Chorão

Chorão

n. 1998 -- --

Estudante de medicina e amante do conhecimento.

n. 1998-02-20, Caetité

Perfil
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Existência capitalista

Vejo,
Desejo,
Compro,
Sou.

Amo,
Esqueço,
Deixo,
Sofro.

Luto,
Estudo,
Trabalho,
Adoeço.

Vivo,
Resisto,
Entristeço,
Morte.
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Poemas

2

Velho amigo

Acalma-te, velho amigo,
A noite já foi embora,
Aproveitas a breve aurora,
Antes que a tristeza faças abrigo

Esqueças a natureza efêmera
E coloques um sorriso em teu rosto,
Mesmo que o gozo seja pouco
Não deixes que a luz esmaecera

Sei o quanto é difícil viver
Mas do que adiantas morrer
Sem antes enfrentar o sepulcro da vida?

E, assim, talvez, algum dia, encontras a paz que desejas
Porém, até lá, sejas
O máximo de luz que conseguires ser.
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O desconhecido

Não sei quem sou, nem quem eu era e, tão pouco, quem serei.
 
  Diariamente, vou me desconstruindo e me reconstruindo incessantemente, mas, assim como a água, não possuo uma forma definida.

  Há tantas coisas ocultas dentro de mim,
tantas emoções desconhecidas, tantos sentimentos velados, tantos pensamentos inexplorados, que fazem com que o meu ser seja exterior à minha limitada consciência.

  Eu não sou quem eu pensei quem fosse e nunca serei quem eu quero ser.
Afinal, para que querer ser alguma coisa se eu próprio me desconheço? Como chegarei a algum lugar se nem sei onde estou?

  O meu eu está a anos luz de mim, em uma outra galáxia misteriosa, incrustado nas mais inóspitas estrelas do meu inconsciente. Nunca o encontrarei, nem chegarei perto disso, porém nunca deixarei de buscá-lo.
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