Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
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A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

69

O Vento

O Vento 

E o vento, o que o vento passa... 
Entre nuvens de espessa fumaça 
Ninguém sabe, ninguém, jamais, viu! 
Ninguém quer saber o que ele sentiu. 

E o vento, lento ou forte se desloca 
Bruma suave, ou rajada que passa 
O vento não pára um só momento 
É como no homem o pensamento. 

E o vento alando-se ao infinito 
Levado por um sonho bendito 
Sem saber se o que lá o espera, 
Se miasmas, nuvens, ou cratera 

E na sua missão nobre e boa 
Em que afasta a trovoada que ecoa 
Também, leva a semente caída 
Que dará vida a outra vida. 

E o vento que parece mau e inútil 
Todos o encaram como coisa fútil 
Entretanto afasta as miasmas de doenças 
A fumaça e a poluição intensas 

Armando A. C. Garcia 
S. P. 04/10/1964 (data da criação)

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107

Àrvores

Àrvores 

Árvores velhas, seculares, árvores fortes, 
Que dais sombra e descanso aos viandantes, 
Que dais frutos e dais flores vicejantes, 
Árvores pequenas e grandes, de todos portes 

Árvores que abrigais as avezinhas 
Que sois o berço dos poetas voadores 
Onde canta o rouxinol, entre as flores 
E gorjeiam o sabiá e as coleirinhas 

Árvores frondosas, riqueza natural 
Sois a beleza dos campos e do jardim 
Atavio profícuo das selvas sem fim 
A maior de toda a beleza universal 

Árvores grandes, troncos nus, verdes ramos 
Onde os melros e as rolas fazem ninho 
O sábia, o pintassilgo e o canarinho 
E outros mais que aqui nós não citamos 

Árvores pequenas, lindas e floridas 
Perfumadas, e com frutos naturais 
Coqueiros, cajueiros e laranjais 
Árvores verdes, amarelas e garridas. 

Árvores, árvores fortes que sois vida 
Troncos que dais madeira, que dais borracha, 
Troncos que dais cortiça, que dais a acha 
Árvores que dais as vidas, de vossa vida. 

Armando A. C. Garcia 
S.P. 23/09/1964  (data da criação)

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111

O Pastor

O Pastor 

Humilde, simples, homem camponês 
Guiado pelo sol e pelos astros 
Ele leva seu gado para os pastos 
Do acúleo terreno montanhês 

Desde o romper da aurora ao por do sol 
Atravessa prados e serranias 
Sem ir ao povoado passa dias 
Vivendo em seu mundo, sem escol. 

Coração simples, alma ingênua a sua 
Que não maltrata, que não critica 
Não joga, nem sabe de política 
Só almeja o sol, e à noite a lua 

Tem de dia os mansos cordeirinhos 
E o gorjeio poético das aves 
O sussurro suave pelos ares 
Do vôo manso dos passarinhos 

Tem o verde dos prados, tem as flores 
O olor do alfazema e do alecrim 
O aroma do lírio e do jasmim 
Matizando os prados multicores. 

Armando A. C. Garcia 
S.P. 12/08/1964 (data da criação)

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111

Pé de Chumbo

Pé de Chumbo 

Os ferros serão retorcidos, quebrados 

Das grades frias de cadeias e prisões 
Não haverá mais severas punições 
Como não haverá eternos condenados. 

Os espíritos do umbral, serão afastados 
Da face da terra para um novo planeta 
Numa missão expiatória de capeta! 
Ao tártaro niilismo condenados... 

Como os homens primitivos das cavernas 
Pleurisseculares íncolas da terra... 
Cruéis, sanguinários, sedentos de guerra 
Serão sua índole, suas regras internas 

Do Pé de Chumbo, primitivos habitantes 
Planeta esse que em órbita já entrou 
E o homem, ainda, não qualificou... 
Por ficarem suas rotas tão distantes. 

Se os homens prestarem atenção nos pólos 
Verão que o eixo da terra se abalou 
E o clima bastante se modificou 
Como podem comprovar os próprios solos. 

Mas quando esse planeta se for aproximando 
Serão pela força magnética atraídos 
Para serem do seio da terra expungidos 
Esses espíritos que Deus está separando. 

Aí separar-se-á o joio do trigo 
Como está escrito nas velhas profecias 
Como o anunciou o próprio Messias 
E como meus irmãos hoje, eu vos digo. 

Haverá na terra grande transformação 
O homem praticará o evangelho 
Haverá respeito pelo moço e pelo velho 
E da gula e da ganância abolição 

Não haverá espíritos perturbadores 
Todos querer-se-ão como irmãos 
Porque Deus os separou com suas mãos 
E a ajuda dos espíritos Superiores. 

Armando A. C. Garcia 
São Paulo, 27/07/64 (data da criação)

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123

Bem-vinda sejas

Bem-vinda sejas 

Pétalas de flores brotarão à tua passagem 
Olor de perfumes cobrirão a aragem 
E impregnarão lá no alto os feitos teus 
Para toda a eternidade, habitares os céus. 

Tua alma áptera alar-se-á ao infinito 
Onde os anjos, os íncolas celestiais 
Terão para ti, honras e glórias divinas 
Pelo teu viver cheio de paz e bendito. 

Gozarás de toda a glória, de toda a ventura 
Que por séculos e séculos, nos céus perdura 
Para as almas pulquérrimas e benfazejas 
E como a tua, também é. Bem-vinda sejas. 

Armando A. C. Garcia 
São Paulo, 29/06/1964 (data da criação)

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104

VISÃO DO FUTURO (soneto)

VISÃO DO FUTURO 

Avancei minha janela do tempo, 
Projetei minha visão no futuro ! 
Visualizei não um mero passatempo... 
Mas sim um porvir ainda muito duro ! 

Não foi bom ter ultrapassado a janela 
O preço que se paga pela inobservância 
Às regras imutáveis de nossa estrela 
É um pesadelo na alma, que causa ânsia. 

Significou minha grande decepção 
Ter cruzado as fronteiras invisíveis 
Quisera eu, não tê-las ultrapassado. 

Teria afastado este fantasma do meu lado. 
É no que dá, querer metas impossíveis... 
Carregar medo e uma grande frustração. 

São Paulo, 19/05/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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200

SERÁ ! ... (soneto)

SERÁ ! ...

Pé ante pé, com o coração partido
Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...

E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida

Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho

Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso

São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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207

Forças da Afeição (soneto)

Forças da Afeição

De vis amores tenho a alma consumida
Contingência de dedução de razões
Que exsurgem na mente tão sofrida
Olhando a fria noite, sem opções

De tantos amores o que me resta agora
Senão desilusão, descontentamento
Por ter experimentado, o que foi bom, piora
Ante a solidão, aumenta o meu tormento

Quem não sofre, sem o mal de si ausente
Por mais rara que seja tal ironia
Nunca saberá o que minha alma sente

No sentir noutro amor, noutra esperança
O doce tempo que a saudade faz lembrança
Hoje caduco, débil, cheio de agonia.

São Paulo, 08/05/2005 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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269

Capeta

Capeta


Ó tu, que andas a esmo nas sombras oculto
Porque não vens trazer à luz tua sabedoria?
Acaso é medo? vergonha ou cobardia!...

Ó tu, que te dizes ser douto nas magias
E vives às expensas de embustes e trapaças
Não adianta disfarçar, porque, não disfarças.

Ó tu, que no mal assentas o teu reinado.;
Num poder ignóbil, sóbrio, tenebroso,
Teu vil caráter de um mortal vergonhoso.

Ó tu, audaz capeta, vil salafrário
Que só na desgraça encontras tua ventura
E tua glória, na tua mísera diabrura.

Ó tu, hei!...ó vós, oh! almas endurecidas
Diabos. Segundo a crendice popular
Nunca é tarde, vinde!... vinde!... vamos orar.

São Paulo, 25/06/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Poder

Poder


Poder, ó vil paixão, ó ambição,
Ó deleite opulento, vil magia.
Ó cátedra, ó cedro da mania
Que, arrastas o homem à perdição.

Poder ó grandeza vá, ó inglória,
Ó anelo veemente dos mortais.
Ó aferro adido aos anais
Que, relatam os nomes na historia

Poder, ó atavio, ó adorno,
Ó orgulho, vaidade de mandar.
Ó egoísmo déspota de reinar
Onde a glória perde-se no suborno.

Poder, ó vil auréola, ó fama,
Ó cobiça, ó plexo de mazela.
Ó esplendor, ó brilho de donzela
Que, a vaidade arrasta à lama.

Poder, ó vil desejo que, jamais,
Ergueste a bandeira da vitória,
Para tanto olhemos a história,
Onde só vemos tiranos irracionais.

São Paulo, 13/06/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....