Brisa Letieres

Brisa Letieres

n. 1996 BR BR

não são poemas, são pedaços de mim

n. 1996-09-30, Rio de Janeiro

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Amante do Carrasco

É um ciclo, é uma repetição, uma monotomia.
Tão previsível, tão deprimente.
Esse ciclo, cada vez que roda, me destroi, me consome, me mata.
Morro a morte em ciclos.
Sejam pequenas mortes ou mortes dolorosas o fato é que eu morro.
Morri esses dias, nos braços de um outro alguem,
e assim que livre, restava apenas a usual solidão.
Na raiva de tentar quebrar o ciclo,
tomo de novo o caminho do abatedouro em um outro leito,
e tiro minhas roupas como quem dá-se ao carrasco,
e novamente dou meus ultimos passos no corredor da morte.

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Poemas

1

Desamor

O teu corpo pálido,
junto ao meu.
Ambos congelados,
nesse invernal breu.

Presos em um amor frio,
infelizes, 
confinados a este pacto sombrio.

Seguimos juntos no escuro,
sem caminho, nem rumo.
Os malditos amantes;
sem amor,
avançam delirantes.
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Comentários (3)

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alequi

Teus poemas representa o meu pensar. *-* Lovely

larymayne

Esses seus pedaços de você são tão lindos e profundos, carregam sinceridade e se torna cativante. Parabéns, esses pedaços de você pode muito bem traduzir os pedaços de muitas outras pessoas. Sucesso na sua carreira!

anarchy

Porquê se um dia você juntasse todos os cacos, seria inteira de novo. Gostei dos versos!