carlos.vilarinho

carlos.vilarinho

n. 1964 -- --

Poeta e advogado, residente em Palmeira das Missões, RS. Pai de Ícaro, Martim, Ana Clara e Théo.

n. 1964-01-22, Palmeira das Missões

Perfil
5 224 Visualizações

Sofistas

Salta faísca
Do verso que se rabisca
Eis a isca
Pra se pegar a bisca

Faça uma lista
Pra não esquecer a pista
O preço é a vista
Pra se manter na crista

O que é real belisca
Enquanto dista
Na contramão se arrisca
O estranho idealista

Cada um, um sofista
Da ideia arisca
Vem a nova conquista
E a menina pisca
Quando passa o artista
Ler poema completo

Poemas

29

Sofistas

Salta faísca
Do verso que se rabisca
Eis a isca
Pra se pegar a bisca

Faça uma lista
Pra não esquecer a pista
O preço é a vista
Pra se manter na crista

O que é real belisca
Enquanto dista
Na contramão se arrisca
O estranho idealista

Cada um, um sofista
Da ideia arisca
Vem a nova conquista
E a menina pisca
Quando passa o artista
235

Quadrinhas dispersas




i.
Seria a suspeita
Uma via um caminho
Dúvida à espreita
Na ponta do espinho
ii.
Se a lua tão cheia
Irrompe a janela
No meio da ceia
Qual é que é a dela
iii.
O rapaz tão galante
Nunca em desalinho
Vai com jeitinho
Com a moça elegante
iv.
Menina que sonha
Acorda radiante
Não lava a fronha
Que ideia brilhante
v.
O senhor de respeito
Tinha um só defeito
Se achava um bacana
Da história romana
vi.
A velha sem memória
Escondia os fatos
Contava os gatos
E os tempos de glória
vii.
O sol vem corado
De ruge na face
E eu no arado
Na nossa interface
viii.
São versos dispersos
Pedindo arrego
No universo perverso
Que não dá sossego
182

Aldravia


cativo
volitivo
ermitão
vagante
tão
elegante

vila
163

Quebra-cabeça


Quando aperta
Troco o assunto
(a mão aberta
que pague a conta)
Quem quiser
Que venha junto
É um quebra-cabeça
Mas a gente monta
165

Trovinha



Afrouxamos no peito
Angústias do destino
O que não tem jeito
Vira tango argentino
164

Pelo rio


Verso vivo
Vem do rio

Na margem vazia
Atraca a poesia

Bem na hora
Da ave-maria
186

Lua fina



Uma lua fina
Sorria
Escondida na esquina
154

Poema enxuto


Poema enxuto
Seco ao sol

Marcado no tarol
Ritmo resoluto

Menina de luto
Dói o terçol

Tudo no rol
Do verso soluto

Nem o rouxinol
Tem salvo conduto
211

O xis da questão

Extrapolo o meu léxico
Pelo teu amplexo

Dói no plexo
Como é complexo

Sentimento reflexo
No estômago – sem nexo

Solar ou convexo
O drama segue anexo
177

Poesia calculada

Diz o verbo enxuto
Amor
É fator e é produto
197

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.