Carla Furtado Ribeiro

Carla Furtado Ribeiro

n. 1977 PT PT

Poetisa

n. 1977-06-13, Coimbra

Perfil
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EM SILÊNCIO

Em silêncio tudo está pacificado.
Só o vento,
De folha em folha deambula,
Como um anjo alado ...


Ler poema completo
Biografia
CARLA FURTADO RIBEIRO começou a escrever poesia aos 13 anos de idade e publicou recentemente o seu primeiro livro, Em silêncio, pela Chiado Editora. Dele constam três poemas selecionados para duas antologias de poesia portuguesa contemporânea. Em 2016 foram publicados três poemas seus na Revista Científica de Literatura, Cultura e Arte Letras ConVida, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Carla Furtado Ribeiro é licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra e exerce advocacia. Para além da criação poética, cultiva com igual esmero a criação musical. Alguns dos seus poemas podem ser lidos no blogue Imitação da vida.

«A sua obra impressiona pela suavidade e pela luminosidade, num tempo em que a alma poética tende para cromatismos mais carrancudos e formas disformes. Há um efectivo prazer em ler esta poesia, que se retira da musicalidade encantatória dos versos, das harmoniosas e engenhosas alquimias rítmicas, fónicas, semânticas e lexicais, das surpreendentes nervosidades metafóricas, da primorosa selecção vocabular, da profundidade e complexidade das ideias, do fulgor e da limpidez das texturas cromáticas. Uma poesia enxuta e solar que prende o real e nos prende. A escrita, embora capciosa como convém ao artifício poético, é fluída, dúctil, grácil, a cavalo entre a tradição e a inovação. Podemos dizer que a sua poesia é leve, mas, nunca ligeira. Leve na palavra, leve na estrutura, leve no movimento, mas densa e bem assente em ideias de timbre existencial, metapoético e espiritual. » in Revista Letras ConVida, 2014-2016, Fac. Letras da Univ. Lisboa

Poemas

3

ATRAVESSO O TEMPO COMO RIOS

Atravesso o tempo como rios atravessam leitos
Em pasmos alternados de alegria e lassidão 
E na perfeição da água sou apenas
Gota oferecida ao sacrifício da terra
Rebrilhando 
                    atónita 
                                 no lago da imensidão
 
960

O POEMA DORME NO SILÊNCIO

O poema dorme no silêncio e depois
Sobe devagar às fontes do esquecimento
Até que te recordes das palavras e as 
Destiles em versos caudalosos
De assombro ou de ternura.

E pede-te que sangres as palavras 
E delas colhas as raízes do que existe:
As amoras nas polpas dos teus dedos, 
As bagas das romãs ruborizando a terra, 
A dança inocente dos noivos prometidos,
As ondas vagueando na sua paz austera,
Os cavalos eriçando suas crinas voluptuosas
E a vida trespassada de rotinas imperiosas

E o poema emerge da comunhão 
Do poeta com a amorfa voracidade dos dias 
E é raiz e caule que sustém o mundo nas 
Palavras sem as quais o mundo nem sequer existiria
 
979

TERRA DA ALEGRIA

Para Ruy Belo.
-
Vê que singeleza há na aurora
Que irrompe defronte da janela
(Singela e trágica
Em cores esvaindo-se)
Inundando de claridade a terra inteira.

Traz falas da noite - a insondável…-
Quando emerge vem pesada
Vem secreta
Reinar – e reina! – sobre a Terra da Alegria...

 
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Comentários (4)

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maria silva
maria silva

Lindas,são segmentos da alma

maria silva
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Poesias de alma e coração

Dinorá.
Dinorá.

todas lindas, lindas poéticas poesias

Honório Roque

Adorei tua poesia, em especial Aldeia e Tu minha árvore sem nome.