Quando aperta Troco o assunto (a mão aberta que pague a conta) Quem quiser Que venha junto É um quebra-cabeça Mas a gente monta
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Quadrinhas dispersas
i. Seria a suspeita Uma via um caminho Dúvida à espreita Na ponta do espinho ii. Se a lua tão cheia Irrompe a janela No meio da ceia Qual é que é a dela iii. O rapaz tão galante Nunca em desalinho Vai com jeitinho Com a moça elegante iv. Menina que sonha Acorda radiante Não lava a fronha Que ideia brilhante v. O senhor de respeito Tinha um só defeito Se achava um bacana Da história romana vi. A velha sem memória Escondia os fatos Contava os gatos E os tempos de glória vii. O sol vem corado De ruge na face E eu no arado Na nossa interface viii. São versos dispersos Pedindo arrego No universo perverso Que não dá sossego
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Aldravia
cativo volitivo ermitão vagante tão elegante
vila
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Sofistas
Salta faísca Do verso que se rabisca Eis a isca Pra se pegar a bisca
Faça uma lista Pra não esquecer a pista O preço é a vista Pra se manter na crista
O que é real belisca Enquanto dista Na contramão se arrisca O estranho idealista
Cada um, um sofista Da ideia arisca Vem a nova conquista E a menina pisca Quando passa o artista
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Poema enxuto
Poema enxuto Seco ao sol
Marcado no tarol Ritmo resoluto
Menina de luto Dói o terçol
Tudo no rol Do verso soluto
Nem o rouxinol Tem salvo conduto
213
Trovinha
Afrouxamos no peito Angústias do destino O que não tem jeito Vira tango argentino
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vida teimosa - num quase soneto
era apenas rebeldia feita lucidez e magia aprendeu com o vento que a vida vicia
escondia o que doía em versos de alforria para dar vazão a dor que na tez corria
não é uma confissão este sentimento vão vazio e interrogação
vil vida tão teimosa entre poesia e prosa na sua rota tortuosa
192
Mesa posta
Na mesa posta O apetite resiste A cabeça insiste Noutra resposta