Poemas
29O xis da questão
Extrapolo o meu léxico
Pelo teu amplexo
Dói no plexo
Como é complexo
Sentimento reflexo
No estômago – sem nexo
Solar ou convexo
O drama segue anexo
Pelo teu amplexo
Dói no plexo
Como é complexo
Sentimento reflexo
No estômago – sem nexo
Solar ou convexo
O drama segue anexo
178
Sei qual o preço
Ainda tenho
O sentimento
Quase inteiro
Você, o meio
Ainda quero
O quanto quiseres
O pouco que deres
Um oi, um bolero
Ainda sonho
Quase te peço
Quase proponho
Mas emudeço
Sei qual o preço
179
vida teimosa - num quase soneto
era apenas rebeldia
feita lucidez e magia
aprendeu com o vento
que a vida vicia
escondia o que doía
em versos de alforria
para dar vazão
a dor que na tez corria
não é uma confissão
este sentimento vão
vazio e interrogação
vil vida tão teimosa
entre poesia e prosa
na sua rota tortuosa
192
Sonetinho de rodapé
Teria sido na sacristia
Entre arroubos e fé
Ela uma rapariga pia
Ele pura alegria – evoé
Em tempo de carestia
Só o doce do capilé
Salva desta monotonia
Tal honrado abaeté
Esforço não se media
Pro sol tinha o boné
A prática vira teoria
Na mesa puída do café
E a história da abadia
Ficou para o rodapé
180
Uma ária
Entoava uma canção
Uma ária –
Calei
Bateu solidão
A cantiga
Ordinária
Antiga via de expiação
Soou solidária
Ao pesar do coração
Melodia liga
Traz o sonho pela mão
Dia desliga
Vai a vida num escorregão
Poesia não tem alvo
Vejo no espelho
Calvo
São e salvo
Ressalvo
Você
De salto alto
Novo sobressalto
Assalto no teu cachê
Letra formiga
Respinga outra canção
Sineta que intriga
Lateja sem ter vazão
187
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.