Com Ípsilon e 2 Ns_07

Com Ípsilon e 2 Ns_07

n. 1995 BR BR

Um eu vagando pelo mundo do mal do século e bem distante desta órbita terrestre.

n. 1995-10-27, Inhuma - Pi

Perfil
3 328 Visualizações

Chore!

- Por que choras?
Por isso, aquilo...
- Mas não vale o teu choro. Não chores!

Chore! 
Se sentir vontade, chore!
Grite, esperneie!
Demonstre sua dor!
Você não é obrigado a guardar todo um sentimento que te faz sofrer dentro de si!
Coloque-o pra fora!
Chore!

Não entendo como o ser humano pode querer que outro o guarde dentro de si.

Se sentir vontade, chore!
Chore tendo a certeza que sua dor vai passar!
Ler poema completo

Poemas

3

Partidas...

E aquele velho gigante que está adormecido há tanto tempo quer acordar...
Sinto medo...
Há uma confusão em mim...
Há um perigo nisso...

Se ele adormeceu por todo esse tempo, é porque foi necessário.
Necessário para não ferir outros
Necessário para não se ferir.

Agora a luta é para deixá-lo dormindo.
Acordado há muita frieza, indiferença.
Sinto muito medo de ele acordar.
Não foram bons tempos
 
Isso me assusta.
Tô tão confusa quanto o que eu escrevo neste momento.

O problema das partidas é que a gente sempre quer partir tudo aquilo ao nosso redor, mesmo não tendo culpa. Só pensamos tanto nos muros a construir, que deixamos as pontes de lado... 

Ficar, partir ou resignificar? Eis a questão mais difícil de responder... 
114

Chore!

- Por que choras?
Por isso, aquilo...
- Mas não vale o teu choro. Não chores!

Chore! 
Se sentir vontade, chore!
Grite, esperneie!
Demonstre sua dor!
Você não é obrigado a guardar todo um sentimento que te faz sofrer dentro de si!
Coloque-o pra fora!
Chore!

Não entendo como o ser humano pode querer que outro o guarde dentro de si.

Se sentir vontade, chore!
Chore tendo a certeza que sua dor vai passar!
231

Bela incolor e salgada

Pequena como um cisco
Pesada como um navio cargueiro
Salgada
Incolor
Não é todo mundo que consegue ver sua dor

Sobe como as lavas de um vulcão em erupção
Descem na mesma intensidade
Não pergunta o que tem a sua frente
Só quer destruição

Destruir
Está programada para destruir até esvaziar-se

Algo a invadiu, agora ela só quer explodir
E vai descendo uma atrás da outra, em fila, com pressa
Não quer saber o que está na frente
Nem deixar uma fresta


A superfície treme
O céu não sabe sabe o que fazer com tanta fumaça
O mar está agitado
Os pássaros estão agitados
Mas ela continua a destruir
Até cessar

Cansada, fraca, adormecida, ela cai
O tremor para, mas o céu ainda não está visível
Ainda tem fumaça
Ainda tem a agitação do mar
Mas não como antes
Aos poucos vai se refazendo
Está se acalmando
O vulcão enfurecido parece que está se acalmando
Aos poucos, no seu tempo, sem interferências.

Acalmado.

Quando será a próxima interferência?
Não se sabe.
Mas não é uma boa coisa mexer com ela.

Ela só quer paz.
103

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.