De que *absconsa estrela ela provém
Essa luz de incógnitos pensamentos
Que percorre nosso cérebro num vaivém
E misteriosa lança-nos a **barlaventos
Será que ela vem do incógnito psique
Da cripta escura da torre de marfim
Ou será que a idéia é o alambique
Que destila ação e emoção por fim
Ela, poderá ser nobre ou ignóbil
Espontânea, vil, livre ou natural
Maravilhosa ou de capcioso ardil
Porém, quando ela do além provém
Traz em si a graça e a leveza sem igual
Que só Deus nos pode dar e mais ninguém !
São Paulo, 26/11/2012
Armando A. C. Garcia
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* estrela que se oculta ao por do sol: pequena lâmpada
velada
** direção de onde sopra o vento
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Será que !
Será que !
Será que, o abstrato transcende as aparências Ou estas sobrepõem-se ao contemplativo Dos elementos que compõem as preferências Que a mente, produz à nossa insistência
Será, que a obstinação de nossos pensamentos A caminhos insólitos nos conduzem Será! Que a concepção não tem entendimentos Para analisar as fantasias que seduzem ?
Será, que as essências hibridas aninhadas No âmago de nossos corações. Lá vão, Deixando as vis solidões disfarçadas
No abstrata interseção dos desejos Sonhos que nas ondas do mar se vão De modo frenético, aos primeiros lampejos.
Com os olhos no infinito, em vão procuro
Tão longa a saudade, como o esquecimento
Minha alma, sem ela, está no escuro
E perdê-la, foi plangente sentimento
Incoerente e adverso foi o destino
Transmuda-se a razão, não a emoção
Como o regato que corre cristalino
A perda de um amor dói ao coração
Procuro-a nas estrelas, no sol e no ar
Nas noites de luar e nas de procelas
Procuro-a nas lembranças e ao pensar
Respondem as relíquias que sem cancelas
Lá, no auge da paixão puderam gravar
No meu cérebro, guardião das coisas belas !