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Sonho

Sonho, sonho contigo,
tento libertar-me mas não consigo
dia após noite, noite após dia
uma dor na alma que jamais expia.

Desconheço a razão de tal desejo,
talvez seja feitiço ou simples fraquejo…
Não sei, só tu me podes dizer,
o porquê do meu coração tanto bater.

Bem sei que o tempo tudo cura
e eu próprio, a mim fiz uma jura
de que para sempre te iria esquecer

mas a melodia que usaste para m’envolver
foi mais doce do que qualquer adoçar
e, assim, dorido, não consigo deixar de t’amar!...

Cláudio Évora
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Poemas

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Eu, poeta

Quem me dera ser poeta,
Sentir o sopro dos eleitos
Num impulso, talvez de amor
Em odes e estrofes em flor
Poder serenar esta alma inquieta

Ter-te a ti, só a ti, junto a mim
Seres a centelha, vício, obsessão
Entoar-te uma doce melodia sem fim
Tingida em tons de pura paixão

Perder-me em utopias e fervores
Através de traços breves e perfumados
Pintar-te um mundo cheio de cores

E qual chama, vertida neste meu caderno
Gritar ao mundo em versos exaltados,
A plenitude deste sentimento belo e eterno.

Cláudio Évora
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Sonho

Sonho, sonho contigo,
tento libertar-me mas não consigo
dia após noite, noite após dia
uma dor na alma que jamais expia.

Desconheço a razão de tal desejo,
talvez seja feitiço ou simples fraquejo…
Não sei, só tu me podes dizer,
o porquê do meu coração tanto bater.

Bem sei que o tempo tudo cura
e eu próprio, a mim fiz uma jura
de que para sempre te iria esquecer

mas a melodia que usaste para m’envolver
foi mais doce do que qualquer adoçar
e, assim, dorido, não consigo deixar de t’amar!...

Cláudio Évora
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