Cianeto

Cianeto

n. 2000 -- --

sinto e escrevo maus ou bons, se tornam o que são, isso que estás ai.

n. 2000-06-20, penedo - al

Perfil
3 149 Visualizações

Dose dela




Percebi que o copo estava vazio
Suas laterais estavam sujas
Também percebi que ela bebia
Tomava do gole que não possuía essência
Se saciava da falta que o cheio trazia
Mas ela não via
O copo imundo
A água que ali não tinha
E que a sede que tanto sentia
Era saudade dela mesma.
Ler poema completo

Poemas

1

males que se espantam

o sangue congela em minhas veias
e eu digo estou morrendo aqui dentro
a casa arde em chamas mas estou fria
e eu penso que meu corpo não passa já de uma carne morta

então eu canto e a vida flue em meu corpo
eu canto, canto, como se não houvesse amanhã
porque talvez não haja
eu canto e algo em mim se acalma

o vento que sopra reclama
em brisas diferentes
e entra pela janela da casa
senta ao meu lado e beija-me
com aquela boca tão fria

então eu canto e a vida flue em meu corpo
eu canto, canto, como se não houvesse amanhã
como se fosse o meu último canto
porque talvez não haja amanhã
eu canto e algo em mim enfim se acalma
237

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.