A alma do poeta !
A alma do poeta ! A alma do poeta amargurada De tão exangue está desfalecida Não pode suportar esta parada Se, por tão grande chaga, foi ferida Só Tu, ó Deus! só Tu, de imenso amor Podes amenizar a dor não consentida E aplacar das têmporas o suor Frio das lágrimas da despedida Ouve Senhor, o clamor do meu peito Mitiga a dor que consome o coração Meu sonho de vida, já foi desfeito Ampara os últimos dias com afeição Sê Tu, para mim o amor perfeito Já que na vida, só tive enganação ! São Paulo, 13/07/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Lei 12830 de 20 062013 Substituiu a PEC 37
Lei 12.830 de 20/06/2013 - Substituiu a PEC 37 O indiciamento é privativo do Delegado de Polícia e não do Ministério Público O povo requer mudanças Mudanças mais radicais Que não fiquem na esperança E nas manchetes dos jornais O povo exige controle Nas despesas da nação Despertou! Já não engole Tamanha enganação Moral, ética, disciplina Com o bem público respeito. Com tapeação libertina À PEC 37, deram seu jeito No dia vinte de junho Lei, doze mil, oitocentos e trinta (12.830) Substitui-a em seu cunho Enganando o povo, na finta Abusiva, contraditória Ao anseio popular Que nas ruas fez história Para a PEC derrubar Indiciamento privativo Do Delegado de Polícia O M. P., fica inativo Conforme a lei da notícia Veja aí, minha gente Se se pode confiar Esse pessoal, só mente Além de nos rapinar Não sou eu que estou dizendo A TV dá em manchete E o Brasil só sai perdendo Essa chaga, é um ferrete O preço da gasolina É mais outro disparate O etanol é sovina Nem gasolina o combate O preço dos automóveis O dobro do Tio San Como somos ignóbeis Podemos deixar que roam Roam tudo em suas casas Não nas tetas da nação O povo já ferve em brasa Cuidado! São Paulo, 12/07/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Ouçam o clamor do povo
Ouçam o clamor do povo E, uma corja vil, bajuladora Aplaude sucessivos ditirambos A que preside, terrorista, outrora Cobiça o poder que atinge ambos Hoje, como eles é comprometida A desviar a atenção das multidões E sem que, na arena fosse pedida Quer fazer plebiscito, gastar milhões Fingindo não ter entendido a mensagem Das consecutivas manifestações Onde o povo reclama da libertinagem Dos gastos supérfluos e dos mensalões Quer em vão confundir nosso povo Que pleiteia mais saúde, educação, Segurança e real punição, que renovo Em pedido, que não fique sem solução ! Os comparsas em bando a acodem Porém, na luta acérrima, pertinaz Ao inacessível, a poeira sacodem Pois, duma solução, não são capaz À exceção do execrável nepotismo, Sem ética e sem caráter praticado No horizonte da nação há egoísmo Faz falta na alvorada o almejado Tirocínio da alma e sentimento Que dá luz e, a liberdade descerra Para ouvir os clamores a contento E sentir, o valor que ele encerra A violência tomou conta da nação. Requer ações concretas do Governo O povo sofre grande humilhação Nas mãos dos facínoras é subalterno Não se diminui a idade penal Mas o menor tem racionalidade Pra votar e eleger o poder central Pode matar, e estuprar à vontade Nada de mal lhe pode acontecer Se recolhido, saí sem nódoa na ficha Sem antecedentes criminais a esclarecer Por que ela não os relata, nós, se lixa ! O poder inibitório está enfraquecido É excessivo o número de mortos civis Parece que o povo foi esquecido A manchete policial, todos os dias o diz A legislação criminal está defasada Capenga, igual à repressão policial A reforma política, não foi cogitada O povo quer é liberdade racional Os índices de crimes são inaceitáveis Há falta de médicos e remédios, na saúde. Os gastos no futebol são intoleráveis E o povo grita de medo do ataúde Ouçam o clamor do povo e atenda-o Não façam ouvidos moucos de mercador Ao criminoso, malfeitor, prendam-no Segundo a lei da terra e do Criador A exuberância deste Brasil imenso Ao mal que o atinge, não pode calar-se Senhores ! usem todos o bom senso Não tentem no plebiscito um disfarce ! São Paulo, 04/07/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
Infinita tristeza !
Infinita tristeza ! Uma tristeza infinita Pousa no meu coração Minha alma está aflita Eu, perdido sem razão Uma turbação profunda Turba minha fronte calva Em farrapos moribunda Minha sorte, ninguém salva Entra em mim, e fica presa Essa tal de desventura Triste, triste, natureza Que me deu tão vil negrura Estes sinais definidos Por entre a gente avançam Deixam sulcos tão compridos Que nem as idéias descansam Porque tanto sofrimento Tormentos que não têm fim Só perdas e detrimento, Porque padecer assim ! São Paulo, 02/07/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Sem limite
Sem limite Como incrustada em onírica raiz Que nutre o coração e o faz feliz A saudade não tem limite nem hora Apodera-se de nós, muito embora Estejamos da vida descontentes, Os sonhos germinam qual sementes E estiolam qual fruto que maturou Ao sol estival e ninguém retirou E dos galhos da árvore fez seu leito Alinhavando no horizonte seu crepúsculo Qual ave, que migrando teve o peito Trespassado por flecha tão certeira Que caiu inerte, sem um músculo Que pudesse amparar sua caveira ! São Paulo, 01/07/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Encantadora Mulher !
Encantadora Mulher ! Tinha um magnetismo sedutor Força vital de enlevar ao amor Encantadora, suave formosura Linda e de angelical candura Tinha odor de substancial fragrância Ponto fundamental à substância. O coração puro, virginal, santo, Para dormir, ninado em seu manto Tinha tudo, que um homem almeja Dotada de beleza e muito encanto Mulher, de na rua fazer inveja. Eu, correria a natureza inteira À procura d’outra, de igual encanto Que inda estivesse livre e solteira ! Porangaba, 24/06/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Natureza morta
Natureza morta, Imagem da própria natureza morta, Figura que nem o sol a reconforta O tempo é inimigo incomplacente Corrói a matéria e a deixa doente Minada a saúde da criatura Tombando como a noite escura Infiltra-se na sua alma dorida Uma tristeza amarga indefinida Sua outrora admirável figura Não é mais que a sombra do passado Desmaiada por cândidas aventuras Ó natureza, como a tal consentes Qu’em nódoa escura seja sepultado O viço de outrora, nos presentes ! Porangaba, 24/06/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Tapar o Sol com a peneira
Tapar o Sol com a peneira Salvo o devido respeito, por melhor opinião. A manifestação de dona Dilma, a presidente, De plebiscito, pra alterar a constituição Afasta-se daquilo que o povo quer e sent Ao aventar por ampla reforma política Tira do pensamento almejado a esperança Do povo, qu’numa situação demasiado crítica Clama por saúde, educação e segurança ! Qual estorvo, o aventado à circunstância Assemelha-se a uma barreira à pretensão Do clamor expressado com jactância Nas ruas de todas às cidades desta nação Clamou por justiça, saúde e educação O grito de alerta deste povo Brasileiro, Por Segurança e um fim à corrupção Não foi de reforma política, mensageiro A cidadania é direito de grande dimensão Atualmente muito, muito mal representada O povo saiu à rua desta grande nação Para clamar pelo justo e o conforme à lei Vez que seus representantes quedam-se inertes Vendo o povo, sem as básicas necessidades Sendo vilipendiado, dizimado até por pivetes Nada lhes acontece, em razão de poucas idades Gastam-se milhões em estádios de futebol Há falta de escolas, de hospitais, de segurança O povo cansado, saiu às ruas no semancol Protestando e enfrentando a polícia à lança Exigindo maiores rigores na apuração Dos recursos públicos, face à malversação Do descaminho, do peculato, e da inação Em que parece adormecida a elite da nação . Ouçam pois, senhores deputados e senadores A voz do povo que clama por seus pétreos direitos Não tolham, e nem bloqueiem seus clamores Pois além das circunstâncias, são seus eleitores ! A insatisfação, gera dúvida, desconfiança Mostrem a garra do futebol na chefia da nação O povo clama, e a voz do povo é de esperança, Esperança que se traduza em vossa compreensão Que não fique no tinteiro, como ficou o mensalão Que julgado pelo Supremo, a ele mesmo recorreu O que significa que nem ele tem poder de decisão. Que país é este, se tudo nele, parece que feneceu! Porangaba, 25/06/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
Prosaica comparação
Prosaica comparação Oculta o sofrimento à natureza Do negro pesar triste e profundo Arrancado à felicidade do mundo Na estrada palmilhada de tristeza Oculta que tua alma entristecida No desalento que aniquila a alma E nesse abatimento, tenha calma Aguarda no além contrapartida Abstraindo desse termo o abstrato À unicidade d’alma está ligada Leitor, não fique pois estupefato Com a doutrina da reencarnação Circunstância que ora foi projetada Nesta mais prosaica comparação ! Porangaba, 23/06/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
A transcedência
A transcendência Difícil compreender a transcendência Do Criador em relação à criatura A forma imprecisa por excelência Ao crivo de nossa mente *tatura De natureza simples, rudimentar Onde o subconsciente ainda é latente Incapaz de aquilatar e apurar As particularidades à sua frente Conquanto assinalem um progresso Nossas idéias falsas ou exatas Não têm pura consciência ao acesso Do banco de dados espiritual Lampejo de luz, faculdade inata Que só foi dado ao plano celestial ! · Que apalpa Porangaba, 21/06/2013 Armando A. C. Garcia Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com