Celso Mendes

Celso Mendes

n. 1958 BR BR

n. 1958-01-11, Itapira

Perfil
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Entropia

falo num idioma que entende noites
e dialoga com estrelas

meu dizer não é meu, é do universo
pois não sou de mim ou de ninguém
fui gerado para romper fronteiras
e só agora me descobri

busco a magia escondida em cumes
e a essência do átomo

semeio e me desfaço lentamente

o risco na pele é um sinal
eu sinto
mudo a cada segundo

(Celso Mendes)
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Poemas

1

FUMAÇA

arrasto comigo uma sede

de cenas que não vivi

de barcos que já partiram

de peles que não senti

arrasto uma linha pendendo

pras bandas do fim do mundo

que escorre a cada segundo

nas brechas por onde adentro

e levo dois milhões de olhares

mil bocas que não beijei

imagens que guardo lá dentro

e um rastro que não deixei


(Celso Mendes)

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