paulo, 07/02/2012
Armando A. C. Garcia
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- Romper, rescindir,anular, cortar, separar
Síria (e a revolução)
Síria (e a revolução)
São seres insanos,
Perpetuando-se no poder
Verdadeiros tiranos,
Fazendo o povo sofrer.
São seres desumanos,
Onde reina a opressão
São vândalos, ufanos
Com o poder em sua mão
Num legado de torturas
Sem os direitos humanos
Na alma deixam ranhuras
E nos corpos, grandes danos
Prisioneiro da vontade
Não é livre, o povo Sírio
Para lutar por liberdade
Sua vida é um martírio.
Deixa que eles decidam
Em escolha independente.
E, o novo futuro dividam
Sem caudilhos pela frente
Decidir, fora da cela
Não animal enjaulado.
Mas como um barco à vela
Singrando o mar libertado
Livre de todas amarras,
Da escravidão do poder.
Desfraldai, as cimitarras
Enfrentai, que mal, vos quer
Povo, que quer liberdade
Encara firme a repressão
E extirpa com dignidade
O câncer de sua Nação !
Sois um povo milenar
Dos mais antigos da terra
Eu vejo-vos a vacilar
Pra a um só homem, fazer guerra
Basta uma só cimitarra
Para o destino mudar
Coragem e muita garra
É o que vos está a faltar !
Não hesiteis ante a opressão
Vossa união faz a força.
O povo de vossa Nação,
Não é um boneco de alcorça.
São Paulo, 11/05/2012
Armando A. C. Garcia
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MÃE - IV
MÃE - IV
I
Carinhos quantos me deste
Ó minha mãe tão querida
Mil afagos, tu soubeste
Colocar em minha vida
II
Velaste noites a fio
Quase sempre, sem dormir
Quer no calor, quer no frio.
- De dia, alegre a sorrir
III
Em teu regaço ó mãe
Aprendi sempre o melhor
Ensinaste-me, também
Quem foi do mundo o Feitor !
IV
Bendita seja a mãe
Que na palavra interpela
Fazendo do filho alguém
Na expressão lúcida e bela
V
Com o tempo fui crescendo
- Sempre tu a orientar-me
E em teus conselhos, aprendo
A do mal, sempre afastar-me
VI
Em minha alma gravaste
Princípios de honestidade
E quantas noites passaste
Velando minha mocidade
VII
Eu, fui crescendo na vida
Tu, prateando os cabelos
Ias ficando envelhecida
Mantendo os mesmos desvelos
VIII
Oh! Se eu pudesse voltar
Aos tempos de minha infância
Teu rosto iria beijar
Com ternura e *jactância
IX
O tempo nada perdoa
Consome até a esperança
- Mas deixa uma coisa boa
Que é, a eterna lembrança !
São Paulo, 26/04/2008
Armando A. C. Garcia
* orgulho - altivez
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Leia - Mãe I - Mãe II e Mãe III
Às mães, que Deus já lá tem !
Àquela que vai ser mãe ! ... e
O valor que a mãe tem