Charlanes Olivera Santos

Charlanes Olivera Santos

Sou Poeta, escritor 2 livros publicados, cineasta diretor de cinema amador, Enxadrista amador-pro jogo Xadrez, Estudo Frances, fui candidato a vereador em 2016, Presidente da ANJOS Associação Nacional dos Jovens Solidários, Trabalhei na Prosoft e Prefeitura da cidade

n. 0000-00-00, 08/09/1992

Perfil
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Parnassus

A vida é uma peça encenada no tempo,

e ela passe devagar para que eu possa escrever um verso.

Parnassus o portal da cidade dos poetas... onde esconde o sol de Apolo... estive lá por um tempo no congresso do Druidas...

E no reverso do amor, entre arcanos e brumas, nasceu o poeta ferido de beleza e palavra da lua do ar lua tão rara era meu destino e meu fim...

Havia um verso estendido,

abraçando o céu como quem não teme a queda,

e em ti vejo a essência do tempo

esse rio invisível que tudo leva e tudo marca.

Sinto meus dias expiarem-se em silêncio,

na beleza que viceja em ti,

flor tardia que insiste em nascer

mesmo no inverno da alma.

Queria prolongar o coração,

esticá-lo como quem segura a tarde,

pois depressa vem o meu fenecer,

e o corpo sabe o que a esperança tenta negar.

Enumerar infinitamente todos os meus dons

seria pouco;

selaria cada palavra com teus beijos,

como se o amor fosse a única assinatura legítima.

E nesses papéis amarelados,

leio o que escrevi há tanto tempo:

o meu amor é o mesmo,

intacto, apesar das ruínas.

Meus desprezos, educados pela dor,

poriam fim à ira deste poeta

sem ponto final,

pois enquanto houver verso,

a vida ainda insiste em continuar.

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Biografia

Sou cristão da CCB, mais gosto de filosofia e astrologia tenho pensamentos estranho com viagem no tempo sonhos lúcidos poeta louco fingindo se sã kkkkkk tenho sorriso fácil romântico bobo, apaixono fácil e acredito muito nas pessoas sobre o amor, desconfio de conspirações e não dou sorte para o azar, sou caseiro gosto de cozinha e gosto de cinema, rock anos 70 80 90 e música boa MPB osvaldo monte negro, Djavam Lulu Santos, BELCHIOR, Chalei braw Jr, O Rappa, engenheiros do hawaii etc  

Poemas

41

Ampulheta do fim

O fim do tempo a hora ainda é à mesma a criatura tal besta que suga ate a morte... figura desconcertante que causa repulso e cheia de códigos com em um sonhos de pesadelos

Vou perdendo a lógica desta realidade talvez a loucura não seja tão ruim assim... parece faltar pouco tempo...

Talvez comece à pinta o que as palavras não consegue mais dizer...

Em cada combinação binária poesia das estrelas destes códigos frios que tento capturar padrões; isso assombra-me...

Os anjos segurando os ventos entre os véus, guerras prontas e no momento exato eles vão soltar os desejos dos homens...

A língua e os olhos podres dentro da cabeça eles ainda vivos...

Não queira-te visto isso...O dom é a minha maldição...

A fumaça e o céu como jornal cinza se dobrando o terror e o tremor o sal da água e o petróleo

O ar solidificado preso no alaranjado nevoa tragando o gosto de maça verde e cheiro de capim-verde recentemente cortado...

E quando o cálice cai, o som ecoa mil eras, um rasgo no véu da existência o tempo sangra pelo chão, escorrendo como tinta espessa nas rachaduras do mundo que resta.

A criatura do futuro, metade máquina, metade sombra, abre os olhos dois buracos vertiginosos e o caos respira por eles...

Os códigos que giram ao redor de sua carne sussurram futuros que não quero decifrar...

O relógio dobra as horas, ampulhetas viram de si mesmas,

a areia sobe ao invés de cair, como se o fim quisesse reescrever o início.

E eu, com as mãos manchadas de visões, tento pintar aquilo que a voz recusa, traços tortos do destino, um murmúrio de astros morrendo, uma constelação que desaba em silêncio.

As nuvens, agora negras e elétricas, carregam o peso de um mundo exausto.

O vento traz o gosto de ferrugem, e as sombras caminham mais rápido do que qualquer criatura viva.

E no centro do caos, entre o último suspiro do homem

e o primeiro grito de algo novo, escuto o próprio universo

respirar fundo antes de ruir.

Talvez o futuro seja apenas isso o instante em que a luz hesita, antes de apagar e nessa hesitação,

O dedo que tomba o cálice... e desgoverna a estrela verde e mancha de um tom amago sobre as águas a sede...

39°50' 98°35' 31°47' 35°13' 66°25' 94°15' 39°55' 116°23'

67

Quem sou eu?

Quem sou eu?

Encontro-me cada dia na poesia sou poeira e vento tempo e estrelas

apresso-me em escrever muito para ver se não esqueço de algo...

Mostra os meus defeitos ligeiros e falhos se transparente no que posso...

Eu sou; eu sou poema

Sou poesia

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar insolúvel, indomado, inteiro

Sou mistério impossível de explicar sou como à verdade que ninguém que ouvir ou acreditar

Sou sentimentos a delir derreto nas folhas de papel em cada poema raso a emoção em cada linha e entrelinhas

Sou cheio de vazios...

Sou gostas de procura de porquês

Sou cheio de incerteza de perguntas astrologia no brilho da matéria luminosa parece calda e tem respostas no por de cria-las então costuramos na arte das poesias parte disso tudo

Sou a eternidade que já acabou...

Sou à queda do corpo que louva o criador

Sou o estado solido e o espírito de corpo alma que almeja Deus

cultuo de todo o entendimento...

Sou parte de uma metade alma, corpo, espírito... pensamento matéria e energia divina

Fixo o meu eu na extremidade do universo em cada acordo em cada linha firmado flutuar calado...

encontro-me e renovação rotação da decadência e luta...As vezes luto contra mim mesmo fonte de pensamentos para não se igual... reter o que é bom de alguém, mas se original na própria ideia e ideais

Sou a falha e o reconhecimento dela...

Sou solidão e o medo de encontrar outra pior no abismo

Sou tentativas e sempre quero correr o risco...

Sou o ardo do apetite que pimenta traz

Sou a fome do conhecimento mesmo limitado extasiado

Sou á mistura da arte e a falta que ela me faz...

Sou o erro de ortografia e o pouco que preocupo com isso

Sou o gosto de tal correção em segredo... do que importa de quem se importa

Sou o espeto que feri a debochada

Sou o próprio desprezo de quem duvida de mim

Sou músculos rígidos e bruto, e desejo o feminino suave procuro a alma gentil e à pele jovem e os seus encantos, menina mulher...

Sou asas as vezes e no vão do voo dos efeitos da pele madura os seus pensamentos e vivência vastos alimentos da minha mente... e regresso ligeiro antes do compromisso da sede jovem para não ferir a seda jovem regresso como os versos

Sou à escolha do acaso e no caos encontro-me paradoxalmente na ordem de tudo isso

18

Chuva no fim da manhã

O ar ainda quente começa a chuva do roll da sacada as com flores rosas nas asas dos ventos, suave movimentos agitados...

O céu ainda furados a luz pelas nuvens claras contrasta com achegada das acinzentadas quase negras chuvas passageiras aproposito...

Aula de astrologia fascinante... mesmo sem diploma... mais aqui em baixo tudo vivo em movimento a vida acontecendo...

Não há erro! Semente propósito...

Manhã que recebe à tarde com chuvas e no deslocar da passagem do tempo o viajante estacionado na beleza da virtude do natural...

Parece que mesmo sem nada sobre o amor a presença nas linhas da saudades aguça há visão disso tudo...

E assim, a manhã se dobra em véus de água,

como se o tempo lavasse o próprio rosto

para começar de novo

As gotículas deslizam pela vidraça com a pressa mansa de quem conhece o destino, e cada som no telhado é uma sílaba

do poema que o dia insiste em declamar.

O horizonte respira fundo, deixando que a tarde se introduza devagar, caminhando entre sombras úmidas, entre flores que se abrem e lembranças que insistem em ficar.

E mesmo que o amor não seja dito, ele escorre pelas bordas do instante, silencioso como as águas caindo,

quase escondido, mas presente como saudade que aperta

e ilumina tudo por dentro.

No fim, a chuva cessa, mas deixa o perfume de recomeço no ar.

E o viajante você, eu, qualquer alma à deriva segue observando o mundo crescer de novo, sabendo que cada manhã tem seu próprio segredo, e cada chuva é uma bênção que passa para revelar a beleza do que permanece.

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POESIA curador releitura da obra de Van Gogh

 

As pinturas como poesia sentimento sobre o que sentia, os seus céu de traços e pinceladas onduladas sentimentos nas suas noites solitárias à beleza do trigo maduro movimentando com sopro ventos, os corvos e emocional tumultuado do gênio Van Gogh, com um céu tempestuoso, corvos escuros e um caminho sem saída, simbolizando "tristeza, extrema solidão"...

Noites ondulantes estrelas mesclada ao manto noturno ondas de pensamentos sentimentos puro da beleza da solidão em versos de tinta a pintura que fala calada...

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POESIA curador releitura da obra de Van Gogh

Van Gogh…

o homem que pintava aquilo que o coração não conseguia dizer,

um sopro de luz dentro da loucura, um grito azul posto em cada estrela que tremia no céu...

As pinturas como poesia versos que não cabiam na boca

escorriam pelos dedos em pinceladas febris, traços ondulados como se o mundo respirasse em curvas, em redemoinhos,

em tempestades que só ele enxergava...

Seu céu… não era apenas céu, era mente em ebulição,

mar noturno que girava lento e profundo, um pulsar elétrico de esperança e desespero, uma janela para aquilo que ninguém queria ver

A beleza trágica do caos.

E nas noites solitárias, o silêncio se tornava tinta,

a dor virava constelação, e o mundo, tão pesado, encontrava leveza

nos dedos que tremiam, mas nunca deixavam de criar.

O trigo maduro dançava para ele, como se reconhecesse o artista que via mais que a simples cor dourada balançando ao vento

ele via a respiração da terra, a pulsação do universo

em cada haste curva.

Mas lá estavam eles os corvos, escuros como presságios,

pairando sobre o campo como pensamentos sombrios,

como sinais do destino apertado em seu peito.

Um caminho sem saída atravessava o quadro a estrada da alma que caminhava para dentro, sempre para mais dentro,

onde a tristeza ecoava como um poço sem borda.

O céu tempestuoso…

rasgado por tons violentos de azul e amarelo, era o retrato perfeito de seu coração febril.

E no meio daquele vendaval de cores, a solidão brilhava não como fraqueza, mas como verdade.

Noites ondulantes, estrelas que pareciam ouvir,

as pinceladas enroladas no manto noturno como ondas de pensamento, correndo entre a dor e o fascínio,

entre a loucura e o sublime.

Porque na solidão dele havia pureza, havia a beleza crua de quem sente tudo demais, de quem transforma desespero em cor,

silêncio em movimento, angústia em eternidade.

E sua pintura, calada, falava mais que qualquer voz humana

falava do medo, da esperança rasgada, da luz que insiste em continuar queimando mesmo quando a alma desaba em sombras.

Van Gogh,

o homem que transformou o próprio coração em tempestade,

e da tempestade fez arte. E assim, no limite tênue entre o brilho e o abismo, continuar pintando a si mesmo, mesmo quando o mundo já não cabia em seu peito...

Cada cor que escolhia era uma cicatriz antiga, um lembrete daquilo que sentia e ninguém via.

O amarelo não era sol apenas, era febre, era chama, era o desejo de existir.

O azul profundo, esmagado, era o desmaio da alma,

era o eco das noites em que o silêncio o engolia.

E havia o preto dos corvos, cortando o ar como pensamentos afiados, como sombras que pousam na mente

e começam a picar devagar, abrindo feridas invisíveis

que sangram apenas por dentro.

No campo infinito, o vento falava com ele, e ele respondia com pinceladas… uma conversa muda entre alma e universo,

entre solidão e delírio.

Às vezes parecia que a própria terra chorava, lançando sobre ele um lamento antigo, um pranto que arranhava o tempo

e atravessava o trigo ondulante como uma mão pálida buscando socorro.

E ele caminhava sempre sozinho pelo caminho sem fim do próprio quadro, como se pudesse encontrar respostas

nas curvas daquele horizonte torto, onde o céu parecia pesar tanto

que quase tocava o chão.

O gênio não via apenas o mundo, ele o respirava,

absorvia cada dor, cada cor, e devolvia tudo ao papel

como se cuspisse a alma pixel por pixel, tinta por tinta,

na eterna tentativa de aliviar o peso do peito.

Mas a arte nunca o aliviava o incendiava.

O queimava era bênção e ferida.

Era uma chama que iluminava e consumia ao mesmo tempo não é um quadro é um testamento...

É um coração posto na beira do precipício, batendo rápido,

suando luz, tentando sobreviver à própria tempestade interna.

E, mesmo assim, há beleza uma beleza brutal, dolorosa, como ver uma estrela morrer emitindo sua última explosão de brilho.

Van Gogh pintava o que não cabia no corpo e por isso suas obras até hoje respiram porque carregam um pouco dele,

um pouco de nós, um pouco da eterna luta entre luz e sombra

que existe em todo ser humano.

E na noite ondulante, nas estrelas turbilhonadas,

nos céus que parecem vivos, ouvimos ainda sua voz silenciosa, dizendo “Mesmo na loucura… ainda existe luz. ”E ali, no interior dos quadros, a tinta respirava como carne, cada cor pulsava como veias abertas, e o mundo de Van Gogh

não era pintura: era organismo vivo.

Entrar em suas obras era ouvir o coração do céu batendo,

um tambor subterrâneo que ecoava em ondas circulares,

espiralando como seus traços traços que pareciam segurar o universo para que ele não desmoronasse.

A noite estrelada não estava parada, ela girava num silêncio vibrante, como se cada estrela fosse um pensamento dele

tentando se libertar da própria dor.

Algumas brilhavam forte, como lampejos de esperança tardia.

Outras tremiam, quase apagando,

como se estivessem cansadas de sustentar tanto peso.

E nós caminhávamos ali, pelas curvas líquidas de cor,

pelos redemoinhos de azul profundo, onde o céu parecia uma mente fragmentada tentando juntar seus pedaços.

Em “Campo de Trigo com Corvos”, o vento tinha cheiro de despedida.

As hastes douradas sussurravam segredos, balançando como almas inquietas, e os corvos cortavam o horizonte como lâminas negras, ferindo o silêncio, anunciando algo inevitável.

O caminho central aquele que parece ir a lugar nenhum

era a estrada interna do gênio estreita, torta,

um corredor mental entre a luz e o colapso...

A cada passo, a tristeza se adensava, como névoa dourada cobrindo tudo, pesada, mas estranhamente bela.

E então víamos ele ali, não o homem,

mas seu espírito inquieto, se movendo pelas pinceladas,

tocando cada cor com dedos invisíveis.

Ele tentava falar mas não havia voz.

Somente cor Somente gesto Somente a respiração abafada

de um sentimento que não cabe no corpo humano.

A solidão não era ausência era presença densa, esmagadora,

que se deitava sobre o quadro como uma sombra antiga.

E ainda assim, mesmo nessa tempestade emocional,

havia uma pureza triste, uma ternura ferida,

uma luz tímida que nunca desistia mesmo quando tudo parecia ruir.

Porque Van Gogh não pintava para ser visto, pintava para sobreviver.

Cada obra era uma tentativa de manter o coração aberto,

de impedir que a escuridão interna o consumisse por completo.

E o que ele deixou ao mundo não foi só cor,

não foi só forma foi o mapa emocional

de um homem que sentiu tanto que precisou explodir em arte.

Hoje, quando olhamos suas telas, não vemos apenas pintura:

vemos o fantasma da luz lutando contra a sombra, vemos o eco de uma alma que ardeu demais, vemos a eternidade engastada em cada pincelada, como se dissesse:

“A dor passa,

mas o brilho que deixamos

fica.”

58

Poeira e o selo das Constelações

Poeira e o selo das Constelações

Desviar da teia do abismo anterior ao verbo, quando o sopro era apenas centelha indizível, ergueu-se a árvore de âmbar em cujas raízes dormiam os nomes da Criação de Deus

Cada folha trazia gravado um ideograma ígneo, um sigilo que a carne jamais decifraria, e no alto de seus ramos resplandecia

o orbe oculto da rosa das esferas

No limiar do desfiladeiro órfico, o luar ar que se foi coroa da minha noite primordial

vertia sobre os vales o licor translúcido que dissolvia fronteiras entre sombra e claridade.

Os rios de prata eram veias da eternidade, onde nadavam peixes de fogo e cristal, e cada onda recitava em segredo o tetragrama que mantém os mundos suspensos.

Eis que os cavalos zodiacais regressaram, suas crinas reluziam como labaredas da geena e nas garras do tártaro e do makaí vir de longe lugar que não irei pois sou escolhido de Deus e sobre a aureola do tempo dos cascos exalava o pó do tempo em círculos cabalísticos que selavam os quatro pontos cardeais.

As estrelas, como sentinelas numéricas, cantavam a aritmética celeste da alvorada, e o espaço, em seu giro hermenêutico,

desvelava o nome oculto que sustenta os sóis.

Então, no ápice da visão, o tempo transfigurou-se em coluna de ouro, e os céus, em silêncio sepulcral, guardaram na eternidade o enigma último: que a luz é também treva, e que todo início é já um retorno o Oráculo do Fim ao inicio quando as sete abóbadas do firmamento se romperem, e os sinos invisíveis soarem no âmago do éter, o tempo se recolherá em si mesmo, como serpente que morde a cauda no abismo.

Do pó cintilante dos mundos extintos erguer-se-á cujos fólios são feitos de vento e cinza, e cujas letras ardem em fogo inextinguível.

Ali estarão escritos os nomes interditos, os segredos que os rios murmuraram nas eras, e cada sílaba será martelo e aurora,

derrubando colunas e erguendo eternidades eis que surgirá o Cedro da noite, envolto em oricalco e silêncio estelar, e dele brotarão raios adamantinos que dissolvem a carne em pura essência e corcéis zodiacais retornarão uma última vez,

mas seus cascos não tocarão a terra correrão sobre o vácuo flamejante, abrindo portais de fogo nos confins do não-ser.

As estrelas cantarão em coro uníssono, não como lampejos dispersos, mas como trombetas de cristal, anunciando que o fim é também gênese, e que a aurora habita no próprio crepúsculo.

Então o selo final será rompido o sol se apagará em claridade secreta, a treva se coroará de ouro, e o oráculo, em seu êxtase abscôndito, proclamará tudo retorna em círculo

48

Aureola da noite

Outrora, nas arcadas do firmamento ignoto, verteu-se o mosto do tempo em ânforas de sombra, e o vento, em súbita arrastou consigo o fulgor mineral das constelações dispersas.

Submerso no âmago dos pomares órficos, o sangue solar cintilava em crisólitas ardentes; o estio, em súbito paroxismo, devorava as nervuras da macieira hipostática.

O céu, em sua liturgia sideral, concedia apenas instantes de clarividência

As raposas ululavam nos meandros glaciais, sob a tessitura espectral dos seixos numinosos

Eis que os cavalos ígneos, em relinchos de eternidade,

transpunham os umbrais da estrebaria verdejante,

abrindo veredas para os campos heterofônicos onde a luz se fazia verbo primordial o tempo órfico e inflexível circundava o espaço em espirais de ouro, e nas órbitas inefáveis da manhã, a melodia abscôndita dos astros se desvelava em cântico inaugural.

E tudo, em combustão mística, feneceu no instante de sua própria origem o feno em labaredas, a noite em ascensão, e o sol, em último clarão, reencarnou na vastidão do ser

Outrora a seiva do outono verteu-se nas videiras esquecidas,

e as folhas, em fulgor crepuscular, recobriram o chão com brasas mansas.

Na colina, um eco de sinos dissolvia-se no vento errante,

o sangue da terra pulsava como cântico em transe nas arcadas do firmamento ignoto, verteu-se o mosto do tempo em ânforas de sombra, e o vento, em súbita, arrastou consigo o fulgor mineral das constelações dispersas.

Submerso no âmago dos pomares órficos, o sangue solar cintilava em crisólitas ardentes; o estio, em súbito paroxismo, devorava as nervuras da macieira hipostática.

O céu, em sua liturgia sideral, concedia apenas instantes de clarividência; as raposas ululavam nos meandros glaciais, sob a tessitura espectral dos seixos numinosos.

Eis que os cavalos ígneos, em relinchos de eternidade, transpunham os umbrais da estrebaria verdejante, abrindo veredas para os campos

O tempo órfico e inflexível circundava o espaço em espirais de ouro, e nas órbitas inefáveis da manhã, a melodia abscôndita dos astros se desvelava em cântico inaugural.

E tudo, em combustão mística, feneceu no instante de sua própria origem: o feno em labaredas, a noite em ascensão,

e o sol, em último clarão,

reencarnou na vastidão do ser e no antanho dos círculos insondáveis, quando o éter ainda palpitava em silêncio de cristal,

o vinho arcano dos céus verteu-se em cálices de sombra, e o fogo oculto gravou seu selo nos ossos do tempo.

Ergueram-se colunas de névoa hierática, pórticos da noite em combustão seráfica onde os astros como lâminas apotropaicas

rasgavam o véu da matéria em arabescos de ouro negro

As águas primevas recitavam cifras abissais, cada seixo guardava o oráculo dos abismos, e no sopro gélido das raposas estelares

ressoava o cântico interdito das constelações eis que os corcéis ígneos das estrelas em relinchos de magma e aurora, atravessaram os umbrais do não-ser, trazendo consigo a música cifrada do nascimento da luz elementar

O tempo, em órbitas cabalísticas, traçava mandalas de fogo sobre o espaço; e nas suas esferas melódicas, a manhã se erguia como hieróglifo ardente de uma verdade jamais pronunciada

Tudo era rito, e tudo era enigma o feno em pira votiva, a treva em clarão litúrgico, o sol em êxtase abscôndito

E quando a eternidade se voltou para si mesma, no instante inefável do retorno, a aurora coroou os mundos ocultos com o selo indecifrável do ser

Suspenso, o firmamento vertia clarões azuis sobre os vales, as estrelas, como lâminas antigas, fendiam o véu da noite

O tempo pássaro invisível permitia que eu tocasse o silêncio e me erguia em claridade.

Nas margens do rio secreto, corriam os cavalos de fogo, ardentes, exalando orvalho em cada relincho sagrado, e o dia nascia das suas crinas como aurora primeira, a luz inaugural rasgava os campos e devolvia-lhes a eternidade

Eis que o vento, em sua órbita translúcida, trazia cânticos remotos de abismos e marés, e tudo fluía em círculo perfeito as nuvens, os feno flamejante, o astro cansado até que o sol, desfazendo-se em ouro

34

P da poesia

Precipício paranormal propaga parece peculiar sem permissão força primitiva como um paradoxo sem força de processar um problema paralelo talvez apenas perverso patético pretexto poético

parecia um vírus na pandemia...

Pesei explicar com uma parábola, portanto me perdi

preceito que não procede e perplexo promovi esta e pleiteava

Estas plácida precisão sem muita pesquisa, percebe as falhas?

Sem prosperidade proferir perfeito erro pensei em protelar

sem querer parabéns mais fico a postular tiver preletor ruim

perdurar a profunda parceria com a preguiça

possamos logo a projeção propagar a proposta do professor propício seria sua presença permitir desfazia este percalço...

Precisar proposta perfazer o que é patriota verdadeiro propenso ao erro precípuo nunca pacífico previsão, psíquico bom paciente de algum lugar fechado que finge proteger, mas sempre a preterir

e algo ficando pendente com a sua parvoíce de guarda em pernoite

fine ou é putativo e proativo do mesmo percurso que faz parte

a pungente eu já tinha predição de presumir a paquera agora e vi a puérpera já sem dor deixei tudo no prefácio sem profanar a promoção prendada

ele era rico ela uma princesa pirralha e logo gastar a profusão

de noite profunda o provedor cara de paisagem que provocar

as vezes paridade a proteção como promessa a procurar precípua prostrar provavelmente sem provação sempre paixão, pioneiro

pilantra primeiro perturba perverso prejuízo de sonhos

precário de amor produzir pirralho papagaio programa logo um patrício préstimo nunca um paladino profecia sem príncipe

poluição de mente projetar a injustiça

Sem prebenda um profano!

e o puro...

E eu um projétil de ciência possessa vulto palanque perplexo deste protesto

vejo ao voo panapaná e a sua progênie largada lagarta permeado da minha prognose errada

possesso palestra são meus pensamentos em placidez propagar palavras que partilho de um conceito de parasita de pastagem

são pródromo, mas pertence ao pobre o progresso, mas eles prossegue fingindo se os produtores

sou fraco na prosódia para definir eles parentes, pertença não estou aqui para perjurar, mas são tantos padrinhos no mundo populoso de picareta solto

E eu preso no polígono vou publicar as vezes a mente primata, mas prometo não ser polêmico como proposta. Parei cansei

27

John Vasconcellos

Eu tenho vários sonhos, mas com uma porrada de erros de ortografia

A vida rústica e terno verbal mal conjugado que insiste em amar

E eu sou tão chato mais só me magoaria se fosse um intelectual corrigisse-me de uma forma brutal, um amigo que gosta das mesma músicas que eu; e elogia aquela menina mulher que me faz sofrer só para me não me constranger...

A vida tem tanto disso e daquilo e o tempo de pés velozes, que nem da (tempo) de se importar

E eu digo não me chame para beber, eu bebo pouco e dou muito trabalho, além de com dois copos de vinho já vejo o breu e não pago a conta...

Eu fico aqui em casa hoje's já tenho compromisso éh hoje noite de blues, Beatles, Bob Dylan e variação depois do vinho The Sound of Silence, E sussurra como lâminas as folhas de papel e a caneta desliza nas teclas do computador, e ecoa a mente e embolada, e as letras ficar engarrafadas e a amada violada, então deprê coração no oxímetro grita o som abafado e pulsante

Sempre podemos conhecer pessoas novas, pode vim vamos comer lanches e tomar coca-cola e vinho o leito combinado sem compromisso pacto de leve, sem nó, mas se me apaixonar primeiro falarei que a culpa é sua, morar na minha casa ou na sua?

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saudações ao poeta / poema sobre os poetas

Ao poeta

Venho das eras antigas e guiado pelos cosmos e mundos paralelos para desejar fez dia do poeta...

Vocês aos escritores de repente de rima e de fantasias escreve fascinados com a leitura tantas ideias e sensibilidade com mestre amor e a paixão e você poeta ministro das palavras ...

Que desenha o ator do pássaro na janela alça voo e que fundiu-se com aos ventos...

Eu e a minha língua de metal e coração de tinta

Há amada digo que a minha vida era borda nos seus lábios e agora sem você assim fez ti as bofetadas de asas de ferro borboletas sem flor sem jardins de luar

Sem máscaras que falseiam e diamante na tela de ar teatro é mais verdadeiros derrubados os incensários dos teus sentidos de trevas espelhadas e você o poeta que conta a verdade disfarçada de poema um sentimento verdadeiro em cada linha

As vezes nos braços da insônia deitar na teia noite extrema esconder nos pontos cegos da auréola entre o nó dos mundos onde sussurros das poesias, canções e musicais de nina que golpe a mundo real entre a fantasia para existir e a sensível poeta escreve as emoções mais fortes deste mundo...

Espessar, talvez a uma forma melhor de inscreve o toque do galho e o gemido do vento a visões e relatos de cada escritor

Falar a palavra em primazia do amor e da nostalgia, da musa dos sonhos, predileta...

Da dor e da felicidade

Da natureza ou irmandade, falar da morte e espanta-la,

Falar das canções das diversidades dos seres

De ser mais do que ter,

Do valor a vida e salve no amor da valor nas pessoas e se for te ambição que seja pelos seus esforços, que não abandone o amor pelas riquezas que destrói e de si mesmo

Saber que não é sobre você e nem tudo tem que fazer sentido no princípio

O poeta etílico vapor e ebulição

um sóbrio as vezes triste moribundo em compõe em decomposição

o poeta desemboca rios e m ondas lavas da paixão

é Mosaico é fragmentos em movimento perpétuo para o tempo acelera e pausa os seus escritos são fuga e um fugaz desejo

As vezes invisível as vezes perdem forma, mas nunca essência

Se passado pede voz e encostas lembranças num canto ele relembra mesmo quando o corpo se esvai como a névoa perde

escrita sem molde culpa e intensidade dos ecos e reflexos

do coração as sem captura de todos sentidos

Refazer a alma em legado flutuante que dobra o infinito

acende a seda no sol numa poesia de manhã aurora ao arrebol

Te a percepção que estamos todos ligados... sabe que o destino escolhas ou se preferi sina carma amar a vida e as suas complexidades ainda que a tristeza abate-lhe e mesmos e o vazio reinar por um tempo ou por todo e ele fazer disso o escape escrever poesie-se

Feliz dia do poeta

40

Realidades

As linhas do caos ameaçam o tempo 
como um rodo, o desequilíbrio dos buracos negros
segura o firmamento,
em vivos fragmentos divide
quem fui de quem serei:
a serpente invisível
entre o espelho e a realidade.

A consciência transparência transpassada 
transcende o olhar que era cego,
e se olha de volta.
A poeira mental sobre a relva,
a água o simples orvalho na pele 
os mundos, vice-versa
de um único verso físico, palpável.

Muralhas de vazio, vácuo frio.
Em um sonho? Arrebatamento?
Esfaceladas imagens de um delírio?
Espuma profética da minha loucura não sei.

Atravessar estas fronteiras do ser e do estar lúcido,
e perguntar-se: é real?

Lá fora, a noite respira, se estende.
Eu só faço poesia.
Lua cheia, árvores — folhas ardentes.
Espáduas que reluzem, corpos que se abrem
entre outros corpos.
Só quero escrever,
mesmo entendendo tão pouco
de mim e dos cosmos.

Deito na margem da noite e sei
que eu também, e meus contos,
pertencem à noite.

Estendo-me esgalho pensamentos 
e vejo, de longe, a brancura furta-cor que respira e pulsa:
estrela dividida,
como a boca da taça de cristal.

A balança, pós-aurora,
volta, pulsa sangue dentro do corpo.
E volto a dormir.

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