Quando nada existia, além dum vácuo profundo
Da imensidão do nada, Deus, criou o mundo.
Nos céus, pôs milhares de astros fulgurantes
Criou oceanos e mares para os navegantes
Surgiu o Sol, para a Terra iluminar
Desabrochou a flor, para nos alegrar
Por lei imutável fez que as águas brotassem
do solo. E, para saciar a sede, caminhassem
dos píncaros da montanha, ao mais fundo vale
Por rios caudalosos, outros menos densos
Pôs relva nos prados, fez bosques e selvas
Deu vida ao homem e milhares de animais
De sua criação, surgiram maravilhas
E em gradativa evolução, mostram os anais
II
E o infinito de onde veio? Como surgiu?
Um sopro do criador criou a luz
Fez a terra girar sobre eixo invisível
Colocou nuvens nos céus e ventanias
Para transportar a água pela atmosfera
Pensou em tudo, com amor e perfeição
Afinal Ele é o Criador eterno, divino
Não podia deixar à força do destino
A conclusão de sua obra preciosa
Os fenômenos da sábia natureza
E na imensidão dos astros, a grandeza
O mar, a terra, o céu, o movimento
A luz, são forças de Deus, o paraíso
O projeto sábio, o conhecimento !
Porangaba, 07/11/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
648
Fim de um romance ! (soneto)
Fim de um romance ! (soneto)
Acabou nosso amor, sob um pretexto fútil
Por fim chego a crer , eu já não ser útil.
As coisas que sinto, eu digo francamente
Não me dou por vencido, apesar de descontente
Detesto lamuriar as injúrias recebidas
Não costumo censurar tuas investidas
Mas desta vez, meu amor sublime e puro
Pede ao pobre coração que seja duro.
Porque um amor candente, cinzas virou
Quando a taça de cristal se esvaziou
E o vinho que nela estava azedou
E, se tão fatal poder, tem o destino
Pobre de mim, que jamais o descortino
E neste momento, sinto-me peregrino.
No sonho, de quem só sonha
Esta vida é um mistério
Em sua mente bisonha
O fim é o cemitério !
---------------------------------
Tu, és a fonte da vida
Tu, és a fonte do amor
Coração que dá guarida
O teu nome é Jesus !
---------------------------------
São pobres, os que são pobres
São pobres, os que não são
Aqueles são pobres na vida
Estes, pobres do coração.
----------------------------------
Trago você na lembrança
Aninhada no coração
Alimentando a esperança
De voltares à minha mão.
---------------------------------
Cai a noite de mansinho
Vem o silêncio com ela
As aves voltam ao ninho
Eu, volto pra casa dela.
---------------------------------
É neste recanto bisonho
Que mora meu coração
Poderá parecer um sonho
Nem sonho, nem ilusão.
Pouca gente tem na vida
Um cantinho igual ao meu
Por isso minha guarida,
É um pedaço do céu
Voltei do meu aconchego
À metrópole agitada
Estou pedindo arrego
Pra botar o pé na estrada.
------------------------------
Na vida nada acontece,
Sem uma estrita razão
Nesta vida tudo passa,
Só meu amor por ti não !
Porangaba, 06/11/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
603
Na tarde bucólica
Na tarde bucólica
Ouço o zumbir das abelhas
Nas flores do meu quintal
O balido das ovelhas
Na pradaria frontal
A tarde amena, bucólica
Na paz, junto à natureza
Transcorre a vida sem cólica
Na essência da pureza
Corre o riacho apressado
Ao fundo da pradaria
Meu cantinho abençoado
Era tudo que eu queria !
Cortam o ar, beija-flores
Nem vejo as horas passar
Da mata virgem olores
Fazem a mente acalmar
O crepúsculo avermelhado
Que surge ao anoitecer
Deixa a relva alaranjada
É coisa linda de ver
As seriemas vez enquanto
Piando sucessivamente
Passam lá no meu recanto
No bucólico ambiente
Já tem frutas penduradas
No pomar que plantei
Tem mangas perfumadas
Laranjas e uvas de lei
Tem peras e tem maçãs
Tem pêssegos e tem mamões
Bananas, figos, romãs
Amoras, limões campeões.
Borboletas de cores variadas
Suaves asas coloridas
Umas azuis, outras douradas
E outras de cores garridas
Cortam os ares vaporosas
Pousando aqui e acolá
Nas azaléias e nas rosas
E no pé do araçá