Bruno J. Carmo

Bruno J. Carmo

n. 1996 BR BR

Bruno José do Carmo, Bruno J. Carmo ou simplesmente Bruno Carmo é um Musico Compositor e Poeta brasileiro, nascido em Santos Dumont, Minas Gerais. Viveu em Lisboa, Portugal, onde teve contato com poetas portugueses, e inspiração para "Sadacse" seu poema de maior sucesso.

n. 1996-05-21, Santos Dumont - Minas Gerais

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Abril

Quando nosso mundo,
Real se tornar,
Metade do mundo
Não poderá mais sonhar

De uma ponta a outra
É difícil alcançar
Quantos estão cativos
Para não grassar

Como uma negra,
Uma negra vizinha
Que há não muito tempo
Muitas almas levaria

Os 4 cantos
Impetram indulgência
A um ser divino,
Que já não tem tanta clemência

Aos descamisados
Que não tem onde deitar,
Lhes faltará sustento quando isso, aqui chegar

Quando nosso mundo,
Real se tornar,
Que a outra metade
Continue a sonhar.

 ~Bruno J. Carmo
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Poemas

7

Ternura

Nas palavras de amor eterno
perdeu-se o que era belo
tornou-se confuso
o que antes era singelo

Aquilo que vem da alma
algo simples e genuíno
a chave que nos acalma
que completa o destino

Como chuva de verão
o entusiasmo do coração
faz-se confundir
a ternura e a excitação

A vivencia verdadeira
que causa comoção
não é algo ligeiro
afeto sem ligação

E na mais pura euforia
é preciso acreditar
que um dia encontre em nós
refugio e alegria
176

Prateleira

Na prateleira mais alta
onde guardo meu arroz,
a um lugar vago
que preencherei depois

Olha a prateleira
a procurar o velho branco
pois me vem a lazeira
e isso me causa espanto

Dos caroços de café
que encontrei pelo chão
jogarei mais tarde 
lá na plantação

Lá no espojeiro,
bem no coração
ataca uma praga 
ainda sem solução

Não sei se vou daqui pra lá
ou se velho de lá pra cá,
mas tenho a certeza de que
não quero voltar.
200

O Melhor de Júpiter

Me recorda a lembrança
daquele bela lua 
que me enchia de 
esperança

Numa tarde fria
pouco aconchegante 
reprimia o brilho
que por mim sentia

Nos pensamentos 
vem a efervescência 
do passar do tempo
que nos afungenta

Atuação primaveril 
fascina, atrai todos
os sentidos
causando o fastio

E o olhar trivial 
do conjunto racional
causa dor,
e um futuro infernal.
286

Sadacse

Noites de escadas
decai sobre mim
Não acho a escada
Que deixei por ai

Como posso viver
Se não tenho uma
Escada para me
Proteger?

Anos de degraus
Subindo e descendo
Algo mudou o que
Está havendo?

Se não tem vossa escada
Não tem preocupação
De nenhuma escada
Irá quebrar o coração

Olho para cima
Olho para baixo
Falta o degrau
Nesse pequeno espaço

Noites;
Dias sem explicação

 ~Bruno J. Carmo
232

Abril

Quando nosso mundo,
Real se tornar,
Metade do mundo
Não poderá mais sonhar

De uma ponta a outra
É difícil alcançar
Quantos estão cativos
Para não grassar

Como uma negra,
Uma negra vizinha
Que há não muito tempo
Muitas almas levaria

Os 4 cantos
Impetram indulgência
A um ser divino,
Que já não tem tanta clemência

Aos descamisados
Que não tem onde deitar,
Lhes faltará sustento quando isso, aqui chegar

Quando nosso mundo,
Real se tornar,
Que a outra metade
Continue a sonhar.

 ~Bruno J. Carmo
294

O Sonho de Orince

Lá se foi a esperança
de um dia registrar
o instante especial que
um dia ousei sonhar

Lá vem o som que me
faz chacoalhar, levando
essa dor embora, deixando
em mim a paz reinar

Um sorriso escondido
no fundo da essência
que não responde a dor
em sua consciência

Mesmo estando longe
não posso aceitar
que me levem embora
o que muito custei sonhar

Medo de viver,
medo de sonhar,
medo de morrer
ou de acreditar?

Do meu Sonho de Orince
continuo a esperar
mesmo que não venha
não deixarei de sonhar.

 ~Bruno J. Carmo
262

Pensamento

Quanto mais sou honesto, mais corrupção me aparece.
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