Chorão

Chorão

n. 1998 -- --

Estudante de medicina e amante do conhecimento.

n. 1998-02-20, Caetité

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Existência capitalista

Vejo,
Desejo,
Compro,
Sou.

Amo,
Esqueço,
Deixo,
Sofro.

Luto,
Estudo,
Trabalho,
Adoeço.

Vivo,
Resisto,
Entristeço,
Morte.
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Poemas

2

Soneto de um quase ateu

Imbuído nas águas profundas e dubiosas da clareza,
Com os cardimiócitos fadigados pela inconstância da existência,
Minha fidúcia pela crédula transcendência
Se esvaiu diante da realidade lancinante da natureza.

Natureza na qual tudo destrói e tudo cultiva,
Apresenta-se indiferente ate ao mais afável sujeito
Como admitir a onipresença de um ser benevolente e perfeito?
Se o infortúnio é a causa mais expressante de sua devolutiva?

A clemente carne nume, assim, mostra-se apenas na abastância,
E todos aqueles que creem ou não na divina pragnância,
Estarão submetidos aos absurdos dos acasos da vida.

Libertei-me, portanto, da mendacidade religiosa,
Que, desde os primórdios, esfola
Os espíritos livres desta terra faminta.
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Existência capitalista

Vejo,
Desejo,
Compro,
Sou.

Amo,
Esqueço,
Deixo,
Sofro.

Luto,
Estudo,
Trabalho,
Adoeço.

Vivo,
Resisto,
Entristeço,
Morte.
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