barroso

barroso

n. 2004 BR BR

meus pés ficam no chão, pisando descalços sobre a terra...

n. 2004-01-07, Barueri

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Nós somos árvores

Acredito que
as folhas são majestades 
as árvores usam coroas
e ás vezes formam coisas

Verdes folhas caem no chão
E são pisadas pela multidão
[decepção 
esse nosso mundão

As árvores são grandes historiadoras
elas crescem, florescem
secam, caem
E andam, as árvores andam

Há as cor-de-rosas
violetas, amarelas, laranjas
verdes, marrom, tons de azul
Verdadeiras herdeiras do tronco

Elas usam vestidos
batons
sapatos
e brincos

Dos saltos das raízes
Até o alto do topo do último galho
Aonde se encontra o coroado
Denominado, desapontado

Milhões de pessoas passam por elas
todos os dias
e elas nunca recebem nem se quer
um: “olá dona árvore, tenha um bom dia!”

As árvores choram, se sentem odiadas
elas são machucadas
abandonadas
por esses caras que não valem nada

Você acha que as árvores estão paradas
mas elas estão apenas plantadas
e se você olhar em volta
São elas que dominam a parada

Somos frutos
E deveríamos honra-las
beija-las das raízes
até o coroado

E agora falando sério
você tem que se prometer
que a próxima árvore que esbarrar no seu caminho
você deve tratá-la com o maior carinho
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Poemas

2

Apenas Isso

me pego admirando
o onirismo presente
em seu profundo 
interior herodico 

um toante
abacharelado
vosmicê
fantasiado
161

Vinho Barato

Ela
quatro indivíduos 
um álcool 
e um cigarro

Um vômito
um incômodo 
uma mentira 
baita alma vazia 

Um banheiro
uma fila
eu apenas sou
uma menina

Me virando sozinha
segurando a pia
deitada no chão 
sem companhia.
148

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