Lavas fumegando em meu coração Jorram cinzas, ainda deste vulcão Rasgando o peito que sangra ferido D’acre saudade de haver-te perdido
A procela não dá alento à dor Nem meu queixume reverte o amor É como a ave, sem canto, perdida Folha da árvore, pelo vento batida
No chão se arrasta já seca, sem vida Nos espasmos da morte intenso *palor No pranto fugaz de um sonho de amor
Porém, meus lábios, jamais beijarás Qual luz que fenece, então, tu dirás: Do amor que perdi, eu fui consentida ! *palidez São Paulo, 10/09/2013 (data da criação) Armando A. C. Garcia Visite meus blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com
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Tirando o chapéu
Tirando o chapéu...
Já, a tatear falazes esperanças Como quem semeia palavras mansas Vê-los-emos em breve empenhados Os que ora, ainda vemos enredados
Prometendo o mais, do que alcança O seu poder e o de sua liderança Tirando o chapéu na mão, reverência Do político astuto em decadência.
Embrenhados nas falsas que tropeçam Com mente artificial, disfarçam Das ignomínias desprezíveis feitas Dizendo-as d’partidários doutras seitas
E que irão compensar a inoperância Cobrarão do governo a intolerância Na saúde, segurança e educação Dirão mais, de controlar a inflação
Falarão, também, sobre a aposentadoria Que a previdência terá grande melhoria A aposentadoria será igual ao salário Assim, acabarão de vez, com o calvário
As imoralidades ditas cometidas São falácias dos jornais, improcedidas Que não tendo notícias levam ao ar Para audiência de seu canal aumentar
Dizendo militarem por causa nobre Eles visitam casa rica e de pobre E na TV com discursos sedutores Metalúrgicos até parecem doutores
Assim enganam o povo, que certamente Acredita na promessa inconsistente E sem noção aceita os argumentos Afastando deles os maus pensamentos
Que o progresso da nação é exaltado E que mundo afora, ele é admirado Que nunca antes à saúde os recursos Se igualaram, em números de concursos
Na educação a mesma persuasão Nos quadros da sala e da reunião E com bons professores em profusão Será pra valer uma super educação
Irão, também, prometer mais segurança, Com nefasta ladainha, sem tardança Dirão que lugar de ladrão é na cadeia Justiça e dignidade, também permeia
Na promessa para ganhar a eleição Cheios de carinho, de plena mansidão Eles, vão assim, tecendo a sua teia De seus enganos, a história está cheia
Em tudo, o que causa mais repugnância É degradar do povo, a santa ignorância Vão assim se perpetuando no poder Enquanto o povo, a esperança vê perder
Até quando nos vão tirar o chapéu ! Só época de eleição, quando tiram o véu A chave de nossa porta está em suas mãos. Não elejam delinqüentes; sejamos cidadãos !
Vós que tendes na mão o destino da nação Acordai, não durmam no ninho da esperança A senda é tortuosa e a viagem trabalhosa Cuidais ver a luz, vossa cegueira em vão Falta-vos a terra sob os pés e confiança Para fazer esta nação, mais grandiosa
Irmãos do norte vitimados pela seca Outros no sul, massacrados futilmente Caindo ao chão, pela mão da crueldade O tenebroso véu do mal, corre ceca e meca E vós, que poderíeis conter essa corrente Deixais aumentá-la pela impunidade.
O fogo que abrasa, o nordeste dizima Pela incúria nas obras interminadas Os canais do velho Chico adormecidos Aos pés da seca, rio abaixo, rio acima Fruto de negras ilusões inexplicadas Mistérios não revelados e conhecidos
O nordeste segue a viagem dos desertos Na senda tortuosa do árido chão em fogo Apenas cáctus sobrevivem à cálida seca Os gados morrem, da fome não são libertos Inanimados, sem água e alimento, mais logo Não haverá sequer uma rés no sertão do jeca
Ao invés de ser perdida inutilmente A esperança desse povo nordestino Velho conto dos canais do São Francisco, Fazei correr água no árido chão. Ó gente ! Haverá sombras de arvoredo, novo destino E de novo o gado voltará ao aprisco !
No sul é preciso acabar com a bandidagem Que tornou-se um poder paralelo ao estado Fazendo justiça de verdade e não lorota. Diz que se condena, pura libertinagem Sem cumprir a pena, decreto negado E a impunidade gera novo pecado.
Que do sangue pelas ruas, em vão espalhado Não fique impune, o que o pranto derramou Os parentes das vítimas vertem lágrimas Que o olho humano não se ofusque ao lado E seja firme para com o degenerado Pelo seu destempero nas horas *agrimas
Ele não tem a menor comiseração Com a vítima que teve o azar de com ele cruzar E expelindo sua raiva, seu ódio e rancor No seio de sua ignorância indomável Torna-se bruto capaz de sua mãe matar Justiça! É o termo certo ao desamor !
Está em vossas mãos o povo fazer-se ouvir Seu clamor nas ruas bem o demonstrou Quebre-se a fronte, sem que caia o homem Tendes a lei em vossas mãos, podeis bulir A inércia far-vos-á retrato que sobrou Duma nação que os políticos consomem.
•Ódio; raiva Porangaba, 18/08/2013 Armando A. C. Garcia