Claudio Silveira

Claudio Silveira

n. 1971 BR BR

Amante da literatura Brasileira, Escritor liberal, Psicanalista Clinico, Ludovicense genuíno da terra dos cocais onde canta os sabiás.

n. 1971-08-17, São Luis-MA

Perfil
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Gaiolas.


GAIOLAS
Claudio Siveira

Quando clamamos por liberdade
e nos aprisionamos por pensamentos
percebemos que os construtores
de gaiolas ao nosso redor
somos nós mesmos.
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Poemas

14

Fascinação.


FASCINAÇÃO
Claudio Silveira

Fascinação por uma canção tocada no coração.
Fascinação por um sorriso maroto, de menina pelo garoto.
Fascinação foi ver você acordar, tocar nos lábios e brilhar.
Fascinação é viver o dia, com paz, harmonia, alegria.
Fascinação não é um sentimento qualquer,
é desejo, é amor que ser quer.
316

Pesadelos,


PESADELOS.
Claudio Silveira.


No fundo dos olhos percebo um oceano
de lagrimas se formando, que vão varrendo 
a alma dos sentimentos profanos que 
machucam o espirito e permanecem
torturando o meu eu sem sentido.

no chão desintegrado, poeiras de vidas
varridas para baixo dum tapete esquecido
de lá saiu um grito, desespero, ar rarefeito
sem pode respirar, fugiu minha alma daquele lugar.

mãos que se erguem a procura de alguém puxar
me tirando do pó, do poço de onde não quero
mais ficar, nem calar, só gritar.
pesadelos de uma noite que achei 
que jamais passaria,
mas acordei.


287

Espaço azul.


ESPAÇO AZUL
Claudio Silveira.

Espaço azul foi que me disseram
quando nas estrelas me puseram.
dos céus eu vi planetas
outros mundos, novos cometas.

A terra pareceu pequena, 
um belo planeta, azulado de cor serena.
Vi que a lua também girava, 
já não era satélite como imaginava.

outros mundos percebi que existia,
galáxias, planetas, estrelas, cometas,
cruzeiros, astrologia,

Espaço azul foi o que vi,
transcendendo o natural,
visionando o anormal
em outros mundo, vi o sobrenatural.
300

Universo da Permanência.


UNIVERSO DA PERMANÊNCIA.
Claudio Silveira


Deus me livre de morrer assim
plantado no chão sendo parte de um jardim
na verdade não queria fechar meus olhos,
queria abri-lo para eternidade sem precisar
sentir o gosto do adeus.

Deus me livre do fim da existência,
prefiro eternizar num mar de resiliência,
onde pessoas da minha vida façam lembranças ,
tornando-me imortal  no universo da permanência.
286

Para Sempre.


PARA SEMPRE.
Claudio Silveira

Onde começou minha vida
ali terminou minha história
nossas almas fizeram um trato
e juntos envelheceremos
daí se cumprirá o círculo de vida
no qual resolvemos soldar.
até que meus olhos se se fechem,
eu lhe amarei para sempre.
272

Corpos que se tornam um.


CORPOS QUE SE TORNAM UM.
Claudio Silveira

Quimeras das emoções
sensações, devaneios
desejos sem causa, que chega sem pausa.

flamas ardentes que queima o corpo quente
desliza pelo suor latente
de corpos carentes, cientes, regentes.
Sonetos de melodias, sussurros, histerias
gemidos, gritarias.

Fluidos que se trocam, orgasmos que afloram
tudo tem sentido, ou sentido algum
das mãos que saem toques,
da boca que saem estrofes, e tudo que resta
são dois corpos que se tornaram um.
258

Um Minuto de Mim


UM MINTO DE MIM.
Claudio Silveira

Um minuto de mim
jamais me será devolvido
passará como tempo esquecido
da contagem dos meus dias será removido.

Um minuto de mim, poderá ter valor
se for gasto com amor,
sem desperdício dos segundos
segundo por segundo vivido nesse mundo.

Um minuto de mim durará para sempre
no tempo, no espaço e na mente
precioso como fruto e suas sementes
pois é parte de minha vida
do passado, do futuro e do presente.

259

Recordar sempre, esquecer jamais.


RECORDAR SEMPRE, ESQUECER JAMAIS.
Claudio Silveira

Sentidos que me lançam dentro infinito
um tempo dentro do tempo
uma voz que acorda
recordações da memória.

Lembranças da época de criança
uma festa, uma dança
beijos de menino
docinhos, carinho.

Aquilo que nos satisfaz
que mesmo na velhice
o bem nos faz
recordar sempre, esquecer jamais.
274

Tem Dia


TEM DIA
Claudio Silveira


Tem dia que a tormenta me assola
que me esconde e vai embora.
Tem dia que a chuva que cai
molha minha mente e se desfaz.

Tem dia que nem o sol é bonito
clareza escura que sussurra gritos.
Tem dia que não me encontro
que me procuro meio tonto.

Tem dia que o sorriso não sai
que da boca se vai.
Tem dia que o dia deixa de ser dia
para que esse dia não volte mais.
250

Emanoel


EMANOEL
claudio Silveira

Medo era o que me cercava
minha alma clamava e ninguém escutava
Angustia me abatia, nas tormentas eu temia.

Um grito ecoou até o terceiro céu
meu clamor acordou o silencio de Emanoel
uma voz do infinito bradou sobre mim
e em meio aos soluços, percebi que não era o fim.

do seu trono desceu, me viu cair
me socorreu. um Deus se importou comigo
tirou-me das trevas e me deu abrigo.
tomou-me em seu colo,
enxugou-me as lagrimas
e me disse: eis-me aqui filho.
294

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