Carol Albuquerque

Carol Albuquerque

n. 1987 BR BR

Em busca de saber que sou! Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar Friedrich Nietzsche

n. 1987-04-07, São Paulo

Perfil
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O Sábio


Ler tudo que conseguir
Aprender tudo que desejar
Nada disso valerá
Se sem virtudes andar.
Ler poema completo
Biografia
Nascida em São Paulo, Licenciada em Filosofia, estudante de Pedagogia.

Poemas

10

Mágoa


Mágoas em semente.
Plantada no consciente.
Regada todos os dias.
Para fruto dar.

Após o nascimento.
Exala seu perfume.
Se espalha sobre os cumes
Tentando influenciar.

Seu cheiro desagradável.
Se torna insuportável.
Lamentos são ouvidos
Quando ele esta no ar.

Pode ser tóxico ou incurável.
Se você o inalar
Caso plante essa semente
Preso a ela estará.

Carol Albuquerque – 18/07/2019 São Paulo / SP
240

Decadente


Como podes tu, ó ser mortal.
Levar a vida de um imoral.
Deixar na penúria os dias de sol.
Levando aos ventos seus maus pensamentos.

Como podes tu, deixar passar.
Os dias de luz se apagar.
Os dias de alegria se findar.
E na amargura se firmar.

Como podes tu, se deleitar.
Com luxurias, preguiças e cobiças.
Em areia movediça.
Deita-se sem pressa e sem medo de afundar.

Como podes tu, que um dia predestinado à grandeza.
Se põem a mesa com a escória que se rasteja.

Refuta-te a ti mesmo.
Que os Deuses em lampejo.
Possa te ajudar.

Ó pobre alma decadente.


Carol Albuquerque – São Paulo 17 de Julho de 2019
295

O Sábio


Observe os pensamentos.

Não se deixe levar por lamentos.
E quando a cabeça parar de falar.
Curado estará.
 

Carol Albuquerque
256

Meu amor!


Percebi na solidão.
Que é cheio o meu coração.
Se em minha contemplação.
Consigo tocar suas mãos.

Percebi que os filósofos tinham razão.
De nada vale um coração sem alguém para aquecer.
E nesse devaneio me deixo envolver.
E sei que nada me valeria nessa vida.
Se a minha existência não fosse atrelada a você.

Diz pra mim por que és tão formosa.
Roubastes a beleza das rosas?
Não há nada dentro de minha percepção, que defina a sua perfeição.

Quem me dera fosse possível.
Nessa vida de quimera.
Pudesse eu deixar tudo que me afastas do seu olhar.
E juntos em todos os momentos.
Pela eternidade passear.
 

Carol Albuquerque
268

O Sábio


Ler tudo que conseguir
Aprender tudo que desejar
Nada disso valerá
Se sem virtudes andar.
271

Inconsciência


Sem cheiro.

Sem amor.
Sem lamento.
Vazio por dentro.

Aos prantos.
Numa planta.
Sempre Santo.
Sempre Santa.
Para não incomodar.

Meus Cigarros.
Suas Pontas.
Nos aponta, por onde andar.

Meus sentimentos
Seus lamentos.
Andam juntos na ciranda.



Carol Albuquerque
268

Psicose


Estonteante ela se move a procura de uma presa.
Andando por ai com sua destreza.
Não havia rosto na sua alma apenas uma casca seca.
Tentando se afirmar como normal.
Buscando um objetivo final.
 
Percebe-o então, ali esta, o cara que tanto esta a procurar.
Seria para ela ali um sinal, tudo apontou para aquele local.
Mostra a ele o seu sorriso mais simpático.
Para não alerta-lo do seu fim trágico.

Sem preces ou pensamentos, a lua parece girar.
Os seus olhos estão famintos e coração passa a acelerar.
Lábios, mãos, dorso e penas tudo se misturam como em uma relva.
Os cheiros se fundem e os sentidos se confundem.

De carne fresca, a carne úmida e gelada.
A lamina que antes brilhava, agora esta escorregadia e banhada.
Aos pés da cama sem nada falar.
Seu olhar para na sena que acaba de pinta.


Carol Albuquerque
277

Morte e Borboletas


Entre a cruz e a espada sempre velaremos as mágoas.
Morrer, morrer e morrer e sem levar nada.
Passamos por etapas vestidos de vida para nos despir dela, no final.
Passamos e entregamos as roupas da vida para coisas e pessoas de forma banal.

Essa vida, essa nossa vida que passar.
Passamos ela num pedral.
Onde as marcas do ferro nos fazem ser quem somos.
Se nada importa no final, o destino sempre será fatal!

Se estamos de fato destinados a um final.
Que essa vida que passa seja vivida de forma banal!
Como a banalidade do voar das borboletas.


Carol Albuquerque
320

Anjo Caído

De olhos fechados consigo enxergar a perfeição na tua alma.
Não será tu um anjo caído que me atormenta a mente e esmaga o meu coração.

Lançada do céu a terra para definir na minha pequena existência o que seria viver com a perfeição.

Serei eu digno de tanta luz e beleza.
Nos primores dos tempos eras tu o fruto proibido, Afrodite ou Helena de troia?
Não saberei eu diferenciar a plenitude de um Deus sem iguala-la a uma obra-prima.

Carol Albuquerque
277

Meu Amor!

Se um dia eu deixar de te amar.
Se um dia eu deixar de te olhar.
Se um dia eu deixar de te desejar.
Se um dia esse dia chegar.
Não serei eu em minha consciência perfeita.

Como deixar de amar, o mais sublime dos seres em minha vida.
Como deixar de olha, para as mãos que me guia e mostra o caminho.
Como deixar de desejar, se és a fonte que alimente a minha alma.

Em faces das noites escuras és as estrelas que me traz de volta.
Nas batalhas traçadas em meu coração é a razão de Platão que me faz lembrar.
O que seria dessa vida minha sem te amar.
Talvez um pobre louco a vagar.
Sem nunca a luz encontrar.
Pedido no Hades do meu próprio vazio.
Seguindo as margens do rio do desatino.

E assim sem mais a acrescentar posso dizer sem pestanejar.
Nunca deixarei de te amar.
Nunca deixarei de te olhar.
Nunca deixarei de te deseja.
E os nossos dias de amor nunca iram se findar.

Carol Albuquerque
304

Comentários (1)

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Sorte a minha , de ser a dona de toda essa inspiração ??