Eu, amei-te absurdamente Tu, absurdamente ignoraste Hoje, queres-me incondicionalmente Eu, passo por ti indiferente ------------------------------- Eu, que passei minha vida Sempre esperando por ti Vejo-te agora arrependida Tenho pena, do que senti ------------------------------- Dizem por aí que o poeta É um demente em confusão Diz, o que lhe vem na veneta Não escuta o coração. ------------------------------- Eu amei a vida inteira Quem amar nunca me quis Nasce a uva da videira, A água do chafariz -------------------------------- Pulverizei de amor A alma e coração Assim, saí vencedor Auferi tua afeição -------------------------------- Teve um gênio colossal Que este mundo elaborou Criou o mundo animal No espaço, o sol fixou.
Sua obra e conjuntura É de arquiteto, sem igual Sua flora é uma pintura Tudo é lindo, natural. ------------------------------ Nos restos, insignificantes Às vezes está o melhor Sai do cascalho o brilhante Que lapidado tem valor
São Paulo, 27-08-2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Menina
Menina ! Na tua boca querida Um beijo, deixa-me dar Que satisfaça o desejo, Que nutra meu desejar
A tua boca menina Ando louco por beijar Como água cristalina Nunca vai-me saciar
De nada mais eu preciso A não ser do teu amor Tua promessa, um sorriso Faz vibrar meu interior
Se por vontade do destino Meu sonho se realizar Será um beijo divino Dos trocados no altar
A vida tem seus encantos Corre pranto na saudade E do amor, entretanto A ternura e a amizade
Se tua boca eu beijar, Podes crer minha menina Eu, que da vida sou nada Deste nada, serei tudo !
Será por certo um milagre Ou uma benção de Deus Num mundo que me foi agre Teu beijo é benção dos céus.
Estou à porta deste mar que se agiganta À minha frente, mais que o sol no horizonte Onde o vagalhão da onda forte se levanta Onde o forte é fraco, quando ele se enfurece
Lá, no clarão da noite, o brilho das estrelas Nas noites tenebrosas, desesperos mudos, Sibilam os ventos no furor das águas Que não dão trégua à fúria que as domina
Precisa pedir à sorte, um consolo na desdita Os fenômenos da natureza ninguém dita Nem na grandeza dos astros no vasto céu Nem na fantástica desventura, creio eu.
Amor ! neste poema te envio os destroços Daquilo que eu fui, e do que ora eu sou Guarda-os com carinho e, não em fossos Não deixes que eles voem, como o sonho voou
O fruto do amor que conhecer não pude E que minha alma, fez em vão sofrer Foi tão puro em toda sua plenitude Que não acaba, nem mesmo se eu morrer
Loucura motriz deste ardente desejo Que me invade e impele nesta paixão E em troca, o que recebi foi o despejo.
Tu, a musa que meus sonhos despertaste E partiste sem me dar um humilde beijo. Foste tu, que minha vida destroçastes !
Alguns, põem tanta avidez no que desejam Que pisoteiam em gente, como num lagar Se pisoteiam as uvas, para fazer o vinho. Sua ostentação demonstra que ensejam Ser a peça principal em qualquer lugar, Não importa se o ser humano é capachinho
É a total ausência objetiva do direito É o obter, por finalidade um resultado Que satisfaça suas aspirações, seus fins Mesmo que redundem, pra outros em mal feito Seus interesses inconfessáveis, de outro lado, São indiferentes, em sua ânsia sem confins.
São Paulo, 24/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Último Sonho
Último sonho !
A única "coisa" que podia ter de ti, Era o sonho, vejo agora, que a perdi Por longos anos o sonho extravasou Latente as fronteiras de minha fantasia Almejei prender o tempo para te esperar Mais uma vez, o coração quis me enganar
Reconheço, são as circunstâncias da vida Que não se curvam, nem ao frio, nem ao vento Tortura implacável, tremendo sofrimento Infinita dor, profunda, insatisfeita É como se sobre um leito alcatifado Alguém esperasse alguém, sem ser amado
Devagarzinho, e aos poucos foi morrendo O sonho que sonhei, e que tu mataste Ele era a mansidão, a estrela, o caminho Mas, naufragou meu sonho de esperança E com ele, na mesma água o meu carinho Meu sonho, conseguiu esta vingança.
Queixou-se o cidadão Que depois de quarenta anos Sua mulher o abandonou. Respondi-lhe: meu amigo Se tua sina foi dura, A minha foi bem pior, A mulher que sempre amei Nem comigo se casou. E ouvindo minha história, O cidadão chorou.
Quando penso em ti, parece que existe A esperança tão pensada que consiste Em ser de ti, e viver sempre a teu lado Desatando os nós do destino em nosso fado
Mas nenhuma força humana pode conter O fadário que no mundo, o outro tiver Quais correntezas em vagas furiosas No marulhar de ondas perigosas
Quero de volta os pensamentos que sonhei Viver no outro mundo, não no que acordei Sê tu, o licor, a iguaria do amante Das noites de outrora, hoje, tão distante
Solta as vertentes que tens adormecidas Nos sentidos das sombras contraídas Vem ser feliz, mesmo que tardia a hora Vem amor meu, não me olvides, agora !
Da sagrada virtude à prepotência Da doce liberdade à violência O homem com sua dualidade insana Em virtudes e fraquezas se engana
Engana a si e um bando de comparsas Em amostras desiguais cheias de farsas Envolvendo a verdade em denso abismo Não tem moral, não tem honra, nem civismo
São os horrores, desta medonha sociedade Onde nunca acha um bem que o agrade As coisas vãs, são as que mais ele adora As de Deus, cheio de indiferença, ignora
O horror que hoje vejo nesta terra É d'uma sociedade insana em guerra Ante inexorável magia da ilusão O homem perdeu o senso e a razão,
Representando o desejo à imaginação Envolve-se no vício, na depravação Destrói a real essência da humanidade Numa existência frívola, sem dignidade.