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O amor que infame esmorreceu

Entenda!
O amor é breve e infame,
semelhante a flor que mortifica.

Pétala essa,
que despede-se em uivo.
Enquanto em estranho e febril fulgor
deliciam-se os comensais.
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Poemas

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O Amor na pele

Cuido tão bem das palavras,
que posso toca-las, senti-las
entre os dedos.
O medo torna a vida preciosa,
o seu riso corre solto em minhas artérias,
espesso e morno,
idêntico a um pico em abstinência.
Já o amor é imponente,
mercenário
e infiel.
Amo a morte
a vida
as mulheres
e alguns rapazes
Na vida, assim como no amor desejos e prazeres são indispensáveis.

"Poemas de amor e opióides "

 Gradiz - 1998
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O amor e Basquiat

Linda e iridescente meia noite,
por onde finge se esconder ? 
Há  ainda tantos castigos por viver, 
que a pele as suspira e,
as horas inertes e soltas surgem na embriagues,
o sentimento em clara decadência peninsular.
Viva mais,
e mais,
e por muito menos,
se amaram
enquanto brindaram seus olhos , enquanto calaram  sua voz, 
enquanto furtaram seus prazeres,
em penumbra inconsciente.
O Amor que  transveste os animais,
e corrompe os corações em profusão. 
E quando a manhã rompe a neblina, 
os primeiros  raios de sol,
afiados como a lâminas,
surgem incólumes,
e remetem o amor e Basquiat,
Constatado a brevidade da vida.
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