Quando aperta Troco o assunto (a mão aberta que pague a conta) Quem quiser Que venha junto É um quebra-cabeça Mas a gente monta
173
Trovinha
Afrouxamos no peito Angústias do destino O que não tem jeito Vira tango argentino
166
Aldravia
cativo volitivo ermitão vagante tão elegante
vila
164
Quadrinhas dispersas
i. Seria a suspeita Uma via um caminho Dúvida à espreita Na ponta do espinho ii. Se a lua tão cheia Irrompe a janela No meio da ceia Qual é que é a dela iii. O rapaz tão galante Nunca em desalinho Vai com jeitinho Com a moça elegante iv. Menina que sonha Acorda radiante Não lava a fronha Que ideia brilhante v. O senhor de respeito Tinha um só defeito Se achava um bacana Da história romana vi. A velha sem memória Escondia os fatos Contava os gatos E os tempos de glória vii. O sol vem corado De ruge na face E eu no arado Na nossa interface viii. São versos dispersos Pedindo arrego No universo perverso Que não dá sossego
188
Sofistas
Salta faísca Do verso que se rabisca Eis a isca Pra se pegar a bisca
Faça uma lista Pra não esquecer a pista O preço é a vista Pra se manter na crista
O que é real belisca Enquanto dista Na contramão se arrisca O estranho idealista
Cada um, um sofista Da ideia arisca Vem a nova conquista E a menina pisca Quando passa o artista
238
Lua fina
Uma lua fina Sorria Escondida na esquina
157
Poema enxuto
Poema enxuto Seco ao sol
Marcado no tarol Ritmo resoluto
Menina de luto Dói o terçol
Tudo no rol Do verso soluto
Nem o rouxinol Tem salvo conduto
213
Pelo rio
Verso vivo Vem do rio
Na margem vazia Atraca a poesia
Bem na hora Da ave-maria
190
Ilusões
Na miscelânea Dos olhos
Encantados
Um mosaico De ilusões perdidas
187
Sei qual o preço
Ainda tenho O sentimento Quase inteiro Você, o meio
Ainda quero O quanto quiseres O pouco que deres Um oi, um bolero
Ainda sonho Quase te peço Quase proponho Mas emudeço