Estigma
Estigma A vida estigmatizou espírito e matéria Escabrosos vendavais em desalinho Dolorosas chagas que levam à*progéria Inditosas experiências de escarninho Imenso vazio, pensamentos a vagar Frivolidades, anseios, emoções Labirintos invisíveis a pensar Torvelinhos em todas direções **Soturnas mágoas, de crises profundas Abominações, fúrias, e mentiras Peremptórias, decisivas, rotundas Feridas que não quer mais questionar E olvidará enquanto o mundo gira Se a pobre matéria o permitir pensar. São Paulo, 12/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com *fig. Senilidade **tristes
Pai !
Pai ! PAI, chama de vida Presente a toda hora No carinho, educação Deste sempre acolhida Ao impulso que aflora Do meu pobre coração És o grande timoneiro Significado de vida Com tua sabedoria Moldaste, qual usineiro Sem deixar de dar guarida À minha triste *agnosia Aos poucos foste moldando Mostrando o bom caminho No exemplo de tua conduta Aprendi o valor, quando Vi em grande desalinho Minha vida dissoluta Que entre o certo e errado Há grande diferenciação Um, caminho verdadeiro O outro, leva ao pecado Um pulsa na exatidão Outro, exala mau cheiro Corrigir, defeitos, falhas Tudo de ti aprendi Conhecimento, bondade E, enfrentar as batalhas Que, de nenhuma fugi Nem estendi a toalha Longo o aprendizado Foi-me de grande valia Aprendi a ser honrado Probo, integro, respeitado A **cravelha que me guia Tangendo cordas do fado PAI, de ti foi plagiado Nos passos de teu caminho, Teu exemplo incrustado Na minha alma gravado Por teu amor e carinho A teu filho dedicado. Neste dia congraçado Aos pais deste universo Quero deixar um recado Nas letras deste meu verso Que seja um dia louvado E o Pai, parabenizado. Com abraço de ternura E um beijo de afeição Que expresse o carinho Cheio amor e ventura E sele a saudação Com cheiro de rosmaninho! São Paulo, 13/08/2011 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com leia; SER PAI *ignorância **peça para retesar as cordas (de instrumentos de corda)
SER PAI
SER PAI É uma solene missão Árdua, tarefa dura Que Deus dá à criatura Num rosário de paixão É uma fonte de esperança Que consola o coração Como se fora uma benção Uma bem-aventurança É a argila que se molda Nem sempre a nosso prazer. Pois querer. Não é puder, Nem sempre o barro se amolda ! Ser pai é fé que sublima Altar de luz e tormenta É paixão que impacienta É um sonho que arrima. É esperança que consola É um sol que irradia A estrada áspera e fria E faz do ninho uma escola. Não vê maldade em quem ama Tem amor sempre de sobra... Pelo filho se desdobra Se preciso, pisa a lama. È um clarão de alegria... A nova estrada do mundo É o amor mais profundo Estrela... que o filho guia. São Paulo, 06/08/2004 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com E-mail: [email protected]
Desejo Intenso
Desejo Intenso Desejo nos meus íntimos delírios de amor Estar sempre ao lado teu, minha querida Sedento desnudar-me no calor E em teu corpo erótico cheio de vida Jogar minhas emoções em torvelinho O coração pulsando em desalinho Ignoras, minha vontade meu anseio Negas amor, estranha ao meu sentimento Tento conquistar-te, e sempre alheio, Esse teu desdém, parece fingimento Na impetuosidade de esquecer o amor Senso das lembranças, eterno invasor Onde ocultas ao tempo, teu desejo intenso. São Paulo, 11/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Abominação
Abominação Abomino o ódio e a farsa O álcool, o vício e a droga Corrupção e o comparsa, A mentira de quem roga Com maldade radicada Dentro do seu coração. Abomino a força espada De quem não tem compaixão Abomino a hipocrisia Fingimento, falsidade A erótica pedofilia E a falsa dignidade Abomino a impunidade Crueldade, selvageria A fraude, deslealdade Simulação, velhacaria A trapaça e a má-fé Abomino a mercancia Daqueles que vendem a fé Aonde mora a *agnosia. Abomino a injustiça Ínsita e pertinaz Como abomino a cobiça Pelo mal que ela nos traz Abomino o que não presta Torpeza, desonestidade E de tudo o que me resta É o amor à humanidade São Paulo, 08/08/2012 Armando A. C. Garcia *ignorância Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Perimetral
Perimetral Se és capaz de maltratar Quem da vida nada tem Também podes suportar O peso do meu desdém. Ó Deus da eterna glória, Do saber e da justiça Leva teu filho à vitória Nos liames desta liça Não o desampares agora Quando de Ti, mais precisa Socorre-o sem demora, Antes que perca a camisa A fé, por Ti, descortina És sua âncora de esperança Dissipa-lhe a neblina Que lhe tira a confiança Senhor, ó Rei da glória Deste mundo sofredor Tu, julgarás a pretória Que julga o mundo a "priori" Teu julgamento isento Das vicissitudes terrenas Não aceita argumento Estes, são do mundo apenas No imenso caos do abismo Na escuridão mergulhados Pagarão pelo cinismo Ao serem por Deus julgados. São Paulo, 03/08/2012 Armando A. C. Garcia "(do latim, "partindo daquilo que vem antes") Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Um enigma
Um enigma Brilha o sol na natureza Na tua face, teus olhos Em ti, está toda beleza Tua vida, é sem abrolhos Um enigma me consome Quando te vejo passar és um desejo sem nome Que aspiro conquistar E, sendo eu alva espuma E tu, a água do mar Ela vira coisa nenhuma Se na praia, a deixas ficar Que importa se a esmagas Nas ondas enfurecidas Contanto que tu a tragas Nessas ondas envolvidas São Paulo, 25/07/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Congresso ou um mercado persa
Congresso ou um mercado persa Verdadeiro troca troca Instalou-se no Congresso Pra apurar essa *baldroca Instalou-se um processo Que apurou corrupção Pagamento de propinas Denominado "mensalão". Essas aves de rapinas Em novo estilo de vida Em vez de lutar pelo povo O assaltavam sem medida, Atitude que reprovo. Foi dinheiro na cueca, Foi na mala e no gibão Gente levada da breca Nunca vai para a prisão Agora serão julgados Não creio, sem isenção Pra mal de nossos pecados É de irmão para irmão Já se fala em anistia Pro tal de José Dirceu Até a Virgem Maria Já lhe prometeu o céu *trapaça; logro São Paulo, 02/08/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Lágrimas do Coração
Lágrimas do Coração As que dos olhos escorrem Enxugam-se até com a mão O mais difícil é secar As lágrimas do coração São Paulo, 20/06/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Finalmente !
Finalmente ! Na estrada da existência que trilhamos Ergue-se um altar de dor e sofrimento Neste mundo insano onde nos maltratamos Quando bate em nós, o negro desalento Tornando ínfimo aquele que ele magoa Arrancando as esperanças e o prazer Aniquila física e moralmente, qual leoa Que ataca a vítima ao alvorecer Qual silício que com resignação aceita A humanidade se submete impassível E a cada dia a porta mais se estreita A sobreposição dos contraste espreita A inversão natural do impossível Quem sabe o mundo, finalmente, se ajeita ! São Paulo, 19/06/2012 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com