carlos.vilarinho

carlos.vilarinho

n. 1964 -- --

Poeta e advogado, residente em Palmeira das Missões, RS. Pai de Ícaro, Martim, Ana Clara e Théo.

n. 1964-01-22, Palmeira das Missões

Perfil
5 294 Visualizações

Quebra-cabeça


Quando aperta
Troco o assunto
(a mão aberta
que pague a conta)
Quem quiser
Que venha junto
É um quebra-cabeça
Mas a gente monta
Ler poema completo

Poemas

29

O xis da questão

Extrapolo o meu léxico
Pelo teu amplexo

Dói no plexo
Como é complexo

Sentimento reflexo
No estômago – sem nexo

Solar ou convexo
O drama segue anexo
179

Poesia calculada

Diz o verbo enxuto
Amor
É fator e é produto
202

Sei qual o preço


Ainda tenho
O sentimento
Quase inteiro
Você, o meio

Ainda quero
O quanto quiseres
O pouco que deres
Um oi, um bolero

Ainda sonho
Quase te peço
Quase proponho
Mas emudeço

Sei qual o preço
180

Eles


Ela escuta Bach
Ele toma birita no bar

Ele a viu
Na sombra do jatobá

Ela ditava o ritmo
Ao som do maracá

Nele sentimento lídimo
Nela quiçá

Ele sonha febril
Ela garante que virá

Ela espera um mimo
Ele jura que trará

Ele sabe que dará
Ela não quer arrimo

Nela tá no imo
Nele será
204

Sonetinho de rodapé


Teria sido na sacristia
Entre arroubos e fé
Ela uma rapariga pia
Ele pura alegria – evoé

Em tempo de carestia
Só o doce do capilé
Salva desta monotonia
Tal honrado abaeté

Esforço não se media
Pro sol tinha o boné
A prática vira teoria

Na mesa puída do café
E a história da abadia
Ficou para o rodapé
182

Ilusões



Na miscelânea
Dos olhos

Encantados

Um mosaico
De ilusões perdidas
187

Ideia torta


Só a poesia suporta
Ideia torta
Que cada verso exorta
197

na rua


cai da quina
da lua
no chão da tua rua
208

Salvador



Puro ou imundo
Um poema
Ainda vai salvar o mundo
180

Samurai


Era black tie
Esqueci. Fui samurai
Rimei num haicai
180

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.