Quando se mata e não se prende
Nunca, nunca se repreende
O que errou na lei de Deus
Por Justiça! "Clamam os céus"
Choram lágrimas os olhos meus
Por ver os crentes, Ateus !
Que tapam os olhos da Justiça
Fazendo dela uma treliça
Até quando a impunidade
Vai imperar na sociedade
Preciso é ter coragem
Enfrentar a bandidagem
Que está por toda a parte
Para nós, é um desastre
Sabê-la no próprio governo
Isto, virou um inferno...
Nos palácios, quem diria
Que ali se encontraria
A mais descarada vileza
Roubam milhões da pobreza
E, nada, nada acontece
Será que o povo merece
Essa, a pergunta que faço
Às vicissitudes que traço.
São Paulo, 11/10/2013
Armando A. C. Garcia
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543
Intercede Jesus !
Intercede Jesus !
Intercede por nós ó Bom Jesus Em todos os atos de nossas vidas Para quando, sob o madeiro da cruz Possamos redimir nossas feridas
Dá-nos a compreensão e a luz A subserviência da humildade A sublimação que a Ti nos conduz E a benevolência da caridade
Dá-nos Senhor o Teu merecimento Para que possamos ver a Tua luz Guia nossas vidas e, comportamento. Nossa angústia e sofrimento reduz !
Em Ti, depositamos a esperança De um dia poder alcançar o céu Está em Ti, o caminho de bonança Que nos levará ao clarão da luz !
São Paulo, 10/10/2013 Armando A. C. Garcia
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553
Viver sem amor,
Viver sem amor,
Chora o coração magoado Sem amor, fé e alegria Na amargura do fado Chora noite, noite e dia
Não sei qual é o castigo Pior que a vida me deu Se, o de sonhar contigo Ou, do amor que se perdeu
Sem um adeus passageiro Partiste sem despedida, Percorri o mundo inteiro Buscando-te nesta vida
A vida nos desuniu, Quando o amor, era criança Se o mundo, assim nos puniu Parece morta a esperança
Nem toda esta agonia Tirou-me a esperança vã De que um dia podia Tornar a espera louçã
O silêncio na penumbra, Cobriu a lua e o luar O seu amor me deslumbra E não me deixa enxergar
Outra mulher a meus olhos Desilusões do passado Que carreguei aos molhos Num coração magoado
Naufrágio em mar profundo Vaticínio de um abismo, Meu único amor do mundo Que com ele, ainda cismo !
São Paulo, 09/10/2013 Armando A. C. Garcia
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587
Deste Jeito !
... Deste Jeito !
Deste jeito, não tem jeito O rumo desta Nação Fica o povo insatisfeito Ver crime sem punição
Tem ladrão por toda a parte No governo e na justiça Cada um que entra, reparte O bolo à sua cobiça
A cada dia que passa, Surge um novo desvio Dinheiro que vai de graça Para os porões do navio
O que acontece a quem rouba Nada, além de ficar rico Nem na cadeia apodrece Se o roubo... é sem maçarico !
São milhões e mais milhões Constantemente roubados E, com esses figurões, Compactua o Estado
Pela omissão ou lerdeza Em não botar na cadeia Os que têm a esperteza De fazer seu pé de meia
Com dinheiro que era nosso E foi mal administrado O roubo, quanto mais grosso, Deixa o governo calado
É um covil de ladrões Cada qual em seu estado E, pra esses espertalhões, Tem sempre, o deixa de lado
O roubo é tão contumaz, Até parece panacéia Rouba o político, o capataz E, ninguém vai pra cadeia.
Viram todos Excelências Quando não, senhores doutores Vejam só as excrescências, São tratados com louvores !
Se nosso povo com fome Roubar no supermercado Vai pra cadeia e tem nome De furto qualificado !
Quem rouba para comer Do mercado; já sai preso Quem rouba, sem ninguém ver Milhões ao estado, fica ileso !
São Paulo, 09/10/2013 Armando A. C. Garcia
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553
Na volúpia do pecado
Na volúpia do pecado
Sua alma amortalhada Nas teias do triste fado Corre sangue na parada Da volúpia do pecado
Não enxergava a verdade Nem via nisso maldade Agora... tem piedade Das coisas da tenra idade
Caminhou sem ver a luz Nas arenas do destino. Perdoa-lhe o Bom Jesus Todo aquele desatino
Cantando o fado levou Sua vida sem velar Nem por amor me casou Junto à pedra do altar
C’ as guitarras trinando Os dias foram passando Com eles os anos a fio Nas cordas do seu desvio
Neste livre pensamento Trina nele, o seu lamento Que envenenar persiste O algo bom, qu’inda existe
Neste louco desatino Carga do próprio destino. Pergunto qual a razão De falta de comiseração
Para quem sofre na vida Dor atroz, da despedida Suspirando nos anais Tormentos tão desiguais
Com sua alma sentida Pelos agrores da partida Num sentimento tão triste Da dor que na alma existe
Num sentimento ignoto Na escala dum terremoto Elevado ao grau maior O estrago; é superior !
Vejam o estrago que faz Nem há amor, nem há paz Se a volúpia exagerada Por bem, não for dominada
E se ainda for capaz Do tombo que o compraz De erguer a fronte à vida Terá a alma evoluída !
Entretanto, se assim não for Pode esperar o pior Será do fado, a vítima A recompensa legítima.
São Paulo, 07/10/2013 Armando A. C. Garcia
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646
Soberana Majestade
Soberana Majestade
A Soberana Majestade és Tu, ó Pai
O Supremo Rei da terra e dos céus
O que cuida de todos os filhos seus
O Redentor da alma nobre, que caí
Tu, és o clímax, o Alfa e o Omega
A sede da sapiência e do amor
O tesouro, guardião da inteligência
és Tu, a preeminência da entrega !
São Paulo, 01/09/2013
Armando A. C. Garcia
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515
Rua da Costanilha - Miranda do Douro - Portugal
Rua da Costanilha
Miranda do Douro - Portugal
Saudosa rua da Costanilha Das quatro esquinas centrais Onde se reunia a *matilha Pra conversar dos demais
Como nos arcos da praça Debaixo dos temporais. Tudo tinha sua graça Até mesmo, nos cabanais
Outras vezes nas adegas Tomando uns copos de vinho Quando não, lá nas bodegas Com um naco de toucinho
Eram de grande alegria As nossas conversações Quando terminava o dia Fazíamos nossos serões
Caminhando até à terronha Ou até, atrás do castelo Numa conversa bisonha Nosso mundo era singelo
Passeando nas muralhas Ou mesmo no adro da sé Ouvir o grasnar das gralhas Depois de tomar um café
Passear pelas arribas Vendo o Douro sinuoso Entre alecrins e urtigas Corria o tempo ditoso
Lá não existia maldade Éramos todos amigos Feliz, nossa mocidade Hoje, são tempos antigos
Não havia televisão Internet, nem pensar Mas não nos faltava o pão Nem estórias pra contar
Era o rádio o portador Das notícias populares Um telefone ao dispor De manivela singular
No dia da consoada Saíamos igual mateiros Cortar a lenha à machada Para acender a fogueira
Os carros de bois chiando Sob o peso da carrada, A malta toda gritando Não tinha medo de nada
Tempos que não voltam mais A vida era diferente Hoje internet e outros tais Tomam o tempo da gente
A cidade era pacata Não havia desavenças Se alguma alma era ingrata Acertava as diferenças * fig. malta
São Paulo, 17/09/2013 Armando A. C. Garcia
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670
A Nova Ordem Mundial
A Nova Ordem Mundial
Urdidas na trama da hipocrisia Com infâmia dose de covardia Forjam convicções em sua mente Construídas que foram adredemente
Geram resultados inconseqüentes Pois seus esboços são inconscientes Projetados à sombra da maldade Nublando a lucidez da verdade
Derivando à nova ordem mundial Por trás d’idéia pseudo intelectual Uma conspiração instrumental Pra eles, o sentimento nada vale
Pisoteados, como pétalas de flores Sem nada que suavize nossas dores Esmagarão o respeito à criação Igualitária a uma semi-escravidão
Desse governo, sombra disfarçada Face à natureza elitista e secreta Princípios dessa ordem estilizada Global de informação do planeta
Abismo da informação não divulgada Mecanismo do império dominante Para o domínio mundial planejada Sigilo, na nova ordem é constante
Conspiração contra o mundo atual Querem imbuir-se de qualidades divinas Endeusando-se em atribuições do mal Deixando nosso mundo em ruínas
Porque será essa retaliação Será que são mais humanos que os humanos. - Produto de mentes insanas, sem coração Vendilhões de suas almas, qual ciganos !
São Paulo, 16/09/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: brisadapoesia.blogspot.com
532
Nas garras do carcará
Nas garras do carcará
Injusta, essa justiça Outra melhor, cá não há O cidadão perde a liça Nas garras do carcará
É injustiça, o assassino Nas praias a velejar A vítima do mau destino No cemitério a acampar
Injustiça, este descaso Da lei, com o cidadão Pois a lei, conforme o caso Vê a insígnia do cifrão
Que cada caso, é um caso Isso, todos nós sabemos Para uns tem um embaso Outros; os protegemos
Vejam o caso mensalão Com o tribunal dividido Uns pela condenação Outros, pra não ser punido
É tamanha a aberração Que o povo não acredita Que haja fiel intenção No resultado da vindita
É por isso minha gente Que ninguém crê em justiça O melhor é ser prudente Ficar fora dessa liça