Mineiro de Juiz de Fora. Poeta, autor do livro "Minhas Faces", escrevo sobre o amor, a vida e de tudo um pouco. Membro convidado da Academia de Letras da Manchester Mineira. Participo do projeto "POESIA NA ESCOLA", fui selecionado para compor a antologia "POESIA BR!", em um concurso nacional.
Chuva que chove sem parar, Que alaga a terra, Derruba o morro E faz o homem chorar.
Chuva que traz a vida, Mas também a morte, Maltrata a gente já sofrida, Destruindo sua sorte.
Chuva tão necessária E às vezes violenta, Faz as plantas mais verdes, Ou destrói toda roça.
Chuva que chove bem quietinha, Molha meu amor todinho, Olho pela frestinha E rezo pelo meu benzinho. Peço que esteja protegida Para receber meus beijinhos.
Chuva que chove sem dó, Já ficou chata e descabida. Que lhe venha o sol forte E acabe com sua festa pervertida.
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ENGANO DO CORAÇÃO
Olhei para você sem querer, Estava distraído. Quando percebi, apaixonei. Foi um engano do meu coração Que eu não entendi.
Ele é assim, faz isso às vezes, Acho que não gosta de mim, Ele se apaixona e quem sofre sou eu. Como pode isso, meu Deus?
E agora você me rejeita, Faz de mim gato e sapato. E meu coração fica lá numa boa, Escondido no meu peito, batendo.
Um dia eu aprendo A não o ouvir. Todo dia me arrependo De suas loucuras seguir.
Vou sofrer um pouco, Te esquecer é difícil. Um dia eu mato esse louco, Daí serei feliz.
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ESQUECER
Esquecer é um sofrer diário, É chorar sem vontade. Uma dor que não termina. É lembrar todo dia Que devo te esquecer. E assim vou lembrando, Atormentado pelo tempo, Esse diabo sem sentimento, Que por mais que eu tente, Te limpar da minha mente É um longo sofrimento.
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ESPAÇO
Quando tento te entender, Vai tudo para o espaço, Já não sei o que faço Para não enlouquecer.
De manhã até a tarde, Eu não vivo um minuto. Já em toda noite escura Eu morro te chamando.
Meu espaço é pequeno, Cabe eu e você, Só que agora está grande, Sobrou a mim abandonado.
Nesse grande sofrimento, Muita lágrima rolou. O nosso belo juramento De tão fino se quebrou.
E agora fico aqui, No vácuo de minha vida, Em queda constante Sem controle e combustível.
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DE QUANDO EU ERA MOÇO
Quando eu era moço A vida era mais fácil, Engolia dela até o caroço. Hoje, sabe-se lá...
Nesse tempo de energia, Muita dela desprendia Infernizando a vizinhança, Com muita galhardia.
Roubava carambola, Só por roubar mesmo, Pois se pedisse a dona dava, Era aventura pular o muro E pilhar a fruta.
Quanta coisa eu vivi No quintal da minha avó, Do primeiro beijo, ainda lembro, Foi no corredor, Brincando de pique esconde.
A vida passava ao largo, Não havia preocupação. Só em fazer bonito na escola, Isso era difícil... O boletim era só um vermelhão.
Nesse tempo tudo era festa, Matava aula para viajar de trem, Pequena viagem De Juiz de Fora a Matias Barbosa, Esse trem era o Xangai.
Quanta história ainda a contar Desse tempo de criança, Tantas travessuras eu já fiz. Posso dizer com certeza Que fui um menino feliz.
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VOCÊ
Do fogo que me consome, Você é o combustível. O seu corpo me queima Como queima um pau seco.
Me torno brasa quente, Entregando-me aos seus encantos. Seus cabelos me sufocam, Quase perco o sentido.
Nas suas curvas derrapo, Perco a direção, que já não tinha. Caio em meio ao mato, Que com meu calor incendeia.
Sua boca, forno em brasa, Queima tudo onde toca. Seu beijo lança chamas Que derretem meu coração.
Você é tudo isso E muito mais. Um fogo ardente Onde quero me queimar.
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MINEIRINHO
O mineirinho vai quietinho, Conquistando seu espaço, Ele leva seu queijinho Sem nenhum embaraço.
Mineirinho come quieto, Isso faz bem direitinho. Come tanto o danado Que fica até gordinho.
Quando o mineirinho chega, Todo mundo lhe faz troça. Mas ele é esperto, Deixa pensarem que é da roça.
Mineirinho não é bobo, É de fazer e não de falar. Trabalha duro e em silêncio Para o seu futuro conquistar. Sabe tudo o moço!
Tem na sua simplicidade Um traço bem marcante, É gente de verdade, Não é um troxa vacilante.
O mineirinho é isso mesmo, Gente boa prá caramba. Se quer saber mais, Vem para Minas Gerais, sô!
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A VOCÊ QUE ME DEIXOU
Dedico esse poema, mal escrito, E sem rima nenhuma, A você que me deixou, Foi embora de minha vida.
Eu fiquei triste por uns dias, Mas depois foi só felicidade. Eu percebi que não me amava E achei até bom você ter ido.
Só te peço que nunca mais volte, Nem ao menos busque suas coisas, Vou colocar tudo na calçada Assim podes pegar sem me ver.
Já não sofro nem um pouco, Pois sua falta nem percebo. Por que não foi antes, Quis me enrolar mais um pouco?
Só lamento quem te amar, Vai sofrer da mesma violência. Mas se eu conhecer o trouxa Vou dizer quem é você.
Escrevi esse poema de qualquer jeito, Assim você não vai pensar Que te quero novamente, Quero sim, que suma desse mundo!
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TE LIBERTO
Te deixo ir Porque não te amo, Vá feliz e não olhe para trás, Você merece ser amada.
Te peço que não chore, A culpa é de meu coração, Esse ingrato e vazio. Encontre quem te ame!
Queria te amar, juro, Mas não tive escolha. Melhor do que te enganar É deixar que se vá.
Tem alguém te esperando, Isso eu sei, Algum homem sortudo Que vai ter o que não valorizei.
Estarei contigo sempre, Como amigo, Isso se quiser, Caso contrário, Por ti vou rezar.
Seja feliz, minha querida, Comigo não será. O mundo te espera, Outra porta se abrirá.
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PRIMEIRO DIA...
O primeiro dia do ano, É sempre um dia preguiçoso, Todo mundo acorda tarde, Menos quem acorda cedo. Dia arrastado, de ressaca.
Festa de despedida, Festa de chegada. Ano vai, ano vem. Adeus, ano velho! Feliz ano novo!
Da festa, sobra a "paiada", Bater "paiada" no almoço. Sobrou da festa, faz mexido E almoça, sem fazer comida nova. Ano novo...
Mas vamos na preguiça, Amanhã é domingo, Dia de missa. Hoje, outra festa, Sobrou cerveja... Churrasco, topa?
E assim começa o novo ano, Tudo de novo, outra vez. Silêncio... só os pássaros a cantar. Final do ano tem mais, Fique em paz!