Cicatrizes
Eu vou indo nessa vida, Empurrado pelo vento. Me emquilibro no destino, Na corda bamba do tempo. Que está sempre balancando, Querendo me derrubar, Mas passo a passo vou indo Até que consiga chegar. Do outro lado dos sonhos, Onde eu possa viver. Livre dos meus pesadelos, Que só me fazem sofrer. Em um mundo de emoções, Que não consigo entender. Vou me sentindo vazio, Querendo me esconder. Das lembranças do passado, De um tempo de ilusão, Vou mostrando as cicatrizes, Que marcou meu coração.
Espelho
Hoje o sol brilhou mais forte, A lua está cheia de amor. O mar está calmo e sereno, O vento forte passou. As estrelas estão dormindo, As nuvens enfeitam, o céu. A esperança vem chegando, Num barquinho de papel. A alegria vem correndo, Sempre vencendo a tristeza. Pois na corrida da vida , Só existe uma certeza. Que tudo na vida passa, A juventude também. Os anos passam velozes, A velhice logo vem. As dores no corpo e na alma, São companheiras constantes. Os sonhos ficaram presos, Em um passado distante. É o espelho que nos mostra, As marcas que o tempo deixou. As rugas são testemunhas, De uma vida de labor. No final a morte chega, Nos da um abraço fatal. Pois na vida tudo passa, Tudo tem o seu final.
Corona Vírus 1
Lá fora um dia tão lindo, Eu aqui nesta prisão. Sem poder sair de casa, Preso como se fosse um ladrão. Sem ter matado ninguém, Nenhum roubo cometi. Olhando pela janela, Paisagens que nunca ví. Separado da familia, Dos amigos dos irmãos. Sem poder dar um abraço, Nem dar um aperto de mão. O tempo que era tão pouco, Agora está sobrando. Somente o relógio não para, A terra continua girando. A cidade está deserta, Os velhos das ruas sumiram. E das brincadeiras na rua, As crianças desistiram. Alegre na árvore cantando, Não ouço o passarinho. Por certo também está preso, Com seus filhotes no ninho. O grande ástro do momento, Nos meios de comunicação. É o famoso corona vírus, Do mundo o grande vilão. Desafia toda a ciência, Tirando de muitos a vida. Parece que é uma guerra, Por toda a humanidade perdida. Como tudo tem um fim, O dele também vai chegar. E novamente nós todos, Vamos poder se abraçar.
Pai
Sabe pai eu o amo acima de tudo, Mas por favor procure entender. Você seguiu os seus próprios caminhos, Que eram certos ao seu modo de ver Você lembra quando eu era criança, Tudo que você mandava eu fazia. Não sei se por medo ou respeito, Eu sempre lhe obedecia Pai o tempo passou eu cresci, Quero escolher meu caminho. Não sou mais aquele menino, Que não sabe andar sózinho. Eu sei que você me ama, E não quer me ver sofrer. Mais me protegendo assim, Não vou aprender a viver. Não pensse que sou revoltado, Se as vezes sou contra o seu modo de ver. Quero dar meus próprios passos, Sem ter que dar contas a você. E quando um dia eu for pai, Talvez mude o meu pensar. Quem sabe ouvirei do meu filho As palavras que acabei de falar.
Mãos
Faz parte do nosso corpo, Pertence a você e a mim. Com ela fazemos de tudo, É de uma inportância sem fim. A primeira vez usadas, Foi com carinho e amor. Foi com elas que do barro, Nos formou o criador. Trabalham plantam e colhem, Elas quando estão unidas. Podem repartir o pão, Como também tirar vidas. Fazem grandes construções, Também pode demolir. Com um aperto elas fazem, Alguém chorar ou sorrir. Guiam o cego no escuro, Tiram alguém do perigo. E com apenas um gesto, Jogam muitos no abismo. Com elas acariciamos, Demonstramos nosso amor. Mas se a ousarmos pro mal, Fazemos alguem sentir dor. Fazem remedios que curam, Tiram tesouros da terra. Mas elas também fazem armas, Que matam muitos na guerra. Para quem está perdido, Elas mostram o destino. Mas se apontarem errado, Acabam alguém destruindo. Estão sempre ajudando, Enquanto o corpo tem vida. E mesmo a morte chegando, Sobre o peito vão unidas. Só teve alguém nesta terra, Que só para o bem as usou. Mas os homens com as suas, As dele na cruz cravou.